quarta-feira, dezembro 30, 2009

CONO SUR CARMENÉRE 2008 TINTO

"Casta velha e rara de Bordeús muito cultivada no Mèdoc no princípio do Sec.XVIII, tendo juntamente com a Cabernet Franc, criado as rerputações das suas melhores propriedades. Daurel refere que a videira é robusta e se utilizava para produzir um vinho excepcionalmente bom, mas que foi abandonada dada a sua susceptibilidade ao desavinho e às fracas colheitas resultantes desse facto.

O seu nome pode muito bem estar relacionada com a palavra ´Carmine´ e ainda hoje dá pequenas quantidades de vinho excepecionalmente encorpados e de cor carregada, podendo mesmo estar a viver, com a Petit Verdot, uma segunda vida, nomeadamente por intermédio da Carmen, no Chile, que decidiu vender a sua versão varietal com o nome de Grand Vidure ( sinónimo histórico adoptado pela adega Carmen do Chile para as suas vinhas de carmenére, identificada no inicio dos anos 90)."
in Jancis Robinson.

Antes da Filoxera chegar ao continente viníco europeu, o Chile por acção dos colonos, tinha em seu território Cabernet sauvignon, Cabernet franc e Merlot, casta que ficou na história do chile pelo modo como deu fama a Carmenére.

Os produtores chilenos na presença do Carmenére tratavam-na como sendo um clone de uma Merlot. O ampelógrafo Jean Boursiquot redescobriu a Carmenére no Chile e a mesma foi oficialmente reconhecida pelo governo chileno em 1998.

O vinho em questão tem uma óptima relação preço / qualidade e está disponível nas garrafeiras da moda em Portugal.

Púrpura, de média intensidade, fruto de película no aroma com especiado concentrado.
Ataque de boca envolvente, com textura acetinada e taninos amigos a estructurar elegantemente o conjunto deste vinho alegre e fresco, de final generoso.

domingo, dezembro 27, 2009

Preservação das bolhas do espumante

Um estudo recente revela que as bolhas presentes no espumante têm um papel muito mais importante do que se julga. Os resultados revelam que as bolhas não fazem apenas parte do espumante, mas que são elas que estruturam o seu sabor.

O estudo foi publicado no jornal Proceedings of the Natinal Academy of Sciences (PNAS) e teve vários autores, como Gerard Liger-Belair da universidade de Reims, em frança. Este investigador sempre foi obcecado pelas bolhas e usou um espectómetro de massa de altíssima resolução para estudar em detalhe a composição química das bolhas emanadas do espumante. No final os cientistas chegaram à conclusão de que existem 30 vezes mais sabor nas bolhas do que no resto da bebida.

De facto as bolhas fazem com que o espumante não perca o seu aroma original enquanto retém a suavidade do vinho.

In Revista de vinho

terça-feira, dezembro 22, 2009

Novo canal de vinho na internet

Novo Canal televisivo on-line dedicado ao vinho.
Desde quinta-feira 14 que se encontra online um novo canal televisivo web dedicado ao vinho, da responsabilidade de Maria João de Almeida. O canal, que pode ser visto em www.vinhotv.clix.pt.

Maria João de Almeida contou que quis que este canal fosse "dirigido não só aos profissionais mas também ao simples apreciador de vinho".

A responsável adiantou que todos os programas terão uma duração "de 3 a 7 minutos ou de 4 a 8 minutos, porque na Internet temos de transmitir a informação de uma forma rápida"

Fonte: Diário de Notícias

Vinhos mais vendidos nas garrafeiras mês de Outubro

Paulo Laureano Clássico
Alentejo tinto 2007

C.Pelletier
(França) Espumante Grand. Res. Blanc des Blancs

Messias unoaked
Douro tinto 2008

Postscriptum
Douro tinto 2007

Soberanas XS
Terras do Sado tinto 2006

Lancers
vinho de mesa Rosé

Os dados são da "Revista de Vinhos" e reportam-se a 6 garrafeiras, cuja lista acima mencionada refere-se ao 1.º lugar de cada garrafeira

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Quinta do Côtto "abertura rápida"


"Tão bom...Tão simples...Tão barato...
Abertura rápida... assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."

Estas mensagens são a base da nova campanha da "Quinta do Côtto".
Em relação ao vinho rolhado afirmo o seguinte:
"assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."

Em concursos internacionais em que participaram (e participam), vinhos rolhados e de abertura fácil, constactou-se a eliminação de vinhos de abertura fácil, por defeitos que o vinho tem, bem como pelo aroma de TCA, tricloroanisol, o chamado cheiro a rolha, nos vinhos rolhados.

Sabemos que um vinho rolhado tem um custo superior ao vinho de abertura fácil,e evita devoluções para o distribuidor e produtor quando é detectado o TCA.
No vinho de abertura fácil, tudo é fácil: impossível ter cheiro a rolha, preço de custo optimizado e abertura em qualquer sitio e em qualquer situação. Com a vantagem de possíveis defeitos pela acção do vedante, ser menos perceptível do que o "mofo, bafio" da rolha.

O grupo Amorim superou sempre as expectativas em exportação de rolhas, mas nunca investiu tanto em tecnologia, melhoramento e aperfeiçoamento, como num passado recente. Mas essa empenho e investigação começou com muitos anos de atraso e agora a factura paga-se caro e em português.

O vinho é prazer e quando se bebe com dedicação, carinho e reconhecimento pelo prazer que esse acto nos proporciona, tudo o que façamos na preparação desse prazer, chamamos ritual e manusear um saca-rolhas faz parte dos grandes momentos no ritual do vinho, e ele é tão válido num vinho de 4,00€ à venda numa grande distribuição como é válido numa recordação de baú.
É tudo uma questão de filosofia e do que se procura ao beber um vinho, eu não compro por comprar nem bebo por beber, pelo facto optarei sempre pelo ritual.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Esta competição apreciada pelo Júri, em prova cega, atribuiu 2 Golden Winner, um deles como o melhor vinho da competição, ao vinho Solar dos Lobos “Grande Escolha 2007”, do Alentejo, da enóloga Susana Esteban e um Golden Winner ao vinho Nau Antiga “Escolha 2007”, do Douro, do enólogo Virgílio Loureiro.

Mais dois vinhos portugueses foram também premiados, o "Novo Mundo", um Dão da Enopor e o "José de Sousa", um Alentejo da José Maria da Fonseca.

Foram atribuídos um total de 10 prémios, tendo Portugal conquistado 50% dos mesmos e arrebatado os três prémios de ouro.

Estiveram presentes nesta Feira, para além dos chamados produtores do velho mundo, com relevo para a Espanha, França, Itália e Portugal, fortes representações dos produtores de vinho do chamado novo mundo com uma grande presença da África do Sul, Austrália e Chile.

Fonte: Portugal Global / Viniportugal
Todos os anos o International Wine & Spirit Competition premeia empresas e personalidades que contribuem de forma excepcional para o mundo dos vinhos. Para tal, é necessário preencher exigentes parâmetros de excelência. Um reflexo de qualidade, variedade, valor e informação, agora ao alcance dos consumidores de vinhos e bebidas espirituosas.

Este prémio vem reforçar o já enorme prestígio das marcas detidas pela Madeira Wine Company - Blandy’s, Cossart Gordon, Leacock’s e Miles - alcançado pelos inúmeros prémios ganhos até hoje.

Destaque para as medalhas de ouro ganhas em provas cegas internacionais e para os prémios de “Enólogo do Ano” para vinhos generosos ganhos pelo enólogo Francisco Albuquerque, durante três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008).
Fonte: AICEP Portugal Global / Viniportugal

Cerejeiras Colheita Seleccionada V.R.Lisboa, 2007 Tinto


Escolha do mês, da Associação de Escanções de Portugal, na relação preço / Qualidade.

"Bela cor, aroma cheio, prolongado, fruta vermelha, mentolados, belo volume de boca com persistência balsâmica."

Foi considerado o vinho do Mês com 90 pontos.

ASARA WINE STATE BLANC CABERNET SAUVIGNON 2008


Prova Cega em inicio de Novembro.
Cor: Límpido, citrino, aroma frutado e fresco.
Boca: médio corpo, frutado com sensações de Pêra, acidez refrescante com final de boca médio.
Vinho simpático de perfil jovem para consumo imediato.

Asara Wine State, é um "blanc de noir" do estado de STELLENBOSCH, Africa do Sul.
É um vinho interessante pelo estilo, ninguém na prova cega, por alguma vez teve a percepção de que estaria na presença de um Cabernet sauvigon, pelo facto, pela surpresa e por ser um vinho bem feito e agradável, foi uma boa surpresa.

terça-feira, dezembro 08, 2009

CARM RESERVA BRANCO 2008 DOURO

Um palha atenuado na cor com brilho intenso, mineral e citríco, nota de fruto seco e discreta madeira.
Volumoso na boca com boa estructura, fruta citríca e tostados ligeiros. Final de boca de sensação longa.
Vinho de perfil moderno, com Battonage mais ligeira do que em edições anteriores.

domingo, dezembro 06, 2009

Quinta do Vale da Raposa 2002 Tinto Douro

2002 Não foi um grande ano para os vinhos em Portugal, muito chuvoso, mesmo tendo como vantagem vindimas mais rápidas que as demais zonas do país, o Douro e Alentejo também tiveram os seus contratempos.

O Vale da Raposa de 2002 do Alves de sousa, é um vinho composto por cinco castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta barroca e touriga nacional.
A quinta donde provêm as castas tem de nome "Encostas da gaivosa", e dista de santa Marta de Penaguião, 4 kilometros. As castas têm uma idade compreendida entre os 20 e os 60 anos e uma exposição: sul poente, solo xistoso.

Normalmente a vinificação é feita por desengace total, com suave fermentação com pelicula, raramente com maceração,4-6 meses em barricas novas e de segundo ano de carvalho francês, minímo de 3 meses em garrafa.

