Segunda-feira, Janeiro 18, 2010

TERRA D'URO 2006 Tinto, TORO, Espanha


Terra D'uro Tinta Fino 2006 Tinto, Região de Toro, Espanha.
14,5º àlcool
100% Tinto Fino; estágio em madeira (Roble)
Temperatura de serviço: 16 / 18º

Vermelho de orla alaranjada, média tonalidade. Aroma de frutos do bosque, baunilha delicada, nota fresca e tostados de barrica.

Bela frescura no ataque de boca, corpo de média densidade, textura sedosa da fruta silvestre,aparas de chocolate, taninos polidos, ligeira adstringência, tosta. Final de boca longo e cordial.

Está na fase ideal de maturidade para ser disfrutado.
Vinho comprado na garrafeira Wine O'clock junto às Amoreiras, por sugestão do António, grande conhecedor e entusiasta do mundo do vinho, em todas as suas valências.
Preço de venda ao público: 9,95€

Tinto Fino
"O local perfeito para esta casta parece ser a fresca região de Ribera Del Duero, a norte de Madrid, onde com o nome de Tinto Fino, é de longe a principal casta. Aí produz vinhos cheios de cor, taninos, acidez e sabor, mas mesmo assim pode ser condimentada com Cabernet Sauvignon, Grenache e Albillo..."

Sábado, Janeiro 16, 2010

Grassel, Zweigelt Classic 2008, Carnuntum ,Austria


Carnuntum - situa-se no sul de Niederosterreich, com insolação das mais elevadas da região.
Rodeada a norte pelas montanhas e pelo famoso bosque de Viena, a Blauer Zweigelt é a melhor casta, derivada do cruzamento da Blaufrankisch x St. Laurent, recomenda-se que os vinhos sejam bebidos jovens se bem que que quando sérios, os vinhos têm bom potencial envelhecimento.

Nota de prova:
Granada, média intensidade. Aroma de fruto de película (cereja), especiarias intensas, dash de mirtillo.

Ataque de boca fresco, estructurado, fruta madura com reminiscências de "liquorice", especiado com ligeira tosta apontada ao retronasal. Final de boca suave e descomplicado.Vinho jovem para consumo até 2012.


Vinho bebido no "The coffee House", no Chiado, à copo, salvo erro 4,20€. Preço muito correcto. Têm também um Zweigelt de 2006 à copo com:

fruta vermelha no aroma, especiarias, notas herbáceas e baunilha, de ataque vivo na boca, com estructura, fruta madura, especiado e tostado. Taninos de boa arquitectura em corpo médio de final longo e seco. Preço à copo 4,90€

Quarta-feira, Janeiro 13, 2010

MOSCATEL de 1947 JMF, o vinho perfeito



"Provado directamente do casco, a untuosidade encontra-se muito marcada devido à evaporação no casco, mostrando uma côr carregada com laivos esverdeados e um aroma muito intenso e complexo (com notas de frutos secos - amêndoa, avelãs, nozes - figo e mel )."

Observação:
São estas as sensações de quem provou este Moscatel ainda em casco. Robert parker classificou com nada menos que 100 pontos, o vinho perfeito.

Casta Moscatel graúdo:
É originária do Egipto, tendo-se expandido a partir da Alexandria, provavelmente durante o Império Romano, pelo que é uma casta muito exportada internacionalmente, tendo por isso diversas sinonímias tais como; Moscatel de Setubal, Moscatel de Alexandria, Moscatel de Málaga.

Região de distribuição:
Palmela e setúbal para vinhos generosos (Moscatel de setúbal),em vinhos de mesa brancos secos.

casta de vigor médio, elevado potencial produtivo, mas sujeita ao desavinho.
É resistente a secura, sensível ao Oídio e míldio. Maturação Serôdia, no entanto, casta de excelência para a elaboração de vinhos generosos de grande longevidade.

Clima:
Localiza-se no litoral oeste a sul de Lisboa, clima Mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos relativamente frios e chuvosos.
solos argilo-arenosos ou franco-argilo-arenosos, calcários com ligeira alcalinidade, alguns deles compactos e fertéis.
Precipitação de 500 mm anuais. insolação elevada, mais de 2,200 horas de sol.

