
segunda-feira, dezembro 24, 2007

segunda-feira, setembro 03, 2007
seguintes vinhos:
91 Pontos Falcoaria Doc Ribatejo Tinto 2004
5,90€-Cor bonita, aroma cheio com nariz moderno, equilibrado de frutamadura e notas de especiarias. Muito bom volume, excelente fruta. Belo vinho.
90 Pontos Morgado de Santa Catharina Doc Bucelas branco 2005
9,49€-intenso e rico, alguma complexidade, notas de fruta em compota, chá e laranja. Bom volume, tem estrutura e final persistente.
87 Pontos Quinta do Côro Reserva Vinho r. Ribatejano Tinto 2004
3,00€- Bela cor, nariz rico, fino, tem fruta de qualidade e nota de gengibretem boa estrutura, firme, com taninos de belo efeito e persistência bem conseguida.Boa evolução.
87 Pontos Quinta do Côro Syrah Vinho Regional Ribatejano Tinto 2004
6,00€- Cor rubi intenso, cheio, nariz com alguma riqueza, fruta em passa e fumados.Ataque suave, cresce na estrutura, com ligeira aresta. Final mais seco e simples.
87 Pontos Herdade da Comporta Vinho Regional Terras do sado Tinto 2005
6,40€- Intenso de cor, aroma de groselha, leve floral, mineral, fundo subtil e elegante.Muito macio na boca, fluído, sedoso, escorreito, tendo na fruta uma boa valia.
sábado, setembro 01, 2007
"Nesta região, a diminuição da produção estará entre os cinco e os dez por cento, devido ao intenso calor da primeira semana de Agosto, e ao ataque do míldio.
João Silvestre secretário-geral da comissão vitivinícola Regional do Ribatejo, assegurou que "a qualidade será igual ou superior à do ano passado porque as últimas temperaturas registadas, na ordem dos 25/30ºC, têm ajudado a maturação das uva".
Se as condições climatéricas se mantiverem a qualidade será excelente. As vindimas do vinho branco tiveram início no passsado dia 20, enquanto as do tinto começarão dia 3 de Setembro. A quebra na produção não é significativa para provocar alterações de preços".
In Público
" Os vinhos do Dão esperam uma quebra de 40 por cento na produção. As chuvas de Maio e Junho, assim como o míldio e o oídio, prejudicaram muito a saúde das vinhas. Em média, produziam-se cerca de cinco milhões de litros e segundo Calisto Mouta, vogal da comissão vitivinícola Regional do Dão, "este ano o valor será bastante inferior". Se o tempo se mantiver ameno nos próximos dias o vinho será de qualidade".
In Público
"A região da Bairrada apresentará uma diminuição da produção de cerca de 20 a 30 por cento. Nos ultimos anos a média tem sido de 38 mil hectolitros mas este ano o valor vai ser inferior. José Pedro Corte-real, secretário- geral da comissão vitivinicola regional da Bairrada, relembrou que "se as temperaturas se mantiverem como nos últimos dias espera-se uma boa maturação e uma colheita de bastante qualidade. Que poderá ser melhor que a do ano passado".
Devido à produção excedentária de vinhos em Portugal não se prevê, com esta quebra, um aumento dos preços. No entanto, se a qualidade da colheita for realmente boa, os preços poderão sofrer alterações.
In Público
"os Vinhos brancos registarão, em princípio, uma quebra na ordem dos 30 por cento em relação ao ano passado devido às chuvas na altura da floração e ao ataque do míldio. Se a produção cair abaixo dos 30 por cento pode ter efeitos preocupados ao nivel de stocks. Em relação à qualidade, se o tempo continuar seco, será um bom ano, mas não se poderá dizer que a qualidade é excepcional.
Já há cinco anos consecutivos que se verifica um aumento das vendas e isso faz com que não haja muito vinho branco em stock, diz Manuel Pinheiro, presidente da comissão de viticultura da Região dos vinhos verdes".
In Público
segunda-feira, agosto 27, 2007
"No Alentejo, a quebra da produção rondará os 22 por cento em relação ao ano anterior,
porque no início as uvas não se desenvolveram como o previsto e, posteriormente o míldio afectou as vinhas. Segundo Joaquim Madeira, presidente da Comissão Vitivinícola Regional do Alentejo, "a qualidade estará dentro do parâmetros normais, que são considerados excelentes e, como ainda há stocks de vinhos nas adegas e nos produtores, o preço não será afectado."
Artigo do jornal Público de 27 de Agosto.
instabilidade do clima provoca quebras
generalizadas nas principais demarcações
"Na região do Douro, devido às chuvas de Maio e Junho, em conjunto com o oídio e o míldio, verificou-se a destruição de algumas vinhas e um atraso no processo de maturação da uva.