Prova:
Limpido, cor de média intensidade, granada atenuado com nuance acastanhada.
aroma com frutos confitados, baunilha e resina, ligeiro fumado, nada muito exuberante.
na boca, melhor: médio ataque de boca, corpo redondo, fruto de pelicula com maturidade e ligeiro liquorice, boa acidez a dar frescura ao conjunto, taninos polidos, todos os elementos estão muito bem interligados com rusticidade. O final de boca é agradável com secura final.
O vinho foi comprado em finais de dezembro no continente por aprox: 5,00€
Beber agora, não evoluí mais.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Tinta Grossa 2006 Tinto Alentejo

Tinta grossa é o mais recente vinho lançado por Paulo Laureano,em homenagem à desconhecida casta alentejana, proveniente da Vidigueira.

Este vinho "Tinta Grossa" deslumbra-nos pelo exotismo do aroma, finura e elegância, balsâmico commadeira totalmente integrada no conjunto.
A evolução no copo é fantástica com notas de pimenta verde quase explosiva.

Na boca apresenta-se com bom volume, elegante e estruturado, com taninos suaves mas firmes, acidez adequada à estrutura do vinho.

O vinho deverá rondar os 20€ na prateleira de uma garrafeira, altamente recomendável decantação, copos e temperatura.

segunda-feira, novembro 30, 2009

Prova às cegas

Na revista Wine José Penin, no seu artigo inaugural de opinião, faz-nos uma pergunta em forma de provocação:"-Um vinho sem pontuação «não existe». Mas, o que é melhor, uma prova cega ou bem às claras?"

" Estou de acordo com o ponto de vista de autores como Hugh Johnson ou Michael Broadbent, que preferem provar conhecendo a marca e, por conseguinte, saber a sua história para assim poderem atribuir uma classificação mais justa..."

" grande credibilidade que a prova cega tem em relação a uma prova com rótulos visíveis é muito significativa. Acredita-se que provar um vinho sem ver a sua marca evita qualquer influência externa. No entanto, tenho tanta prática nas provas cegas como nas provas «normais», e a minha experiência profissional mostrou-me que as provas cegas são tão injustas como ortodoxas devido a diferença de factores, tanto psicológicos como físicos, para além dos casos em que duas garrafas da mesma marca nem sempre são iguais. Um dos factores psicológicos é quando o provador, ao confrontar-se com uma bateria de amostras devidamente tapadas, não se concentra no que está a provar, mas sim no que crê que está a provar..."

"...É evidente que para que um autor se possa permitir ao luxo de provar com rótulos sem perder credibilidade, é necessário um longo espaço de tempo de coerência nas suas notas, para que os leitores lhe concendam essa devida confiança. A coerência de um provador é fundamental.

"Um dos maiores erros e por conseguinte, factor desqualificador, são as contradições na prova. Este facto obrigou-me a ser mais cauteloso nas descrições de um vinho quando provo às cegas, evitando na medida do possível o «ranking» de marcas. Se a um provador se exige que seja um conhecedor de vinhos e que saiba provar, é evidente também que se deve exigir a sua independência da influência das marcas."

"Outro capítulo controverso é o número máximo de provas por sessão. Segundo a posição europeia, Robert Parker foi criticado pelo número de vinhos provados diariamente que, de acordo com os meus dados, parece que ascendiam a mais de cem copos por dia. São sobretudo os enólogos que partilham a opinião de não ultrapassar o número de 15 amostras diárias.
É natural, porque quando eles provam vários depósitos ou barricas do mesmo vinho, é mais dificil poder apreciar as diferenças quando se ultrapassa esse número. No entanto, quando se trata de provar vinhos de diferentes origens, texturas, colheitas, etc.,o exercício não é tão complicado se tivermos em conta que para o leitor é suficiente uma descrição com poucas palavras. Passei pela experiência de provar no máximo 12 vinhos nas melhores horas da manhã, ou seja, das 10h30 às 13h00. Como resultado, a descrição era mais rica em termos objectivos como subjectivos. No dia seguinte, e a mesma hora, repeti a desgustação dos mesmos vinhos e o resultado apenas coincidiu no essencial, ou seja, nos aspectos objectivos, o resto era diferente. O mais curioso é que esses aspectos objectivos da prova não desaparecem, mesmo quando se chega a provar cem vinhos numa sessão.
Alías a velocidade e a comparação entre amostras diferentes tornam-se mais fáceis devido à adopção de um ritmo mais regular, onde todos os elementos diferenciadores são, inclusive, mais apreciáveis pela comparação e pela rapidez de provar á primeira impressão, que é mais fácil d ereter na frágil memória sensorial. O momento chave onde se criam as bases da percepção e da segurança do diagnóstico começa apenas a partir do décimo copo."

In Wine

segunda-feira, novembro 23, 2009

INE-Produção de vinho para 2009

Nas suas previsões agrícolas de Outubro, o Instituto Nacional de Estatísticas destaca o atraso das sementeiras, particularmente nos solos mais pesados, devida à fraca precipitação acumulada. Em contrapartida, este quadro climático beneficiou a conclusão da colheita das culturas de Primavera-Verão e das vindimas em boas condições, nota o instituto.

A produção de vinho deverá rondar os seis milhões de hectolitros, e ser de “excelente qualidade”, antecipa o INE, precisando que está, no entanto, ainda dez por cento abaixo da média dos últimos cinco anos.

Fonte: Público

Aquecimento a sul do tejo

Mas os efeitos não serão só positivos e a água será essencial para minimizar os problemas, alerta Carlos Lopes, um dos responsáveis do projecto SIAMVITI, que arrancou no início deste mês e estará concluído dentro de três anos.

"Sendo uma cultura perene, a vinha sofre efeitos cumulativos e já se começam a notar problemas que exigem medidas de adaptação. Decidimos avançar com este trabalho porque a viticultura é um sector importante e estratégico para o país e não há nenhum estudo que permita fazer esta avaliação", acrescenta o professor do Instituto Superior de Agronomia (ISA).

"Temos vindo a verificar situações de stress hídrico (falta de água) e térmico (excesso de calor), sobretudo nas regiões a Sul do Tejo, que se acentuaram nos últimos dez a vinte anos", explicou o académico.

O escaldão das folhas e dos cachos, com repercussões no crescimento da planta e na qualidade das uvas e do vinho, e a antecipação da vindima devido ao desenvolvimento precoce da cultura, são algumas das consequências.

"Se calhar, em vez de se fazer a vindima em Setembro passa-se para Agosto", admite Carlos Lopes. As mudanças vão sentir-se igualmente no vinho.

Com a maturação precoce, "há uma acumulação rápida de açúcares e redução da acidez". Resultado: vinhos desequilibrados (ou "chatos" no jargão dos enólogos) com grau alcoólico mais elevado, menor acidez e alterações a nível da cor e dos aromas.

Mas o aquecimento global traz também benefícios: "as regiões de influência atlântica, mais próximas do mar, beneficiam destas alterações climáticas, permitindo obter uvas mais maduras". Regiões onde antes existia "alguma dificuldade em amadurecer as uvas tintas", como Lisboa e a Bairrada ,são das que podem sair mais beneficiadas, melhorando a qualidade dos vinhos.

"Se tivéssemos água suficiente para atenuar os problemas nas regiões mais quentes, o balanço [do impacto das alterações climáticas] seria quase positivo", admitiu o especialista do ISA.

O SIAMVITI é um projecto financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia e está a ser desenvolvido pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA) com o apoio de outras entidades, como a Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

Fonte: Ciência Hoje

domingo, novembro 22, 2009

CARM Reserva 2007 tinto


Douro Superior, Almendra.
Castas Touriga nacional, Tinta Roriz, Touriga Franca e Tinta Francisca.

Recomenda-se devida oxigenação e temperatura, para mim mais próximo dos 18ºC.
Aroma muito fresco (espelho da vindima de 2007?), frutos de película num fundo licorado, com nota de especiaria, ressalva para a elegância do conjunto.

Volume de massa bocal, intenso, taninos firmes a dialogar com o conjunto, estructura com alguma rusticidade, tudo a pedir tempo, ou caso contrário; oxigenação, temperatura e bom copo.

O vinho tem um óptimo fim de boca, deixando-nos uma sensação agradável com secura final.

Vinho comprado no EL Corte inglês a: 8,90€

sexta-feira, novembro 20, 2009

Sauzelhe 2006 Doc Dão

À VDS e a VINES WINES,os meus cumprimentos. provei este vinho por sugestão de uma jovem enófila, extasiada pela vivacidade do vinho.

Aroma muito fresco,fruta viva,citríco, ligeira tosta.
Apresenta-se com estructura na boca, acidez a dar bom equilíbrio ao vinho,tostados da madeira nova presentes na prova, citríco. Final assinalável com a fruta a querer ficar, deixando-nos na boca uma sensação muito agradável.

A prova deste vinho fez-me pensar este vinho como um projecto onde arquitectos desenharam vários esboços a lápis até chegar a este vinho, o equilíbrio dos vários elementos torna este Dão num vinho muito alegre.

13,5 Vol%
beber a 9Cº deixando evoluir a temperatura optimizando o prazer da descoberta.

quinta-feira, novembro 19, 2009

Clássico Dolcetto D'alba Prunotto 2003 Tinto


Elaborado exlusivamente com a casta Dolcetto, a partir de vinhas localizadas nas zonas de Barbaresco, Treiso e Monforte.

Aroma intenso, frutado num fundo licorado envolto em chocolate com notas fumadas interessantes.

Bom ataque de boca,com doçura, corpo médio,cereja licorada, nota verde, tosta. Taninos espigados com secura,a pedirem um pouco mais de tempo,médio fim de boca com secura final.

As uvas chegaram à adega a 3 de Stembro, fermentação decorreu a 28º, 4 dias de Maçeração, fermentação maloláctica terminou em meados de dezembro. O vinho permaneceu em cubas de estágio até a primavera seguinte, altura do engarrafamento.

quarta-feira, novembro 18, 2009

PORTO MESSIAS ROSÉ inovador rubi leve


Saiu para o mercado um novo porto Messias, desta feita um rosé. Trata-se de um vinho do Porto de estilo ruby leve.