Do Egipto para Setubal
" A utilização da fruta da videira para consumo directo ou a sua transformação em vinho remontará a uns 10 mil anos, então pelos povos do neolítico da Transcaucásia (actuais Uzbequistão, Afeganistão e Caxemira ). migrando da região asiática no sentido ocidental, trazendo consigo propágulos da videira, foram-se introduzindo gradualmente na Mesopotâmia, Geórgia, Palestina, Trácia, Síria, Fenícia, Grécia e Egipto."

Há cerca de 5 mil anos, ou seja, 3 mil anos AC, já a cultura da vinha teria grande importância nestes últimos povos. Remontam a essa época, por exemplo,ânforas encontradas em túmulos de faraós do Egipto (Amaral, 1994).

Antes do cristianismo, cedo o vinho passa a fazer parte do culto religioso divinizados pelos deuses do vinho - Osíris dos egípcios, Dionísio dos gregos e Baco dos romanos.

Na Península Ibérica, e portanto no actual território português, o vinho e a cultura da vinha, praticada ainda de forma incipiente, terão sido introduzidas pelos Tartéssios, cerca de 200 AC...Contudo, a vitivicultura deste periodo não teria certamente a importãncia que viria a assumir mais tarde pela ocupação romana.

O comércio externo de vinho português inicia-se, contudo, a partir do Séc. XIV, a partir do Porto de Viana do castelo, com destino a Iglaterra. os primeiros vinhos a ser exportados nessa época teriam sido provenientes de Monção (certamente tintos) e outros generosos de Bastardo, de Malvásia e Moscatéis de Azoia ("Osoye"), estes da região de Setúbal, provavelmente os percursores dos actuais moscatéis de setúbal.

Sábado, Janeiro 09, 2010

LATE HARVEST Sauvignon Blanc 2006 D.O Maule Valley


Concha Y Toro, apresenta em garrafa de 375 ml, um Late harvest, na impossibilidade de produzir o habitual sauvignon Blanc 2006, optou-se por este Late Harvest em bonita e elegante garrafa.


Na sua composição as castas predominantes são;
85% Sauvignon Blanc - 10% Riesling - 5% Gewrz-Traminer.

Amarelo palha, brilhante. Muito cítrico no aroma, pêssego, maracujá, zeste de lima com cobertura de mel.

Bom volume de boca, fruta exôtica combinada com notas de mel, conjunto a descompasso pela evolução da fruta e carência de acidez. Final de boca previsível.

Nota: o facto de ser um Late Harvest 2006, existe uma tendência natural para este perfíl algo "pastoso", com o passar dos anos. Bebe-lo tão fresco quanto possível pode ser uma solução atenuante

CARLOS JORGE NA WINE COMPANY

Carlos Jorge é um gentleman do vinho e da arte de bem receber os clientes.
Todas as suas sugestões e apresentações de novidades são sempre certeiras, uma pessoa e um local a conhecer, em benfica.

Rua José da Purificacão Chaves • 9A - 9B R/c Benfica • 1500-376 Lisboa, Portugal Tel. +351 21 778 47 30 • Tlm. +351 91 33 41 722 • Fax. +351 21 774 33 35

Fonte das Moças Reserva 2004 Tinto, estremadura

Vinho elaborado com as castas:
Touriga Nacional, Touriga Franca, Syrah e cabernet sauvigon.

Na minha opinião o vinho está no ponto óptimo de consumo, presença das duas primeiras castas no aroma, de recorte vegetal e elegante.

Ataque de boca com presença, cabernet sauvigon a marcar a prova, taninos amigos com rugosidade atenuada, conjunto estruturado, traço de rusticidade, final longo.

Preço curto, se encontrarem este vinho a venda acreditem, o preço versus qualidade é muito favorável ao consumidor que gosta de boas surpresas a preços cordatos.