A produção média anual é de 277 mil pipas, mas este ano prevê-se uma diminuição para 236 mil pipas, uma quebra na ordem dos dez por cento. No entanto a produção do vinho do Porto não será afectada. No que concerne à qualidade, Jorge Monteiro, presidente do Instituto de Vinhos do douro de Portugal, garante que "dificilmente será um grande ano, mas não se poderão fazer previsões seguras antes do inicio das vindimas".
Os preços não deverão sofrer alterações devido à diminuição da produção."
Artigo do jornal Público de 27 de Agosto
quarta-feira, junho 13, 2007
Apesar de um interregno tão grande, pouco há a dizer, no entanto, voltando atràs no tempo, que é o mesmo que dizer, voltar atrás no artigo anterior, devo dizer que em relação à degustação do "Quinta da Bacalhôa branco 2006" as opiniões são diversas, para o consumidor apreciador é um vinho "equívoco", o Sémillon devido à sua "gordura" é comparável ao Chardonnay, o seu peso é confundido com "algum adocicado". Para os amantes dos bons brancos que bebem com satisfação o ; Tiara; Redoma Reserva 2005; Sauvignon Blanc (Lavradores de feitoria) e Madrigal, o Bacalhôa é um excelente vinho, seco até ao limite, maravilhoso é o adjectivo dos apreciadores despreocupados e de bem com a vida.
quarta-feira, maio 02, 2007
Em 2003 foi plantado parcelas de "Sémillon e "Sauvignon Blanc" na Quinta da Bacalhôa.
Chegou agora ao mercado o primeiro Quinta da Bacalhôa branco, utilizando 50% de sémillon, 25% de sauvignon Blanc e 25% de Alvarinho.
Este branco aposta num perfil internacional, embora tenham sido produzidas "apenas" 8.000 garrafas, com um preço acima dos 15,00€.
A casta Sémillon é originária do sudoeste de frança, sendo utilizada quase sempre como parceira da sauvignon blanc, que optimiza tanto as qualidades da Sémillon como «preenche as lacunas óbvias».
30% do vinho fermentou em madeira, tendo o seu estágio tido uma duração de 6 meses em barricas novas Allier.
Na prova apresentou-se : limpido, cor esverdeada e brilhante (por acção da boa acídez), frutado, num fundo floral. Na boca sentiu-se densidade, complementada com uma boa acidez, ligeira secura no final de boca.
Um vinho interessante, com evolução mais que segura.
quinta-feira, abril 19, 2007
quarta-feira, abril 11, 2007
Em 2007 ao provar o Quinta da murta Reserva branco 2003, fiquei positivamente bem impressionado pela bela cor palha dourado, de aroma confitado e bela tosta, boca com bela textura, fruta com algum peso, acídulo com belas notas tostadas no final de boca, um vinho para se beber no imediato ou não, consoante o desejo de quem o provar.
Recentemente foi lançado o Reserva Branco 2005, a formula de produção em relação
ao 2003 manteve-se, ou seja, fermentou em barricas de carvalho francês e americano,
seguido de um ligeiro estagio não inferior a três meses.
Sugere-se a degustação deste Arinto de eleição.
domingo, abril 08, 2007
Cabernet Sauvignon
"Casta de envelhecimento por excelência, que transforma as notas intensas de cássis e pimentos-verdes em nuances de cedro, violeta, couro e caixa de charutos, suavizando também a sua dominância tânica. É a mais importante casta do Médoca bordalês. Um estudo genético recente aponta como origem o cruzamento entre o Sauvignon-Blanc e Cabernet Franc, esta última muito mais apimentada. Resistente a pragas e a doenças, tem uma maturação tardia. Outros descritóres aromáticos são cereja preta, pimenta, cacau, gengibre e espargos."
Aníbal coutinho
Os melhores 225 vinhos...
sábado, abril 07, 2007
Alicante Bouschet
"Casta tintureira (om matéria corante na polpa), derivou de um cruzamento francês da desaparecida Petit Bouschet com Grenache. Muito produtiva e considerada casta de lote para dar cor e taninos no sul de França, conhece um qualitativo ímpar no Alentejo.
Pouco estudada, os descritóres aromáticos mais frequentes são os frutos silvestres, azeitona, vegetais, mentol, eucalipto e cacau."
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...