Processo de Vinificação:
Esmagamento e prensagem suave das uvas. Mosto fermentado a baixas temperaturas em cubas de inox, quando o mosto atinge o grau de doçura pretendido adiciona-se a aguardente viníca (77%) de modo a que a fermentação alcoólica pare com a presença de açucares residuais.

Notas de Prova:
É um vinho do Porto de estilo Ruby leve, que apresenta uma atractiva cor rosada, fruto de um contacto limitado com as películas das tradicionais castas do Douro durante a vinificação.
Este inovador vinho do porto é mais leve, redutor e muito frutado. Sirva bem fresco, é delicioso como sobremesa.

Castas: Touriga Nacional;
Touriga Franca;
Tinta Roriz;
Tinta Barroca.

Solo: Xistoso
Álcool: 19,5 % vol.

Fonte: Revista dos escanções

terça-feira, novembro 17, 2009

85 vinhos em 300, medalhados na Alemanha

85 vinhos portugueses premiados no Concurso Internacional de Vinhos "Mundus Vini 2009"na Alemanha

Foram publicados recentemente na Alemanha os resultados do grande Concurso Internacional de Vinhos “Mundus Vini 2009”, organizado pela 9ª vez pela editora alemã especializada em vinhos e bebidas alcoólicas “Meininger Verlag GmbH”.
Participaram no concurso 5729 vinhos de 44 países (em 2008: 5.300 vinhos de 41 países). O júri, composto de 275 especialistas internacionais, provou todos os vinhos conforme o regulamento da “Organisation Internationale de la Vigne et du Vin (OIV), o que faz deste evento a maior “prova cega” de vinhos no mundo.

No total, participaram no concurso cerca de 300 vinhos portugueses, dos quais 85 vinhos (em 2008 – 68 vinhos) foram premiados com medalhas.

Foi reconhecida a qualidade dos vinhos portugueses nas seguintes categorias:

Brancos: 2 Medalhas de Ouro, 13 Medalhas de Prata
Roses: 1 Medalha de Prata
Tintos: 15 Medalhas de Ouro, 46 Medalhas de Prata
Vinhos Fortificados: 4 Medalhas de Ouro, 4 Medalhas de Prata

Entre os vinhos premiados encontram-se 21 vinhos do Alentejo (vinhos DOC e regionais) e 14 do Douro, 10 da Estremadura (Lisboa) e 8 do Dão.

O êxito de vinhos portugueses neste concurso demonstra mais uma vez a qualidade e competitividade da oferta nacional nos mercados internacionais.

A Associação Alemã de Viticultura publicou recentemente os dados sobre a importação alemã de vinhos no período de Agosto de 2008 a Julho de 2009 que sublinham o acima exposto.

Conforme estes dados, a importação alemã de vinhos portugueses atingiu uma taxa de crescimento de 12,5% em valor e de 10,3% em volume, ultrapassando assim de longe o crescimento do total das importações de vinhos neste mercado (-0,1% em valor; 1,5% em volume).

Fonte: Viniportugal

o melhor do Douro (tintos), prova Revista de Vinhos

Na prova realizada pela Revista de Vinhos ficou patente a qualidade "Douro", no entanto o perfíl dos vinhos aproximam-se muito, e padronizar uma região com um micr-clima próprio e "...com a força da localização da vinha tão vincadamente importante, poder-se ia esperar mais diferenciação nos vinhos dado à prova.Se são vinhas velhas, se são de castas desconhecidas, se são de encostas viradas a norte, se são dos altos ou dos baixos, nenhuma dessas características parece estar presente na maioria destes vinhos..."

Classificação Revista de vinhos:

30,00€ 18,5 Poeira Douro 2007, produtor: Jorge Moreira

25,00€ 18,0 Azéo Reserva 2007
50,00€ 18,0 Pintas 2007
35,00€ 18,0 Quinta da Grincha 2007
22,00€ 18,0 Quinta das Tecedeiras Reserva 2007
22,50€ 18,0 Quinta do Infantado Reserva tinto 2007
60,00€ 18,0 Quinta do Vale de Meão 2007

35,00€ 17,5 Aneto Grande Reserva 2007
60,00€ 17,5 Batuta 2007
17,30€ 17,5 Corpus 2007
79,00€ 17,5 Duas Quintas Reserva Especial 2007
26,00€ 17,5 La Rosa Reserva 2007
12,00€ 17,5 Passagem Reserva 2007
18,00€ 17,5 Quanta Terra 2007
39,00€ 17,5 Quinta da Casa Amarela Grande Reserva 2007
21,00€ 17,5 Quinta do Portal Grande Reserva 2006
25,00€ 17,5 Quinta do Vale D.Maria 2007
30,00€ 17,5 Quinta dos quatro ventos Reserva 2006
30,00€ 17,5 Quinta da Touriga Chã 2007
40,00€ 17,5 Quinta do Noval 2007
28,00€ 17,5 Quinta do vallado reserva 2007
44,00€ 17,5 Quinta do Vesúvio 2007, produtor
24,00€ 17,5 Quinta Nova reserva 2007
20,00€ 17,5 Tapadinha Grande Reserva 2007
24,00€ 17,5 Vale do Tua 2007

20,00€ 17,0 Apegadas Quinta Velha Grande Reserva 2007
70,00€ 17,0 Borges Grande Reserva 2005,
9,00€ 17,0 Carm reserva 2007 (boa compra R.V 9,00€)
El Corte Inglês 8,70€
30,00€ 17,0 Cerro das Mouras Grande Escolha tinto 2004
25,00€ 17,0 Conceito Douro 2007
23,00€ 17,0 Crooked Vines 2007
12,50€ 17,0 Curva reserva 2006
35,00€ 17,0 Domini Plus 2007
28,50€ 17,0 Maritávora reserva 2007
16,00€ 17,0 Odisseia Reserva 2006
40,00€ 17,0 Passadouro reserva 2007
51,50€ 17,0 Quinta do Crasto Douro T.N 2006
39,40€ 17,0 Quinta da Foz 2006
15,00€ 17,0 Quinta da fronteira 2007
26,00€ 17,0 Quinta da Leda 2007
35,00€ 17,0 Quinta da Romaneira 2007
13,95€ 17,0 Quinta de Roriz Reserva 2004
25,00€ 17,0 Quinta do Tedo Savedra Grande Reserva 2007
22,50€ 17,0 Soares Duarte TTT 2006
20,00€ 17,0 Vale de Pios 2005
16,00€ 17,0 Vértice reserva 2007
25,00€ 17,0 Zimbro Grande Reserva 2006

17,00€ 16,5 Atalaya 2007
28,00€ 16,5 Brites Aguiar 2007
45,00€ 16,5 Chryseia 2007
26,00€ 16,5 D+D 2006
08,30€ 16,5 Palato Do Côa reserva 2007
32,00€ 16,5 Quinta dos Avidagos Reserva 2007
16,50€ 16,5 Quinta de Cidrô Reserva cab.S/T.Nac. 2005
23,00€ 16,5 Quinta do Couquinho Grande Reserva 2007



O ano de 2007 foi excelente e continuará a sê-lo enquanto houver garrafas com vinho guardado.
No Alentejo, em dois produtores com os quais conversei informaram que tiveram de antecipar a vindima em três semanas, O que é que isso significa?

O paínel de classificação da Revista de vinhos, obviamente que é discutivel, mas é interessante verificar que as marcas "conceituadas" fazem do preço um factor de Status.

Nos restaurantes esse "nicho" é ainda mais evidente. É importante beber o vinho ou a garrafa?
Pode ser circunstancial o motivo pelo qual se escolhe um determinado vinho, o que me apercebi é que o cliente viajado leva muito a sério o dinheiro que gasta com o vinho numa refeição: essa cultura é benéfica para o consumidor e também para o produtor. Quanto mais se democratizar o preço mais rotação terá, veremos esse mesmo vinho em ruas e becos e não só em avenidas palacianas.

Os restaurantes é verdade, também não ajudam, colocam preços como se o encargo das vindimas, engarrafamento e distribuição fossem seus e com isso inflacionam a refeição do cliente, o vinho tem esse dom.

Após a leitura da classificação, muitos vinhos ou serão retirados da carta, ou serão inflacionado mais uma vez.
Eu sempre tive obsessão de ganhar muito dinheiro com o vinho que selecionava para o restaurante onde trabalhava, mas aos poucos fui-me apercebendo que a politica do preço justo é a mais correcta. o Preço justo poderá ter várias leituras, para mim é não colocar preços excessivos em vinhos, que saem muito pouco e que estão lá só para nos embasbacar, ou direi provocar?!

Perguntamo-nos, este vinho é muito bom, tem um preço fantástico, ficará muito desajustado na nossa carta se não inflacionarmos o preço, eu tive esse problema e resolvi-o, não colocando esse vinho na carta como garrafa, mas vendendo a copo e com muito sucesso, a vantagem da parcimónia nos preços dos vinhos numa carta com nivel, é que abrimos várias janelas para o cliente escolher e com isso equilibrar a carteira. Um vinho com óptima relação preço/qualidade só dignifica o sitio onde é vendido, pela pesquisa, novidade e pelo conhecimento que o cliente reconhece e agradece.

Ps - A prova cega é o lado mais humano da prova, porque nos faz rir de nós próprios, tenhámos conhecimento vínico ou mera presunção ( no fundo o defeito de qualquer mortal), a verdade que doí é aquela que se paga por ostentação, o carinho, sentimento fútil da modernidade tem o dom de valorizar o sentimento e a construção de mitos que o marketing cria. O Douro, todos sabemos que dificilmente uma garrafa possa ser vendida com lucro a menos 7,00€, Não tem a planitude do Alentejo.

É altura de começarmos a pensar que em colheitas menos bem conseguidas o preço tem de ser reajustado à presente realidade e não ao "Status" omnipresente, o património do Douro é um todo e a ética é um bem que tal como o vinho preserva a humanidade.