Domingo, Janeiro 03, 2010

Monte da Ravasqueira Vinha das Romãs 2007 Regional Alentejo tinto

Vinha das Romãs: 6,61 HA
Castas: Syrah 46% - Touriga-franca 5% - Alicante Bouschet 16% - Touriga-nacional 33%.
Solo: Argiloso com partículas xistosas
Vinificação: Vindima manual, desengace total. Fermentação em lagares com temperatura

controlada.Maceração 2 / 3 semanas
Estágio: 9 meses em barrica de carvalho francês.
Àlcool 14,7% - Acidez total 5,8 g/l - PH 3,62 - Acidez volátil 0,73 g/l - SO2 Livre 27 mg/l - SO2 Total 98 mg/l - Açucares redutores 2,8 g/l.
Enólogos: Rui Reguinga / Enólogo residente: João Pedro Pereira



Monte da Ravasqueira Vinhas das Romãs 2007 Regional Alentejo Tinto:
Janela temporal de consumo até 2015

Muito fechado, tonalidade púrpura, espuma na mesma tonalidade, copo com lágrima densa.

Aroma com frutos de película, vegetal e especiado com baunilha e tosta elegante da madeira.

Ataque de boca vivo, grande equilíbrio, volumoso, taninos vincados. Final longo com ligeira secura bocal.

Sexta-feira, Janeiro 01, 2010

A Bodega Vega-Sicilia produz três tipos de vinho de alta qualidade:

Tinto Valbuena:

  • Comercializa-se sem indicação de colheita, 5º ano.
  • 18 Meses de estágio em 70% de carvalho americano e 30% carvalho francês.
  • Comercialização a partir do 3.ºano, acontecendo o mesmo com o 5.º ano, aplicando neste caso um estágio em madeira e garrafa mais prolongado.
  • provenientes de vinhedos mais jovens e por conseguinte menos concentrados em estrutura. A casta Merlot aumenta a sua percentagem no lote e o Cabernet diminui significativamente a sua posição.
  • Cor cereja-granada, com orla entre alaranjado e telha brilhante, a expressão etérea da graduação alcoólica é o acento da sua meditada evolução oxidativa por um carvalho bem curtido.
  • 24 colheitas de 1914 a 2004


Vega-Sicilia Único Gran Reserva:
  • Comercializado com indicação do ano de colheita, com envelhecimento minímo de 7 anos para um máximo de 20, salvo casos especiais. Apesar da sua longevidade, o vinho caracteriza-se por manter a vivacidade que lhe proporciona a boa acidez, compensada pela graduação alcoólica perfeita.

  • Vermelho-cereja na cor, com menisco atraente, dando a sensação de um vinho que está sempre em plentude. No aroma prevalecem as notas torradas da madeira, com as matizes da avelã da sua evolução oxidativa durante sete anos em madeira. Na boca caracteriza-se pelo seu paladar firme e especiado, com um fundo frutado de bagas e fumados da madeira, que conforma um conjunto complexo com matiz tostado.
  • 50 colheitas de 1918 a 1999

Vega-Sicilia ùnico Reserva Especial
  • Comercializado sem indicação do ano de colheita. O vinho concebe-se a partir do melhor lote de cada colheita, sendo o tempo e a garrafa a conferir-lhe redondez, suavidade e potência

  • É um vinho de concepção pessoal, à margem da especificação de colheita. Pleno de cor, com nariz elegante e boucquet fino, especiado e concentrado.
  • 26 colheitas de 1915 a 2007

Vega-Sicilia faz fronteira natural a sul com a floresta e a norte com o rio Douro, acompanhando o seu curso.

Mesoclima por ação do rio, clima continental com inflência atlântica. precipitação média anual inferior a 500 mm, insolação efectiva anual de 2,200 horas de sol.

250 HA de vinha, plantada inicialmente em 1860, com parcelas com mais de 100 anos, sendo politica da casa a sua reconversão a cada 60 ano.

Tinto Fino (Tempranillo), Cabernet Sauvigon, Merlot e Malbec são as castas integrantes dos lotes vinificados.

Rendimento máximo por pé de videira de 2kg de uva mais ou menos 22 hl / ha, transmitindo ao bago da uva todos os elementos minerais e nutrientes formados no solo. Solo argilo-calcário e aluvião.
As uvas são colhidas com uma graduação entre os 13.º e 14,5.ºg, Facilitando a extracção da cor e dos taninos

Fermentação alcoólica com 15 dias de duração,atingindo uma temperatura máxima de 32ºG.
Cubas de fermentação em aço-inoxidável para o valbuena e de madeira para o vega-Sicilia. A 2.º fermentação maloláctica do Valbuena ocorre em tanque de cimento.