Considerou como uma das escolhas do mês o "Tinto Castelo Rodrigo T.Nacional Doc beira Interior 2004", tendo obtido 91 valores nos vinhos cotados até 10,00€. Na degustação a "excelente cor, com aroma marcado pela fruta vermelha já evoluída e sabor redondo", a um preço de 3,75 €, são predicados que fizeram com que este vinho fosse uma escolha acertada.
sexta-feira, abril 06, 2007

quinta-feira, abril 05, 2007
Alvarinho
"Aparentada com a Riesling, pode ter sido introduzida na Galiza pelos monges de Cluny. É uma das variedades menos produtivas do mundo. É uma casta de ciclo curto, amadurecendo precocemente. Possui maior intensidade e qualidade da cor, aroma mais intenso a fruto tropical e carácter gustativo com maior doçura, calor, estrutura, equilibrio e persistência. Atribuem-se notações de fruto de àrvore, sobretudo maçã e banana, amora, ameixa, marmelo, e pêssego.
A fracção livre de compostos aromáticos varietais é liderada pelo Geraniol (notas de gêranio e citrinos). No entanto a fracção de terpenos cujo aroma não se revela devido à complexação com glicose é sete vezes maior e liderada pelo linalol (notas florais e citricas)."
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...
sábado, março 24, 2007
Verdelho (Gouveio)
"A mais internacional das castas portuguesas. Ainda por confirmar a similitude genética com a duriense Gouveio. De maturação precoce e álcool potencial elevado, com acidez média e pelicula espessa, produz vinhos frescos e limonados. Também se referem aromas herbáceos, de erva aromática, maçã e frutos tropicais."
Aníbal Coutinho
Os Melhores 225 vinhos...
sábado, março 17, 2007

Chryseia P+S 2004
Mt carregado na cor, com nuances voláceas, fruta madura no aroma com madeira presente. Envolvente na boca, taninos macios, bom aroma de boca. O forte deste vinho é o equilíbrio do conjunto, coeso e consistente.
As castas utilizadas foram; Touriga franca e Touriga Nacional, ambas na proporção de 40% e Tinta Roriz em 20%. Fermentou em cubas de aço inoxidável com maceração pelicular prolongada.Estagiou em Carvalho francês durante 9 meses.
Na minha opinião a temperatura de 16º é a que me proporciona melhores momentos de prazer.
Trincadeira
"Casta amplamente disseminada no país, ainda por confirmar a similitude genética com a minhota Espadeiro. Não é particularmente rica em matéria corante e atribuem-lhe aromas de gerânio, floral, pimento, vegetal, herbáceo, resina, especiarias, amora e frutos vermelhos."
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Touriga Nacional (Touriga Portuguesa)
"A casta tinta portuguesa com mais procura internacional. A característica mais assinalável é a quantidade de compostos aromáticos varietais, superior à maioria das castas brancas. Por isso reveste se de um conhecido carácter floral. Tal como o Tempranillo, absorve muito potássio o que pode implicar uma subida de pH e a formação de aromas animais menos nobres. Os descritores mais característicos são, violeta, bergamota, licor de ameixa, uva-passa, frutos silvestres, caruma e esteva."
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...

Quinta do Monte D'oiro Reserva 2003
Limpido, quimico no aroma, com madeira presente. Na boca apresenta fruta madura, taninos vigorosos que não beliscam, tudo com peso e medida a transportar-nos para o paraíso. Acabamentos de alta qualidade, num conjunto todo poderoso, fazem deste vinho a palavra "Deleite"
sábado, janeiro 27, 2007

terça-feira, janeiro 23, 2007
- Herdade do Perdigão Reserva tinto 2003
- Marquês de Borba Reserva tinto 2000
- Dolium Selection Trincadeira tinto 2004
- Cortes de Cima Reserva tinto 2003
- Esporão Private Selection Garrafeira tinto 2003
- Herdade dos Grous Reserva tinto 2004
- Quinta do Carmo Reserva tinto 2003
- Vale de Ancho tinto 2003
- Quinta do Mouro tinto 2001
- Pêra-Manca tinto 2003
- Joaquim Madeira tinto 2004
- Mouchão tonel 3-4 tinto 2002


Síria (Roupeiro):
" É a casta branca que domina em Portugal. Sensível à oxidação.
Infelizmente muito pouco estudada do ponto de vista sensorial, os descritores aromáticos mais encontrados referem frutos maduros como a ameixa branca, melão, fruto tropical, erva cortada."