Há vinhos no mercado a um preço bem inferior aos mencionados no conjunto das classificações, e em relação por exemplo ao "Passadouro" como diria o meu amigo Rui Rodriges, é uma pedófilia provar um vinho "tão" jovem, não provei uma milésima parte dos vinhos provados, por exemplo pelo Aníbal Coutinho, mas sei que este vinho ao ser provado no timming certo, dará belas cartas, ao invés desta prova. Resultado, os paineis de prova, imiscuindo-me, criticam a linearidade de vinhos de "terriors" diferentes, mas colocam para prova vinhos que nasceram para serem duros como o Douro é, e com isso penalizam-nos. Como diria um grande senhor:- e esta, hein!

Por falar no Douro

domingo, novembro 15, 2009

Fraga da Galhofa Reserva 2006 Tinto

O Fraga da Galhofa Reserva 2006, é um vinho que me deu muito prazer em beber.
Vermelho intenso com auréola violácea. Fruto de película, cacau e ligeiro licorado, num todo muito elegante.

Envolvente na boca,fruta com boa presença,taninos sedosos a envolver o conjunto.
O vinho está muito agradável, o aroma pede tempo para se tornar mais complexo.

A limpidez, tanto no aroma como na boca,agradou-me positivamente, esse dado torna-se mais relevante para mim, pelo facto do vinho ter sido provado com outros tintos do mesmo ano e da mesma região,aqui não há extracção excessiva, nem notas sobremaduras.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Tapada da Torre Reserva 2007

Em Contra-ciclo, num restaurante famoso de Lisboa, coloquei em 2006/2007 o vinho Tapada da Torre Reserva 2004 Tinto Algarve. Não tenho as notas, nem sei se evolui ou regredi desde então. O facto é que o coloquei num restaurante muito conhecido um vinho do Algarve. O estabelecimento que apesar de não ter um serviço de vinho condizente com o estatuto do mesmo e dos clientes que o frequentavam, vendia vinho a sério, mesmo muito a sério...adelante.

O vinho de que falei era inovador para o que se fazia na altura na região, pela estructura, pelo equilibrio, pelas castas usadas; Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Castelão.

Hoje provei o Tapada da Torre de 2007 reserva.
Ano diferente, castas diferentes; Trincadeira, Touriga Nacional, Cabernet-Sauvignon e Syrah, o terreno é o mesmo argilo-calcário.

Inicialmente no aroma tive a percepção de cereja e àlcool, obviamente o vinho pedia mais tempo. Após oxigenar o vinho revelou-se, fechado, com o álcool menos presente. Mas lá estava a fruta madura e os tostados intensos.

Na boca, médio ataque, corpo médio e «quase vibrante»?! Fruta e tostados muito misturados a dar ao conjunto incompreensão, para mim. Final de boca razoavel com secura de boca.

Após essa prova, recorri ao "Vinhos de Portugal 2010" do João paulo martins e o final faz-me lembrar um vinho que provei ontem. A nota de João paulo martins diz o seguinte: ...Na boca nota-se um corpo médio, muita sensação quimica e uma dúvida existencial: beber ou guardar? Pelo aroma guardar, pela boca beber. E agora?

O vinho que bebi ontem foi o Dolcetto D'alba Prunotto 2003.
Pelo aroma eu percebi, estructura e tempo para evoluir, pela boca e pelo perfil do corpo e da fruta no mesmo, percebi "o oposto". aqueles quimicos na boca não pedem outra coisa senão serem bebidos já.

Nota - A casta Dolcetto, dá ao corpo do vinho uma estructura média, e as carateristicas da mesma estão presentes neste vinho.

Ps2 - vou guardar uma garrafa do Tapada da Torre e ver como estará daqui a alguns meses, se me lembrar.

Video João Nicolau de Almeida

João Nicolau de Almeida em entrevista de Kim Marcus, da Wine Spectator, fala do Douro, da sua capacidade de fazer vinhos diferentes, através do património de castas varietais existentes em portugal. No que toca ao "Terroir" fala da vantagem de se poder conjugar no caso do vinho Duas Quintas, para a feitura do lote, uvas da Quinta da Ervamoira a 150 metros de altitude ( estructura e maturação) e uvas da Quinta dos Bons Aires 1 600 metros de altitude (frescura e acidez).

terça-feira, novembro 10, 2009

Companhia das Quintas na Wine Enthusiast

Nove distinções para a "Companhia sas Quintas, na tabela de pontuações de melhores vinhos editados pela revista morte americana Wine Enthusiast.

Escolha dos Editores Editors Choice
93 Pontos Quinta de Pancas Grande Escolha Tinto 2005 (Reg.Estremadura)
92 Pontos Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva tinto 2005


Melhor Compra Best Buy Num máximo de 100 pontos:
92 Pontos Fronteira Selecção do Enólogo Tinto 2006 (Douro Doc)
92 Pontos Quinta do Cardo Selecção do Enólogo Tinto 2005 (Doc B.I)

90 Pontos Pegos Claros Garrafeira Tinto 2005 (Doc Palmela)
90 Pontos Morgado de Santa Catherina 2007 (Doc Bucelas)
90 Pontos Fronteira Tinto 2006 (Douro Doc)

89 Pontos Quinta de Pancas Tinto 2006 (Reg.Estremadura)
89 Pontos Prova Régia Arinto Branco 2008 (Doc Bucelas)

segunda-feira, novembro 09, 2009

Vinhos-uma festa para os sentidos de Rogerio Dardeau

Sessão de Lançamanto do livro "Vinhos-uma festa dos sentidos" na ViniPortugal, 10 de Novembro às 17 Horas.

Rogerio Dardeau, como se vê pelo sobrenome, descende de franceses. A família Dardeau
elabora vinhos, a partir de vinhedos próprios, há quatro séculos, em França, na região de Montlouis-sur-Loire. Talvez por isso, várias gerações depois, Rogerio traga no sangue grande interesse pelo vinho.
Desde o início dos anos 1970 vem estudando vinhos e, entre 1984 e 1986, teve uma formação particular com um escanção português. Embora estude e seja um apreciador de
vinhos das diferentes regiões do mundo, Rogerio tem um
cuidado especial com os vinhos brasileiros. Recentemente concluiu um estudo sobre a
vitivinicultura brasileira, sugerindo uma categorização dos produtores.
Rogerio é advogado, especializado em Direito Coletivo do Trabalho, e tem Mestrado em
Engenharia de Produção. Publicou também Vinhos... é importante lembrar (Mauad), Navegador de Liberdades (romance), Largo da Carioca (contos) e A Sociedade em Negociação (Mauad).


Editorial Estampa
Contacto: Marisa Silva
Rua da Escola do Exército, 9, R/C – Dto. – 1169-090 Lisboa
Tel.: 213555663
Fax: 213141911
E-mail: estampa@estampa.pt
Website: www.estampa.pt

domingo, novembro 08, 2009

Wine Enthusiast 100 best buys Quinta do Penedo 2007

Listagem dos 9 vinhos portugueses recomendados:

2º Quinta do Penedo 2007, Messias (88)
9º Cabriz Colheita Seleccionada 2007, Dão Sul. (90).
16º Varanda do Conde Vinho Verde branco 2008, Provam (90)
20º Grand’Arte Shiraz Estremadura tinto 2007, DFJ Vinhos (90 pontos)
28º Callabriga Douro tinto 2006, Sogrape (90)
32º Casa d’Aguiar Beiras tinto 2006, Caves Aliança (89)
41º Quinta das Arcas Vinho Verde branco 2008, Arca Nova (88)
56º Quinta da Garrida Dão tinto 2006 (90), Caves Aliança
66º Quinta do Alqueve Fernão Pires Ribatejo branco 2008 (88), Pinhal da Torre

O Quinta do Penedo é um vinho que sempre teve uma boa relação preço / qualidade, suponho que tenha sido esse o objectivo para a criação da marca "Penedo",a sua filosofia tem sido sempre o preço aliado a um bom produto.

Adorei o 2005, o 2006, talvez por ter ainda pouco tempo em garrafa, tive dificuldade em perceber o aroma.

A distinção atribuída pela Wine Enthusiast vem reforçar a qualidade evidente das Caves Messias e o trabalho sério, ano após ano.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Time Out Especial Vinhos


Dia 21 de Outubro, semana passada, a revista Time Out editou um "Especial Vinhos". O forte do artigo foram os "Wine-Bar de Lisboa. Uns já conhecidos, outtros nem por isso.

As reportagens televisivas honraram o horário nobre com os Wine-Bar de Lisboa, foi uma azáfama, um sucesso e muito negócio para os mencionados na Revista.

Entre os citados há os com muita qualidade, os que não servem uma tabua de queijo com o minímo de apresentação e os que tendo o nome de Wine-Bar, têm apenas uma marca de vinhos com três tipos; branco, rosé e tinto, e no tinto não conte com temperatura controlada mas sim ambiente e no verdadeiro sentido da palavra.

Não sendo o objectivo fazer justiça, gostaria de vos apresentar o Melkia Bistrô do meu amigo Vasco loja:

Posso dizer que é um Wine-Bar, e dos bons. No Melkia encontro vinho a copo com controle de temperatura, tenho uma boa selecção de meias garrafas de Porto´s (alguns raros) e um aconselhamento atento e eficaz e garanto-vos que a tabua de queijos é poderosa, além da variedade prima pelo molho Chutney e com sorte uma tiras muito finas de Bacon.

lapas no forno; Roastbeef em salada com molho de semente de mostarda ou sandes do mesmo equilibradas com legumes e uma doçaria compatível com; porto´s, moscateís e demais sinergias gastronómicas.

Muffin´s salgados, empadas indo-portuguesas, de galinha, de espargos verdes e tudo feito diariamente. Vinhos franceses também há mas a primazia é o nacional, do bom a preços cordatos.