O processo de envelhecimento no valbuena é de 3,5 anos em madeira, num minímo de 7 anos para o Vega-sicilia que vai passando de barril de madeira nova em barril até se encontrar o equilibrio perfeito entre o vinho e a madeira, nessa fase transfega-se o vinho para tanques de madeira antes do engarrafamento.

O engarrafamento do Vega-sicilia é feito em garrafas bordalesas, optimizando a evolução do vinho, 3 anos no minímo em garrafa antes de chegar ao mercado, no caso das Magnum e Double-Magnum esse tempo aumenta, no Valbuena o tempo é o mesmo nos três formatos.

Vega Sicilia Reserva Especial 1998
É daqueles vinhos que precisa de bastante oxigenação, equivalente a um Porto Vintage, antes de ser servido e não estou a falar de três horas. Este vinho foi loteado com a colheita de 1981 e 1990.

O vinho é todo ele potência, vermelho intenso, denso, mineral,com Frutos maduro e notas tostadas da madeira.
Na boca Apresenta várias camadas de fruta de textura carnuda, maduro, taninos firmes com tensão, tosta, excelente retronasal. Final deliciosamente longo.

A evolução tem muito terreno a percorrer, todo o vinho chama pelo repouso da adega e no entanto deu-me muito prazer beber este belo vinho espanhol.

Quarta-feira, Dezembro 30, 2009

CONO SUR CARMENÉRE 2008 TINTO

"Casta velha e rara de Bordeús muito cultivada no Mèdoc no princípio do Sec.XVIII, tendo juntamente com a Cabernet Franc, criado as rerputações das suas melhores propriedades. Daurel refere que a videira é robusta e se utilizava para produzir um vinho excepcionalmente bom, mas que foi abandonada dada a sua susceptibilidade ao desavinho e às fracas colheitas resultantes desse facto.

O seu nome pode muito bem estar relacionada com a palavra ´Carmine´ e ainda hoje dá pequenas quantidades de vinho excepecionalmente encorpados e de cor carregada, podendo mesmo estar a viver, com a Petit Verdot, uma segunda vida, nomeadamente por intermédio da Carmen, no Chile, que decidiu vender a sua versão varietal com o nome de Grand Vidure ( sinónimo histórico adoptado pela adega Carmen do Chile para as suas vinhas de carmenére, identificada no inicio dos anos 90)."
in Jancis Robinson.

Antes da Filoxera chegar ao continente viníco europeu, o Chile por acção dos colonos, tinha em seu território Cabernet sauvignon, Cabernet franc e Merlot, casta que ficou na história do chile pelo modo como deu fama a Carmenére.

Os produtores chilenos na presença do Carmenére tratavam-na como sendo um clone de uma Merlot. O ampelógrafo Jean Boursiquot redescobriu a Carmenére no Chile e a mesma foi oficialmente reconhecida pelo governo chileno em 1998.

O vinho em questão tem uma óptima relação preço / qualidade e está disponível nas garrafeiras da moda em Portugal.

Púrpura, de média intensidade, fruto de película no aroma com especiado concentrado.
Ataque de boca envolvente, com textura acetinada e taninos amigos a estructurar elegantemente o conjunto deste vinho alegre e fresco, de final generoso.

Domingo, Dezembro 27, 2009

Preservação das bolhas do espumante

Um estudo recente revela que as bolhas presentes no espumante têm um papel muito mais importante do que se julga. Os resultados revelam que as bolhas não fazem apenas parte do espumante, mas que são elas que estruturam o seu sabor.

O estudo foi publicado no jornal Proceedings of the Natinal Academy of Sciences (PNAS) e teve vários autores, como Gerard Liger-Belair da universidade de Reims, em frança. Este investigador sempre foi obcecado pelas bolhas e usou um espectómetro de massa de altíssima resolução para estudar em detalhe a composição química das bolhas emanadas do espumante. No final os cientistas chegaram à conclusão de que existem 30 vezes mais sabor nas bolhas do que no resto da bebida.

De facto as bolhas fazem com que o espumante não perca o seu aroma original enquanto retém a suavidade do vinho.

In Revista de vinho

Terça-feira, Dezembro 22, 2009

Novo canal de vinho na internet

Novo Canal televisivo on-line dedicado ao vinho.
Desde quinta-feira 14 que se encontra online um novo canal televisivo web dedicado ao vinho, da responsabilidade de Maria João de Almeida. O canal, que pode ser visto em www.vinhotv.clix.pt.