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...
quarta-feira, janeiro 17, 2007
Denominação de Origem:
" - Conceito aplicável à designação de determinados vinhos cuja originalidade e individualidade estão ligados de forma indissociável a uma determinada região, sendo:
vinhos originários e produzidos nessa região
vinhos cuja qualidade ou características se devem essencial ou exclusivamente ao meio geográfico incluindo os factores naturais e humanos. Para beneficiar de uma Denominação de Origem, todo o processo de produção do vinho é sujeito a um controlo rigoroso em todas as suas fases, desde a vinha até ao consumidor. As castas utilizadas, os métodos de vinificação, as características organolépticas são apenas alguns dos elementos cujo controlo permite a atribuição desse direito, cabendo às Comissões Vitivinícolas Regionais proceder a esse controlo de forma a garantir a genuinidade e qualidade dentro das suas regiões demarcadas. (Lei nº. 8/85, de 4 de Junho) . "
Instituto da Vinha e do Vinho
Moscatel Graúdo:
" Há várias variedades de Moscatel no mundo, todas elas com a mais importante concentração de compostos (térpenicos), aromáticos varietais. Esta variedade domina a Sul, enquanto que no Norte se implanta a Moscatel Galego. Os aromas tipicos são bem conhecidos: casca e flor de citrinos, mel, tília, rosa, líchias, feno e passa de uva. "
Aníbal Coutinho
Os Melhores 225 Vinhos...
domingo, janeiro 14, 2007


Follies Chardonnay e Maria Gomes 2005

Herdade da Figueirinha 2003 Tinto
Vinho elaborado pelo enólogo António Saramago e produzido pela Sociedade Agricola Monte Novo e Figueirinha, Lda.
Foram produzidas 50.000 garrafas deste vinho " Regional Alentejo " de 13ºgraus; acidez total de 5,9 g/lt; com um PH de 3,3 e com 70 g/lt de açucares redutores. As castas presentes são as: Trincadeira; Aragonês; Alicante Bouschet e Cabernet Sauvignon.
Limpido, granada, com nuances acastanhadas, aroma a frutos vermelhos, confitado, algum mentolado a realçar a componente vegetal.
Na boca apresenta-se redondo, com taninos macios, no entanto presentes, acídulo. Intensidade médio mais.
Uma vez que o actual preço em nada tem a haver com a especulação inicial, recomenda-se vivamente.
" Fernão Pires ( Maria Gomes):
Uma das castas brancas mais disseminadas por todo o país. Tem um nivel perceptível de compostos aromáticos varietais (terpenos) apenas ultrapassado pela inimitável Moscatel, parca de acidez, é descrita sensorialmente com notas de rosa, tília, líchia, manjerico e outras ervas limonadas. "
Aníbal Coutinho
Os Melhores 225 Vinhos...
sexta-feira, janeiro 12, 2007
" Castelão (João de Santarém):
A casta dominante a Sul do Tejo e na Estremadura ocupa mais de metade do encepamento da Península de Setúbal. Muito produtiva e com a acidez mais elevada do que as comadres Aragonez e trincadeira, é caracterizada por descrítores aromáticos como cereja, bolota, pinhão, groselha, framboesa. Também se referem notas animais e de couro. "
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...
Baga:
" Casta muito importante nas Beiras, sobretudo para a «Denominação de Origem Bairrada», tem abrolhamento e maturação tardios, o que a penaliza quando é colhida antes do ponto ótimo devido às frequentes chuvas de Setembro. Torna-se herbácea e fonte de aromas animais, sobretudo nas vinificações com técnica clássica. Aromaticamente nota-se um fumado varietal, por vezes reconhecido como notas de madeira; café torrado, doçura de frutos vermelhos e cereja, ligeiro mel e floral. "
Aníbal Coutinho
Os melhores 225 vinhos...
quinta-feira, janeiro 11, 2007
APONTAMENTO HISTÓRICO
A Vinha e o Vinho em Portugal
Desde os tempos mais remotos, o vinho tem vindo a desempenhar um papel de relevo em quase todas as civilizações. "Fruto da videira e do trabalho do Homem", não é ultrapassado por nenhum outro produto da agricultura, aliando esse fruto saboroso e nutritivo à bebida privilegiada, precioso néctar, dele extraída.
Repleto de simbologia, impregnado de religiosidade e de misticismo, o vinho surge desde muito cedo na nossa literatura, tornando-se fonte de lendas e inspiração de mitos.
As expressões "dádiva de deuses", "Sangue de Cristo", e "essência da própria vida" atribuídas a este produto corroboram bem o papel do vinho na vertente cultural bem como a sua importância na nossa civilização, a que chamamos "ocidental", cujos fundamentos se encontram no direito romano e na religião cristã, que desde sempre enalteceram e dignificaram este saboroso líquido.
Mas... tentemos fazer uma pequena viagem até às mais recônditas origens, na história da vinha e do vinho em Portugal.