As refeições são ligeiras, as sopas mágicas. E a pedido pode se surpreender muito mais o cliente que como todos se transformam em amigos, aquecendo em calor humano e afectos o espaço onde a qualidade é uma prioridade e o atendimento uma certeza de que valeu a pena experimentar este espaço em Telheiras, que sendo telheiras não deixa de ser Lisboa.

Classificação Vintage 2007


O ano de 2007 será num futuro proximo um ano de grandes e belas recordações, nele estão os alicerces dos Vintage 2007 e com isso a divulgação de Portugal a nível mundial.

Aqui está uma síntese da classificação das duas revistas mais importantes do sector; A Revista de Vinhos e a Wine:

Wine
19,5 - Dow`s Vintage 2007
19,5 - Fonseca Vintage 2007

19,0 - Graham´s Vintage 2007

18,5 - Taylor's Vintage 2007
18,5 - Warre´s Vintage 2007
18,5 - Niepoort Vintage 2007
18,5 - Quinta do Noval Vintage 2007

18,0 - Nieeport Pisca Vintage 2007
18,0 - Quinta do Vesúvio Vintage 2997

Revista de Vinhos
19,0 - Fonseca Vintage 2007
19,0 - Quinta do Vesúvio Vintage 2007

18,5 - Graham´s Vintage 2007
18,5 - Quinta do Noval Vintage 2007
18,5 - Taylor´s Vintage 2007

18,0 - Dow´s Vintage 2007
18,0 - Quinta da Romaneira Vintage 2007

17,5 - Croft Vintage 2007
17,5 - Ferreira Vintage 2007

As diferenças entre os paineis das revistas são notórias, no entanto há uma base que interliga e fundamenta as semelhanças no seu todo.

Há empresas que vendem sistema de análise para detectar o padrão de gosto do fazedor de opinião. Como? Analisando os vinhos que ele classifica.

Em recente leitura do livro de Aníbal Coutinho "Guia popular de Vinhos", verificou-se alterações, no tocante as classificações dos melhores vinhos, Aníbal coutinho em vez de classificar com notas optou por corações. Podem afirmar que a classificação não deixa de estar lá, mas para mim é uma evolução, uma postura e a percepção de um profissional que sente o peso da responsabilidade de dar e tirar vendas.

Na revista de vinhos João paulo Martins escreve e passo a citar:"-fica, claro aqui a célebre dúvida: seria este o vinho ideal para acompanhar este prato? Este tema que fará as delícias dos jovens turcos recém-chegados a estas temáticas, não me preocupou minimamente. O meu interesse estava focado no vinho e o arroz cumpriu a sua função de acompanhante. Seguramente que ambos me souberam bem e, nestes casos, não adianta muito elaborar grandes teorias sobre a perfeita combinação da textura gelatinosa das línguas com a macieza tânica do vinho..."

Em relação ao Porto Vintage na ligação com os puros,J.P.M diz preferir o Porto Colheita, mas que isso são gostos. É esse gosto, pessoal ou profissional que afirma o carácter de quem o tem, e todos temos o nosso "gosto". Podemos discutir o sexo dos anjos mas, é importante disfrutar mais e sofrer menos, na procura da descoberta do fruto silvestre, do alcaçuz, o cerébro mata o prazer. E como afirma Luís lopes "...a opinião mais importante é sempre a sua".

domingo, outubro 04, 2009

Richard Mayson e os Vintage de 2007

" Um vintage único". É com este titulo que o crítico Richard Mayson começa o seu artigo sobre os Porto Vintage de 2007. Porquê o "único"? Bem porque, diz ele, "nesta fase, os (Vintage) 2007 possuem uma vivacidade, dinâmica e pureza de fruto como nunca vi". E continua: "As palavras 'elegância' e 'distinção' aparecem com frequência nas minhas notas de prova, especialmente com os melhores vinhos, que mostram um equilíbrio perfeito e são suportados por taninos finos e redondos". Outra frase emblemática: "Muitos já se bebem com muita satisfação"(...)mas os melhores vinhos "têm todos os componentes para durarem 20 anos ou mais". Mayson indica que a razão está no clima peculiar de 2007, mais fresco no Verão que o normal e com uma época de vindima que deu tempo para tudo.

(...)Como os vinhos no geral estão bebíveis agora (coisa que já tinha acontecido em 2003), levantou-se a dúvida se os produtores não estarão a fazer vinhos com menos longevidade. Numa coluna anexa, o jornalista Richard Woodard pergunta se os produtores não estarão a mudar o estilo do Vintage? Três homens do Porto respondem à questão, negando modificações na adega. No geral, fica a ideia que os vinhos são bebíveis mais cedo porque são de facto melhores, fruto de aperfeiçoamento em vinha e enologia.

19,5 Valores
Quinta do Vesúvio Vinha da Capela
Quinta de Vargellas Vinha Velha

19,0 Valores
Dow´s
Graham´s

18,0 Valores
Warre´s
Niepoort
Quinta do Vesúvio

14,5 Valores
Sandeman
Quinta de Roriz
Vale de Meão

terça-feira, setembro 29, 2009

Reserva Syrah / Castelão Vinho Regional 2008 Tinto

14º Vol. 75 cl

Ruby intenso, aroma fresco com as especificidades da casta, Baunilha, notas tostadas da barrica onde estagiou.
Apresenta-se com densidade na boca, redondo, com doçura, as notas tostadas do aroma confirmam-se na boca, Taninos firmes e secos num final prolongado.
Este regional estagiou nove meses em barricas de 300 lts (25% novas e 75% usadas), tendo repousado 6 meses em garrafa antes de ser comercializado.
No loteamento utilizou-se 75% de Syrah e 25% de castelão, as barricas utilizadas foram o carvalho americano no Castelão e carvalho francês no Syrah.
A colheita foi efectuada na Quinta do Anjo e Lau em Palmela, onde predomina o tipo de solo arenoso.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Vinho Val dos Alhos Castelão 2008


14% VOL.
Vermelho na cor, rim de média profundidade, auréola violácea.
Frutado no aroma, fruto de película, ligeiro alicorado, abaunilhado.
Boa concentração de fruta na boca, um pouco austero, nada arrumadinho, intensidade de boca entusiasmante com secura final

Trapiche Roble malbec 2007


Vinho de altitude, de um vermelho intenso na cor. Inicialmente de aroma fechado, ganha amplitude com a oxigenação e a estabilização da temperatura nos 16º-18º.
Cereja e cacau no aroma, boa concentração. Na boca apresenta-se com fruta de boa qualidade,cereja, cacau e madeira usada a estilizar o conjunto.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Sanguinhal 2000 tinto DOC, Óbidos


Cor aberta, anel com ausência de auréola, madeira a envolver o fruto de película, notas de evolução, tostado e envolvência de conjunto a optimizar o conjunto fenólico. Na boca apresenta-se com densidade, taninos polidos (após bom arejamento), textura envolvente, madeira presenta e final de boca de longevidade considerável, em final sedoso mas com alguns ventos.
13% Vol.Castas: Castelão, Tinta Míuda e cardigan, compôem e envolvem o lote de 2000 do Quinta do Sanguinhal.

Castelão
"Muito cultivada no sul de portugal e conhecida diversamente por Periquita da arrábida, em Palmela e no Ribatejo; João de santarém ou Santarém em partes do ribatejo, Mortágua no Oeste;e até mesmo Trincadeira preta noutras partes do país. Esta videira versátil pode produzir vinhos tintos frutados, relativamente carnudos, às vezes com um ligeiro carácter de caça, que podem ser bebidos jovens ou envelhecidos.

Tinta Míuda
Casta de produtividade média a alta, de abrolhamento tardio e ciclo longo, de vigor fraco (de evitar podas em vara longa). Tem grande tendência para o "desbagoamento", se chover durante o vingamento. É sensível à podridão cinzenta. Requer terrenos secos de encosta, terrenos quentes.
Os seus vinhos apresentam cor intensa, sendo adstringentes e encorpados, com boa capacidade de envelhecimento.

carignan
O seu vinho tem tem teores elevados de tudo-acidez, taninos, cor, amargor-excepto de sabor e encanto. Isto faz com que esta casta sofra de um inconveniente duplo: é imprópria para ser consumida cedo, e contudo é indigna de envelhecer.

Aprovado Estatuto Denominação de origem e indicação geográfica

APROVADO ESTATUTO
Denominações de origem e indicação geográfica da Região Demarcada do Douro

Foi hoje publicado o Decreto-Lei n.º 173/2009, de 3 de Agosto, que aprova o Estatuto das Denominações de Origem e Indicação Geográfica da Região Demarcada do Douro. Culmina, assim, em Decreto-Lei, este longo processo iniciado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), com a participação e debate em Conselho Interprofissional, com o consenso unânime das profissões ali representadas. O documento pretende, por um lado, simplificar e unificar um conjunto diversificado de diplomas que regulam a vinha e o vinho na Região Demarcada do Douro (RDD) e, por outro lado, proceder a uma actualização da disciplina jurídica das denominações de origem («Porto» e «Douro») e da indicação geográfica («Duriense») da Região.

Este diploma teve uma gestação de cerca de 10 anos, com dezenas de reuniões, tendo-se iniciado a sua discussão no Conselho Geral da Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD), e continuada no Conselho Interprofissional do IVDP.

Com a entrada em vigor deste Decreto-Lei, revogam-se vários diplomas (19), alguns do início do século passado, sendo de realçar, na actualização da disciplina jurídica dos vinhos e produtos vínicos da RDD, as seguintes alterações em relação ao regime anterior:

Um reforço da protecção das denominações de origem «Porto» e «Douro», atendendo, em especial, ao seu grande prestígio internacional;

No domínio da vinha (incluindo, designadamente, a reestruturação e as práticas culturais) procedeu-se à unificação da disciplina jurídica de modo a harmonizá-la com o consagrado no plano nacional e comunitário.