Maria João de Almeida contou que quis que este canal fosse "dirigido não só aos profissionais mas também ao simples apreciador de vinho".

A responsável adiantou que todos os programas terão uma duração "de 3 a 7 minutos ou de 4 a 8 minutos, porque na Internet temos de transmitir a informação de uma forma rápida"

Fonte: Diário de Notícias

Vinhos mais vendidos nas garrafeiras mês de Outubro

Paulo Laureano Clássico
Alentejo tinto 2007

C.Pelletier
(França) Espumante Grand. Res. Blanc des Blancs

Messias unoaked
Douro tinto 2008

Postscriptum
Douro tinto 2007

Soberanas XS
Terras do Sado tinto 2006

Lancers
vinho de mesa Rosé

Os dados são da "Revista de Vinhos" e reportam-se a 6 garrafeiras, cuja lista acima mencionada refere-se ao 1.º lugar de cada garrafeira

Quinta-feira, Dezembro 17, 2009

Quinta do Côtto "abertura rápida"


"Tão bom...Tão simples...Tão barato...
Abertura rápida... assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."

Estas mensagens são a base da nova campanha da "Quinta do Côtto".
Em relação ao vinho rolhado afirmo o seguinte:
"assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."

Em concursos internacionais em que participaram (e participam), vinhos rolhados e de abertura fácil, constactou-se a eliminação de vinhos de abertura fácil, por defeitos que o vinho tem, bem como pelo aroma de TCA, tricloroanisol, o chamado cheiro a rolha, nos vinhos rolhados.

Sabemos que um vinho rolhado tem um custo superior ao vinho de abertura fácil,e evita devoluções para o distribuidor e produtor quando é detectado o TCA.
No vinho de abertura fácil, tudo é fácil: impossível ter cheiro a rolha, preço de custo optimizado e abertura em qualquer sitio e em qualquer situação. Com a vantagem de possíveis defeitos pela acção do vedante, ser menos perceptível do que o "mofo, bafio" da rolha.

O grupo Amorim superou sempre as expectativas em exportação de rolhas, mas nunca investiu tanto em tecnologia, melhoramento e aperfeiçoamento, como num passado recente. Mas essa empenho e investigação começou com muitos anos de atraso e agora a factura paga-se caro e em português.

O vinho é prazer e quando se bebe com dedicação, carinho e reconhecimento pelo prazer que esse acto nos proporciona, tudo o que façamos na preparação desse prazer, chamamos ritual e manusear um saca-rolhas faz parte dos grandes momentos no ritual do vinho, e ele é tão válido num vinho de 4,00€ à venda numa grande distribuição como é válido numa recordação de baú.
É tudo uma questão de filosofia e do que se procura ao beber um vinho, eu não compro por comprar nem bebo por beber, pelo facto optarei sempre pelo ritual.

Quinta-feira, Dezembro 10, 2009

Esta competição apreciada pelo Júri, em prova cega, atribuiu 2 Golden Winner, um deles como o melhor vinho da competição, ao vinho Solar dos Lobos “Grande Escolha 2007”, do Alentejo, da enóloga Susana Esteban e um Golden Winner ao vinho Nau Antiga “Escolha 2007”, do Douro, do enólogo Virgílio Loureiro.

Mais dois vinhos portugueses foram também premiados, o "Novo Mundo", um Dão da Enopor e o "José de Sousa", um Alentejo da José Maria da Fonseca.

Foram atribuídos um total de 10 prémios, tendo Portugal conquistado 50% dos mesmos e arrebatado os três prémios de ouro.

Estiveram presentes nesta Feira, para além dos chamados produtores do velho mundo, com relevo para a Espanha, França, Itália e Portugal, fortes representações dos produtores de vinho do chamado novo mundo com uma grande presença da África do Sul, Austrália e Chile.

Fonte: Portugal Global / Viniportugal
Todos os anos o International Wine & Spirit Competition premeia empresas e personalidades que contribuem de forma excepcional para o mundo dos vinhos. Para tal, é necessário preencher exigentes parâmetros de excelência. Um reflexo de qualidade, variedade, valor e informação, agora ao alcance dos consumidores de vinhos e bebidas espirituosas.