A necessidade de constituição de reservas de qualidade no vinho do «Porto» de modo a assegurar o envelhecimento dos vinhos, enquanto condição indispensável para que o produto apresente as características que tanto o valorizam. A única alteração actual – já com raízes em regimes anteriores – traduz-se na admissão da cedência de vinho com capacidade de venda na observância, contudo, de um conjunto de requisitos rigorosos.

A defesa das denominações de origem «Porto» e «Douro» e a inerente protecção dos consumidores, o prestígio internacional de tais denominações de origem, a garantia da qualidade e da genuinidade dos produtos com essas denominações de origem, a idoneidade da certificação do produto final exigem que só após o engarrafamento na origem, a certificação se possa considerar concluída, sendo assim efectivamente assegurada a qualidade e a genuinidade dos vinhos do «Porto» e do «Douro», bem como a grande reputação destas denominações de origem mediante este controlo das suas características particulares. Estabeleceu-se assim – em desenvolvimento do regime já anteriormente consagrado expressamente para a denominação de origem «Porto» – a obrigatoriedade do engarrafamento na origem dos vinhos com denominação de origem «Porto» e «Douro»

segunda-feira, agosto 03, 2009

Casa do Capitão-Mor, Alvarinho DOC sub-região de Monção Vinho Verde Branco 2008

Painel dos escanções de Portugal
Com aspecto límpido, boa cor citrina, aroma muito frutado, macio, fresco, elegante e final de boca apelativo, mereceu ser classificado, pelo painel de provadores, com 90 pontos. Consumir a 10ºC.
Óptimo até: 2011 P.V.P: 8,60€

Vila dos Gamas branco 2008, Vidigueira


Vinho com citrinos no aroma, palha descorado, na boca apresenta-se cordato com boa acidez. por pouco mais de 2€, é um branco que se recomenda.

terça-feira, junho 23, 2009

António Saramago e Santanita no Brasil


António Saramaga e José Santanita, no sul do Brasil, juntamente com Jean Pierre Rosier, assinam o vinho "Villaggio Grando" (Além-Mar), assinam este novo vinho brasileiro.

Produção limitada à 10,000 garrafas, comercialização no Brasil e portugal a partir de Maio de 2010. Poderá ser adquirido através da Wine academy, para um máximo de 24 garrafas por pessoa.

segunda-feira, junho 22, 2009

João Afonso, crítico de vinhos


Realizou-se no dia 17, no I.S.A, em Lisboa mais uma sessão de "Conversas à volta do Vinho".
O tema da conversa foi «Um Crítico de Vinhos confessa-se», João Afonso o convidado surpreendeu a plateia, desmistificando-se e dando-se a conhecer, como um bom vinho.

Meio a brincar meio a sério confessou detestar Fois-Gras e ser apaixonado por caracois e cerveja; gostaria que a nova classe de Enólogos dessem mais atenção às técnicas do Velho Mundo; admitiu beber mais brancos que tintos.

Olivicultor desde 1984 e Vitivicultor desde 2009; a João Afonso mais do que o vinho, fascina-lhe todos os factores que permitem que o vinho se torne num produto engarrafado, é essa paixão que o faz produzir vinho, e provado o Rogenda branco de 2000, um palha carregado de oxidação (benéfica), de aroma fantástico, frutos secos,notas fumadas, dinâmico na boca, de frescura viva e final de boca intenso, percebe-se que leva muito a sério tudo o que faz.

Após a apresentação do branco, provaram-se dois tintos alentejanos e dois bairradas também tintos, o objectivo foi analisar-se vinhos da mesma Região à duas filosofias, no alentejo a inclusão de castas estrangeiras e o vinho do Alentejo pré-moderno, com castas portuguesas. Na Bairrada o debate centrou-se na legislação e na não optimização de um património chamado "Baga".

quarta-feira, junho 10, 2009

Quinta dos Carvalhais Colheita Seleccionada 2004

Aroma de muito bom perfil, fresco, exótico, no entanto algum fruto seco a marcar a evolução. Denso na boca, embora tenha perdido um pouco de volume, ganhou estatuto e complexidade, extenso na boca, como uma boa auto-estrada que se bebe com muito prazer, final com algum travo amargo no final de boca. Como estará este belo branco em 2011?

sábado, maio 30, 2009

Vinho do mês da Associação dos Escanções de Portugal

Montes Claros Reserva DOC Alentejo Tinto 2006
Adega Cooperativa de
Borba, CRL

De aspecto límpido, cor granada, aroma a
fruta madura (compota), na boca apresenta-
se alegre, moderno, carnudo, com o álcool
a destacar-se ligeiramente, tendo sido
classificado pelo painel de provadores da AEP
com 86 valores.
Para consumir a 17ºC é considerado óptimo
até: 2015 P.V.P.: €5,95

quinta-feira, maio 28, 2009

Anselmo Mendes

O conhecido Enólogo da casta Alvarinho, esteve na Antiga Biblioteca do I.S.A, nas "Conversas com o vinho".

Sendo o "Terroir" o mote das conversas, Anselmo Mendes falou do actual percurso da casta Alvarinho pelo Mundo. As qualidades da casta, associado a um conhecimento profundo sobre a mesma deixa-o expectante em relação á forma como o Alvarinho vai ser trabalhado nos países para onde emigrou e como a mesma se comportará em climas totalmente diferentes.

Defendeu o empenho do enólogos portugueses na aposta e divulgação das castas nacionais, apostando nas nossas castas, estamos a apostar na diferença. Esse mesmo ponto de vista foi defendido por Luís Pato, numa anterior palestra no I.S.A

terça-feira, maio 19, 2009

Bacalhôa conquista Ouro

Bacalhôa conquista ouro
O grupo Bacalhôa conquistou duas medalhas de ouro no International Wine Challenge, em Londres, com o Palácio da Bacalhôa 2005 e Quinta da Garrida Dão 2006. Os vinhos da Bacalhôa Tinto da Ânfora 2006, Má Partilha 2006 e Só Syrah 2006 forma premiados com a prata.
No total, o grupo Bacalhôa arrecadou 19 medalhas.
João Vinagre

Ramos Pinto Collection Douro 2006


COLLECTION 2006
O “Adão e Eva” expressa a essência do Collection 2006, os seus aromas
e frutos vermelhos paradisíacos, sensações tânicas, prazer, volúpia e
um perfeito equilíbrio sensual.
A verdadeira tentação!

VINIFICAÇÃO
Neste vinho junta-se o espírito romântico e fresco das vinhas velhas do
Bom Retiro com a madureza quente e sólida da Quinta de Ervamoira. As
parcelas que dão origem a este vinho são seleccionadas e vindimadas
manualmente em contentores de pequeno volume. As uvas foram
vinificadas em lagares de granito e em cubas de inox. Foram usados
tonéis de carvalho francês durante a fermentação maloláctica e depois
40% do vinho ficou em tonel e o restante passou a estagiar em cascos de 2 e 3 vinhos
durante 18 meses. Em Junho de 2008 foram engarrafadas 60.000 garrafas de 0,75l e 150
magnums.

NOTAS DE PROVA
Aspecto visual limpo e brilhante, a cor tinta escura, com reflexos grená.
No nariz, é expressivo e surpreendente, começando por aromas exóticos a especiarias e a
esteva que se vão transformando em aromas doces a frutos maduros, baunilha e cacau.
Na boca, entra cheio de volume e frescura, mostrando a sua complexidade aromática.
O vinho é elegante e longo, já que associa uma estrutura aveludada a um equilíbrio de
acidez.

GASTRONOMIA & GUARDA
Este vinho acompanha bem a refeição, pois a sua acidez e expressividade conferem-lhe
grande elegância. Casa especialmente bem com pratos de carne, estufados, assados,
grelhados e queijos fortes.

Temperatura de consumo entre os 16º e os 18º C.
Guardar a garrafa deitada em local fresco, seco e ao abrigo da luz.

DETALHES TÉCNICOS
Castas: 30% Touriga Nacional Álcool 14,5%vol
30% Touriga Franca Acidez Total 4,9 g/l
40% Mistura pH 3,6
Contém sulfitos

Nota: o que mais me seduziu neste vinho foi o seu aroma muito Douro e balsâmico, bem como o seu vigor e frescura na boca.

A Tinta Barroca, é uma das castas que integram os "40% de mistura". Não tem sinonímia
Região de distribuição- Originalmente, só na região do Douro, constituíndo uma das principais castas do seu encepamento tinto. Actualmente, é recomendado nas DOC de Alenquer, Torres Vedras e ribatejo, e noutras regiões para vinhos regionais.
Dados Vitícolas e enológicos- Potencial produtivo alto. Muito sensível a temperaturas elevadas e ao stresse hidrico, entrando rapidamente em sobrematuração, o que se traduz por perdas significativas da produção e da qualidade. Requer terrenos fundos e exposições orientadas ao quadrante SE.
Casta geralmente de lote, para DOC Douro ou Douro Porto. Quando vorrectamente madura, origina vinhos suaves e harmoniosos, com aromas de acesso lento, mas aveludado e delicados.
In Tratado de Viticultura, Nuno Magalhães

segunda-feira, maio 18, 2009

Denominação de Origem e zonagem vitívinicola


O tema está na ordem do dia, move muitos interesses e toda a gente do sector opina facilmente sobre ele. É, por isso, muito polémico, prestando-se a farta discussão e bastante controvérsia. Uma perspectiva histórica das denominações de origem, desde o tempo dos faraós, a definição e exemplificação do conceito de terroir e uma proposta de zonagem vitícola para Portugal serão alguns dos pontos fortes da “conversa”, que pretende contribuir para ajudar a racionalizar o actual panorama – algo caótico – da legislação sobre as actuais denominações de origem portuguesas. Os vinhos estarão em cima das mesas e alguns dos seus criadores mediáticos, como Anselmo Mendes e Vasco Penha Garcia, darão testemunho da sua experiência no tema.

domingo, maio 17, 2009

Araujo disse...