Este prémio vem reforçar o já enorme prestígio das marcas detidas pela Madeira Wine Company - Blandy’s, Cossart Gordon, Leacock’s e Miles - alcançado pelos inúmeros prémios ganhos até hoje.

Destaque para as medalhas de ouro ganhas em provas cegas internacionais e para os prémios de “Enólogo do Ano” para vinhos generosos ganhos pelo enólogo Francisco Albuquerque, durante três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008).
Fonte: AICEP Portugal Global / Viniportugal

Cerejeiras Colheita Seleccionada V.R.Lisboa, 2007 Tinto


Escolha do mês, da Associação de Escanções de Portugal, na relação preço / Qualidade.

"Bela cor, aroma cheio, prolongado, fruta vermelha, mentolados, belo volume de boca com persistência balsâmica."

Foi considerado o vinho do Mês com 90 pontos.

ASARA WINE STATE BLANC CABERNET SAUVIGNON 2008


Prova Cega em inicio de Novembro.
Cor: Límpido, citrino, aroma frutado e fresco.
Boca: médio corpo, frutado com sensações de Pêra, acidez refrescante com final de boca médio.
Vinho simpático de perfil jovem para consumo imediato.

Asara Wine State, é um "blanc de noir" do estado de STELLENBOSCH, Africa do Sul.
É um vinho interessante pelo estilo, ninguém na prova cega, por alguma vez teve a percepção de que estaria na presença de um Cabernet sauvigon, pelo facto, pela surpresa e por ser um vinho bem feito e agradável, foi uma boa surpresa.

Terça-feira, Dezembro 08, 2009

CARM RESERVA BRANCO 2008 DOURO

Um palha atenuado na cor com brilho intenso, mineral e citríco, nota de fruto seco e discreta madeira.
Volumoso na boca com boa estructura, fruta citríca e tostados ligeiros. Final de boca de sensação longa.
Vinho de perfil moderno, com Battonage mais ligeira do que em edições anteriores.

Domingo, Dezembro 06, 2009

Quinta do Vale da Raposa 2002 Tinto Douro

2002 Não foi um grande ano para os vinhos em Portugal, muito chuvoso, mesmo tendo como vantagem vindimas mais rápidas que as demais zonas do país, o Douro e Alentejo também tiveram os seus contratempos.

O Vale da Raposa de 2002 do Alves de sousa, é um vinho composto por cinco castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta barroca e touriga nacional.
A quinta donde provêm as castas tem de nome "Encostas da gaivosa", e dista de santa Marta de Penaguião, 4 kilometros. As castas têm uma idade compreendida entre os 20 e os 60 anos e uma exposição: sul poente, solo xistoso.

Normalmente a vinificação é feita por desengace total, com suave fermentação com pelicula, raramente com maceração,4-6 meses em barricas novas e de segundo ano de carvalho francês, minímo de 3 meses em garrafa.

Prova:
Limpido, cor de média intensidade, granada atenuado com nuance acastanhada.
aroma com frutos confitados, baunilha e resina, ligeiro fumado, nada muito exuberante.
na boca, melhor: médio ataque de boca, corpo redondo, fruto de pelicula com maturidade e ligeiro liquorice, boa acidez a dar frescura ao conjunto, taninos polidos, todos os elementos estão muito bem interligados com rusticidade. O final de boca é agradável com secura final.
O vinho foi comprado em finais de dezembro no continente por aprox: 5,00€
Beber agora, não evoluí mais.

Quinta-feira, Dezembro 03, 2009

Tinta Grossa 2006 Tinto Alentejo

Tinta grossa é o mais recente vinho lançado por Paulo Laureano,em homenagem à desconhecida casta alentejana, proveniente da Vidigueira.

Este vinho "Tinta Grossa" deslumbra-nos pelo exotismo do aroma, finura e elegância, balsâmico commadeira totalmente integrada no conjunto.
A evolução no copo é fantástica com notas de pimenta verde quase explosiva.

Na boca apresenta-se com bom volume, elegante e estruturado, com taninos suaves mas firmes, acidez adequada à estrutura do vinho.

O vinho deverá rondar os 20€ na prateleira de uma garrafeira, altamente recomendável decantação, copos e temperatura.