Simples e concisa apresentação Mex, mas plena de verdade, isto para quem o bebeu contigo á mesa. Agora, convido todos a acompanhar este néctar com um bife quatro pimentas, mal passado, molho sedoso e marcante(qb),enriquecido com batata chips doce e um belo esparregado de nabiças. Como se não chegasse este Monte Cascas 2007,fica fantástico a terminar a refeição com um cheesecake de frutos silvestres e morangos, esqueçer outros digestivos. Experimentem e comentem, Abraços, Araújo.

sábado, maio 16, 2009

Monte Cascas 2007 Tinto Doc, Douro


Touriga Franca em 65%, Touriga Nacional em 25% e 10% de Tinta Roriz.
O vinho tem aroma intenso, especiado. Na boca apresenta-se redondo, limpo de arestas e com boa frescura. Um vinho com muita piada, feito de um modo sério.
O preço, está abaixo dos 6,00€, é muito agradável poder saborear um vinho correcto, por menos de 6 euros, uma óptima proposta da loja de vinhos Wine O'clock das Amoreiras.

Touriga-Franca
Até muito recentemente era designada por Touriga-francesa, sem que haja qualquer conotação com qualquer casta francesa.
Sinónimo regional (Douro)-Flor do Douro, sendo também designada erradamente por Mourisco de Semente nalguns locais da RDD.
É uma casta de ciclo médio, mas exigindo solos pouco férteis e elevadas insolação e temperatura, para atingir o grau desejável.
São de evitar, por isso, altitudes elevadas e posições ao quadrante norte. Origina vinhos geralmente de lote, mas raramente monovarietais, de grande intensidade corante e alguma complexidade aromática.
É actualmente uma das castas mais representada no Vinho do Porto.

terça-feira, maio 12, 2009

Esteva 2002 Tinto, Douro



O Vinho Esteva de 2002, custaria quanto em 2003/2004? 1,50/2,00€? Suponho que sim. Perante a desconfiança de ser um vinho menor da Ramos Pinto um senhor exitou na aceitação da sugestão. O vinho aberto e o copo servido realçou o galanteador que este vinho é. Após evolução no copo, tudo se conjugou, o aroma não defraudou o sabor, os taninos estavam todos muito bem arrumados, sem arestas, o conjunto primou pelo equilibrio, transmitindo até ao final da boca de média intensidade alguma secura, normal, num vinho com 7 anos. "2002 foi um ano de muita chuva, mas no Douro parece que correu menos mal, não é o primeiro vinho que bebo de 2002 (o Montevalle 2002 está óptimo), o trabalho de enologia foi muito bom e a evidência aí está. quando se tem qualidade e se utilizam castas que fazem sentido numa determinada região os resultados são evidentes e todos ficam a ganhar, o produtor prestigio e o cliente qualidade e com sorte podemos tropeçar em vinhos com alguma idade, baratos que nos despertarão grandes emoções a preço de bilhete de cinema.

quinta-feira, maio 07, 2009

Prova Régia Arinto Doc, 2007 Branco



Provado em 2009, este Bucelas apresenta-se bastante bem.
Aroma muito frutado acompanhado por uma frescura que nos direciona para o exotismo.
Na boca toda a fruta e acidez proporcionada pela casta Arinto.
Arinto é uma casta conhecida na Região dos vinhos Verdes como Pedernã, tendo como sinónimos regionais-Azal Galego, Branco Espanhol; Azal Espanhol (Amarante), Pé de Perdiz Branco (cabeceira de Basto), Rabo de Ovelha (Lousada), Chapeludo (Castelo de Paiva, Cinfães e Vale de Sousa) e Perdigão (Mondim de Basto).

Regiões de distribuição-Vinhos Verdes e Bucelas. Com menos significância e importância no Douro.
É uma casta de vigor alto, requerendo cuidados em conduções de elevada expressão vegetativa. Em situação de maior vigor é muito sensível à podridão cinzenta dos cachos, em particular devido à elevada compactibilidade dos cachos, cujos bagos, aumentando de volume e pressionando uns contra os outros, provocam o seu destaque pela base, na parte média do cacho.

Casta base dos vinhos de Bucelas, acompanha o Loureiro nos Vinhos Verdes, sendo de maturação mais tardia, conferindo uma boa acidez. Casta com alguma fruta cítrica, por vezes com algum mineral e personalidade, evolui bem com o envelhecimento nos vinhos de Bucelas.

segunda-feira, maio 04, 2009

Quinta Foz de Arouce branco 2006, Beiras


Vinho Regional Beiras, de solo xistoso. Vinificado em meias barricas novas de carvalho francês, com batônage, cinco meses de estágio.
Açucares redutores: 4 g/lt; acidez total 6 g/lt, àlcool 13% vol.

Nota do produtor: "Cor de palha, aroma complexo com notas de lima e laranja, mel e funcho.
Boa estrutura e acidez equilibrada, suave com baunilha e notas fumadas. longo final de boca."
O vinho está delicioso. Provado a solo preencheu pela sua qualidade todas as possibilidades existentes em possiveis ligações gastronómicas, reforçando a maxima "para um bom vinho apenas necessitamos de um bom copo". A componente citrica no aroma é evidente. Na boca apresenta uma boa textura, todo ele é sensação, o equilibrio está presente e o final é longo.
"...A casta Cercial, é uma casta de bago pequeno, de forma ovóide. Epiderme verde-amarela. Película média a forte espessura. polpa mole, suculenta e de sabor simples.
Origina vinhos com elevada acidez, bons para correcção de lotes de Docs Douro ou porto, com grande capacidade de envelhecimento nos vinhos generosos Madeira, em que por vezes surge na forma monovarietal."
In tratado de Viticultura, Nuno Magalhães.









quarta-feira, abril 22, 2009

Wine Challenge
Realizou-se recentemente em Londres.
Das muitas novidades de mercado, constactou-se que os neo-zelandeses estão a fazer vinho com menos açucar, é a nova tendência de mercado . Acerca dos vinhos chilenos, todos os foram medalhados e um recomendado, ou seja, os produtores portugueses que apostaram no Syrah vão ter de competir com o syrhaz chileno, de qualidade reconhecida e preço interessante e muito medalhados. Quem é conhecedor da realidade nacional e externa afirma que a aposta nas castas portuguesas é apostar em algo único. Com chardonnay, cabernet e syrah será muito dificil competir lá fora.

terça-feira, abril 21, 2009

El Bulli


Será surpresa se disser que foi considerado pelo 4º ano consecutivo o melhor restaurante do mundo pela prestigiada revista "Restaurant"?
Poderá clicar aqui e aceder à lista dos 50 melhores restaurantes do mundo.

terça-feira, abril 07, 2009

Chão Rijo Branco 2006 Regional
De um amarelo acentuado, este vinho apresentou-se muito frutado e floral no aroma.
Na boca, evidenciou boa textura revelando personalidade, optimizada por uma boa acidez, transmitindo-lhe uma certa profundidade. O vinho contém 11,5º Vol.
Consumir a: 10ºC

«Ferreira Lapa escreveu em 1866: «Colares é um vinho que possui todos os requisitos e qualidades dos vinhos tintos de MEDOC, é o vinho mais francês que possuímos. Os que alcoolizam este vinho para o puxar ao tipo geral dos nossos outros vinhos cometem um erro industrial e um desacato à elegância do bom gosto. A aguardente empasta e obscurece os sabores delicados deste vinho, fica descozida neles, tira-lhe o aroma fino do éter tartárico e do éter butírico, substituindo-o pelo cheiro vinoso, picante e alcoólico dos vinhos carregados em lota.

A adega foi criada especialmente para por cobro à confusão reinante na região. Uma vez que era prática corrente vinificar uvas provenientes das areias soltas em mistura com uvas de chão rijo, aguardentação e mistura de vinhos provenientes de outras regiões, para descrédito do vinho de Colares.

Delimitação da Região
A área de produção da DOC vinho Colares, compreende as freguesias de Colares, São Martinho e São João das Lampas, do concelho de Sintra.

Solos
As vinhas destinadas à produção dos vinhos com DOC Colares devem ser instaladas em:1. Regossolos psamíticos, de areias assentes sobre materiais consolidados, tradicionalmente designados «chão de areia».2. Solos calcários pardos de margas ou materiais afins, tradicionalmente designados «chão rijo», aptos para a produção de vinho branco ou de vinho tinto.

Castas
1. As castas a utilizar para a produção dos vinhos de Colares são:a) Em chão de areia:Vinhos Tintos:Castas Recomendadas: Ramisco, com representação mínima de 80% do total.Castas Autorizadas: João Santarém, Molar e Parreira Matias:Vinhos Brancos:Castas Recomendadas: Malvasia, com representação mínima de 80% do total.Castas Autorizadas: Arinto, Galego Dourado e Jampal.

b) Em chão rijo:Vinhos Tintos:Castas Recomendadas: João Santarém, com representação mínima de 80% do total.Castas Autorizadas: Molar, Parreira Matias e Tinta - Miúda.Vinhos Brancos:Castas Recomendadas: Malvasia, com representação mínima de 80% do total.Castas Autorizadas: Arinto, Galego Dourado, Fernão Pires, Jampal e Vital.

2. A comercialização de vinhos com referência a uma casta só pode ser feita em relação às castas recomendadas, com prévia autorização da CVRBCC.

Práticas culturais
As vinhas destinadas a produção devem ser conduzidas em forma baixa, e, se aramadas, não deve o arame inferior, no qual será obrigatoriamente conduzida a cepa, exceder a altura de 30 cm.

Na plantação das vinhas em chão de areia respeitar-se-á a prática tradicional de «unhar» a vara de pé franco, no estrato subjacente à camada de areia.

Vinificação
Os vinhos devem provir de vinhas com, pelo menos, quatro anos de enxertia e a sua elaboração deve decorrer dentro da zona de produção em adegas inscritas, aprovadas e controladas pela
CVRBCC.

As castas tintas são vinificadas em curtimenta com 50% de desengace, quando destinadas a estagiar durante anos; quando este vinho é encontrado à venda novo «um, dois anos» ele é proveniente de curtimenta com separação de engaços e colagens sucessivas, assim como tratamento pelo frio, por forma a raspar as substancias sólidas o mais rapidamente possível para se tornarem mais suaves na sua juventude; este vinho não se deve guardar durante muito tempo; isto é, deve ser consumido jovem.

As castas brancas são vinificadas de bica - aberta e tratadas através do frio.
Os vinhos brancos e tintos com DOC Colares podem incorporar até um máximo de 10% de produtos a montante do vinho provenientes de vinhas de chão rijo que satisfaçam as exigências estabelecidas.

Rendimento por hectare
A produção máxima por hectare das vinhas destinadas aos vinhos com direito à DOC Colares é fixada em 55 hl para os vinhos tintos e em 70 hl para os vinhos brancos.

Estágio
Os vinhos DOC Colares só podem ser comercializados após estágio mínimo de:a) Vinhos tintos: 18 meses em vasilhame, seguidos de 6 meses em garrafa.b) Vinhos brancos: 6 meses em vasilhame, seguidos de 3 meses em garrafa.Os vinhos tintos e brancos, a comercializar com DOC Colares, devem ter um título alcoométrico mínimo de 10% vol. »

Texto contido nas aulas on line do site Lusa Wines

quinta-feira, abril 02, 2009

Castelo rodrigo Touriga Nacional 2005,Doc Tinto
Este vinho produzido a partir de vinhas situadas numa região de clima continental mediterrâneo, com solos de xistos e arenitos. É vinificado com a casta Touriga Nacional. Criado com uvas determinadas de castelo Rodrigo com acompanhamento de maturação. Vinificado com maceração prolongada com controlo de temperatura de fermentação. Estagio durante 8 meses em barricas de carvalho francês.
Aroma a amoras silvestres e bergamota num fundo floral, bem característicos da casta. Bem estruturado na boca.
O preço face à qualidade é fantástico e no entanto, ao invés de vinhos de valor mais elevado de regiões mais quentes, a presença da touriga nacional não sofre metarmofoses, demonstrando que a casta plantada no "terroir" correcto, independentemente do target vínico que queremos atingir, realça os seus aromas florais com bergamota a mistura.
Consumir a: 16/17ºC
Óptimo até: 2012

quinta-feira, março 26, 2009

Castelo Rodrigo DOC Síria 2007, Beira Interior
A casta Síria, sinónimo de Roupeiro no Alentejo e de perfume em portugal.
Encontramos no copo um vinho brilhante, declaradamente com boa acidez, e citrino.
O aroma expele um perfume de grande elegância marcado por uma ligeira tosta fruto da fermentação em barrica de carvalho francês.
Na boca encontramos fruta e frescura, potenciada por uma bela acidez, a estrutura não é obra do ocaso, a fermentação final em carvalho mais a junção da Malvasia Fina e outras castas tipicas da região. A rolha sintectica obriga a consumo em 2009.

segunda-feira, março 02, 2009

Ligações de Chocolate e Vinhos

Harvey Steiman disserta neste video da Wine Spectator sobre as ligações de chocolates e vinhos e regras adjacentes à degustação dos mesmos.

No entanto informo que no passado dia 3 de Janeiro na "Fabrica de chocolates" Denegro, em Telheiras (Tel: 210 998 022), juntamente com o Enólogo Osvaldo Amado director da Enoport, estiveram presentes vários jornalistas da àrea de vinhos para uma prova conjunta de dois mundos distintos onde a busca da harmonia seria a ponte entre eles.

Quinta do Boição Special Cuveé 04
Muito bom espumante, servido com excelentes bombons de maracujá.
Nota: temperatura do espumante 10º

Clássico Tinto Romeira Reserva
Com bombom de gengibre a experiência menos lograda

Cabeça de Toiro Reserva 05
Outra novidade, um belissímo e vigoroso tinto, também com nova imagem, que se deu às maravilhas com uma placa de chocolate de pimento rosa e outra de rum com passas.

Nota: A base de análise partiu do principio de que; o sabor de um nunca deve esconder o sabor do outro e que a chave está no equilibrio de ambos.

terça-feira, fevereiro 10, 2009

Chablis Saint Martin 2004



De cor esverdeada, este Chablis apresenta-se com notas tostadas do carvalho novo em fundo citrico.
Vinho com densidade e mineralidade, num todo muito equilibrado, vinho correcto.
Este Saint Martin foi uma sugestão da Wine O'clock , sendo até pelo preço, uma óptima referência para a descoberta do mundo Chablis.

domingo, fevereiro 01, 2009

Quinta dos Termos Reserva D.O.C 2004 Tinto


Rufete, Marufo, Trincadeira preta e Jaen, integram o lote deste Reserva. Solos graniticos e pobres é como caracterizam o local onde as vinhas estão plantadas (quanto maior a adversidade, maior é o esforço da planta em gerir as suas próprias reservas, de modo a garantir a sua sobrevivência), o resultado pode ser provado neste belo vinho de perfume estonteante e elegante, confirmando toda a sua dimensão na boca com belo fruto, textura e acidez. Fresco, com taninos acetinados e final de boca prolongado.
Foi uma agradável surpresa, mas com esta qualidade, foi mais do que isso, foi pura distracção. É de sol português toda a cepa amadurecida em Portugal, no entanto é o Douro e o Alentejo que procuramos como consumidor.
Mesmo com condições e localizações especificas, a tendência é fazer vinhos padronizados, o que não aconteceu com este vinho, o seu autor aplicou os seus conhecimentos no potencial da vinha e fez este vinho fantástico, moderno e com ligação a terra.
Professor Virgilio Loureiro os meus parabéns.

sexta-feira, janeiro 30, 2009

Vinho do Mês


O Porto Quinta da Ervamoira 10 anos, da Ramos Pinto, foi considerado o vinho do mês pela Associação dos Escanções de Portugal:
Rico e complexo, caramelo e notas de fruto cristalizado, complexo, longo e sedutor; este vinho, com o preço de 21,40€ foi classificado com 91 pontos pelo painel de provadores.
Consumir a 16ºC até 2015

quinta-feira, janeiro 29, 2009

Azeites e Vinagres na Viniportugal


Ocorreu ontem na sala ogival da Viniportugal uma degustação de azeites e vinagres, de modo a desmistificar conceitos incentivando uma aplicação mais criativa nos mesmos. A palestra foi repartida pelo produtor do vinagre, pela representante da Casa do Azeite e Augusto Gimelli.

No que se refere ao vinagre falou-se da importãncia da qualidade da matéria prima na qualidade final do produto, observou-se que o vinagre devido a sua acidez não é o melhor tempero para verdes, mas que seria óptimo os cozinheiros (uma vez que estava presente augusto Gimelli) tentarem fazer ligações gastronómicas com o vinagre como interveniente activo.

Ainda em fase experiência degustou-se ; um vinagre com Tomate; vinagre de Arroz; de T.Nacional; com vinho D.O.C do Ribatejo e com vinho Licoroso do Ribatejo, muito agradável.
Nos azeites assegurou-se que os Extra-Virgem, são totalmente isentos de defeitos com um máximo de acidez de 0,8º, cuja recomendação de utilização incide sobre produtos frios de modo a manter toda a sua qualidade aromática e de sabor o mais fiel possível.
O Virgem, pode ter uma acidez acima dos 0,8º, já sendo admissivel a sua utilização nas sopas e refugados, por exemplo.
No denominado "Azeite Lampante", a acidez é superior a 2,0º de acidez, potenciada pelos defeitos do azeite. Retira-se o grau quimicamente, alterando aroma, cor e sabor. Este produto
pode ser utilizado para frituras, tendo o "ponto de fumo" de 200ºgraus, suportando temperaturas mais elevadas que os óleos (180º). Na prática significa que os fritos ficam com uma camada protectora estaladiça, ficando mais secos, com menos gordura, logo mais saudáveis.

Augusto Gimelli apresentou para degustação: folhadinho de salmão fumado por nós e marinado em azeite e vinagre de vinho do Porto; lombo de Porco em salmoura, sobre molho de salsa verde.

sexta-feira, janeiro 09, 2009

Bordéus 2005

Realizou-se em Nova iorque a apresentação da colheita de 2005.
Os Enólogos explicaram o perfil dos seus vinhos, bem como o porquê das
opções tomadas, tanto a nivel de vinificação, como da selecção das castas.

quinta-feira, janeiro 01, 2009

Rota da Vila Douro 2003 Tinto

13,5º de àlcool em 75 cl. Cor granada e espuma vermelha
no copo a informar da sua juventude (não deixando de ter maturidade),
aroma apelativo, complexo e elegante. Notas de madeira bem casada
com o fruto, baunilha.

As sensações do aroma confirmam-se na boca. Denso, boa
arquitectura , taninos polidos, fresco, com final longo e elegante.
Este vinho foi elaborado com as castas: T.Franca-T.Nacional-
T.Barroca e T.Roriz. 2003 não foi em termos de enologia um
ano fácil, houve no minímo seis vagas de calor, obrigando a uma
redobrada atenção e a muitas correcções pelo desaparecimento brusco
da acidez. este Rota da Vila não demonstra peso, nem grau alcoólico
elevado como grande parte dos vinhos de 2003, seja norte, seja sul.
Para mim uma agradável surpresa e um excelente trabalho dos produtores
que souberam interpretar a natureza e limar e obra.

Encostas do Tua Reserva 200 tinto

Granada na cor com nuances acastanhadas, especiado no aroma,
fruta de bago, madura e de final alicorado.
Na boca apresenta-se com densidade e textura. Taninos firmes
ainda com nervo, acídulo com alguma secura e amargo final.

Utilizou-se neste reserva as castas; Touriga Nacional, Tinta roriz,
Touriga Franca e tinta barroca. Utilizou-se em maior percentagem
a T.Nacional, por curiosidade refira-se que a Tinta Barroca é uma
casta que ajuda os vinhos a manter a sua longevidade, caso do vinho do Porto.
A ferrmentação teve maceração prolongada, tendo estagiado oito meses em
carvalho francês de madeira nova.