2 000 anos a.C.; séc.X a.C.- séc.II a.C.Reino de Tartessos; Fenícios e Gregos; Celtas e Iberos
Embora envolto em muitas dúvidas e mitos, pensa-se que a vinha terá sido cultivada pela primeira vez em terras da Península Ibérica (vale do Tejo e Sado), cerca de 2 000 anos a.C., pelos Tartessos, dos mais antigos habitantes desta Península, cuja civilização parece ter sido bastante avançada. Estes habitantes estabeleciam negociações comerciais com outros povos, permutando diversos produtos, entre os quais o vinho, que veio a servir, provavelmente, de moeda de troca no comércio de metais.
Os Fenícios, cerca do século X a.C., acabaram por se apoderar do comércio dos Tartessos, incluindo o respeitante aos vinhos. Pensa-se que tenham trazido algumas castas de videiras que introduziram na Lusitânia.
No século VII a.C. os Gregos instalaram-se na Península Ibérica e desenvolveram a viticultura, dando uma particular atenção à arte de fazer vinho.Na necrópole de Alcácer do Sal foi encontrada uma "cratera" grega de sino, vaso onde os Gregos diluíam o vinho com água antes de o consumirem.
Alguns autores referem que Ulisses, ao fundar a cidade de Lisboa (a que deu o nome de Ulisseia ou Olisipo) seguiu o costume usado nas suas viagens, oferecendo vinho para festejarem com ele as boas vindas.
Crê-se que no século VI a.C. os Celtas, a quem a videira já era familiar, teriam trazido para a Península as variedades de videira que cultivavam. É também provável que tenham trazido técnicas de tanoaria.
Os Celtas e os Iberos fundiram-se num só povo - os Celtiberos -, ascendentes dos Lusitanos, povo que se afirma no século IV a.C.
Séc.II a.C. a Século VII d.C.Romanos e Povos Bárbaros
A expansão guerreira de Roma na Península Ibérica conduziu aos primeiros contactos com os Lusitanos, cerca de 194 a.C.Seguiram longos anos de lutas de guerrilha, só vencidas pelos Romanos dois séculos depois, com a conquista de toda a Península em 15 a.C., conseguindo subjugar os Lusitanos.
A romanização na Península contribuiu para a modernização da cultura da vinha, com a introdução de novas variedades e com o aperfeiçoamento de certas técnicas de cultivo, designadamente a poda.
Nesta época, a cultura da vinha teve um desenvolvimento considerável, dada a necessidade de se enviar frequentemente vinho para Roma, onde o consumo aumentava e a produção própria não satisfazia a procura.
Seguiram-se as invasões bárbaras e a decadência do Império Romano. A Lusitânia foi disputada aos romanos por Suevos e Visigodos que acabaram por vencê-los em 585 d.C, tendo-se dado, com o decorrer do tempo, a fusão de raças e de culturas, passando-se do paganismo à adopção do Cristianismo.
É nesta época (séculos VI e VII d.C.), que se dá a grande expansão do Cristianismo (apesar de já ser conhecido na Península Ibérica desde o séc. II). O vinho torna-se então indispensável para o acto sagrado da comunhão. Os documentos canónicos da época evidenciam a "obrigatoriedade" da utilização do vinho genuíno da videira na celebração da missa (produto designado por "não corrompido", ao qual tivesse sido apenas adicionada uma pequena porção de água).
Ao assimilar a civilização e religião dos romanos, os "bárbaros" adoptaram igualmente o vinho, considerando-o como a bebida digna de povos "civilizados". No entanto, não introduziram quaisquer inovações no cultivo da videira.
Século VIII a XIIAlta Idade Média - Invasão dos Árabes
No início do Século VIII outras vagas de invasores se seguiram, desta vez vindas do Sul. Com a influência árabe começava um novo período para a vitivinicultura Ibérica.
O Corão proibia o consumo de bebidas fermentadas, onde o vinho se inclui. No entanto, o emir de Córdoba que governava a Lusitânia, mostrou-se tolerante para com os cristãos, não proibindo a cultura da vinha nem a produção de vinho. Havia uma razão: para os Árabes, a agricultura era importantíssima, aplicando-se aos agricultores uma política baseada na benevolência e protecção, desde que estes se entregassem aos trabalhos rurais, para deles tirarem o melhor proveito. Mesmo no Algarve, onde o período do domínio árabe foi mais longo, ultrapassando cindo séculos, produziu-se sempre vinho, embora se seguissem os preceitos islâmicos.
Lisboa manteve, deste modo, o seu comércio tradicional de exportação de vinho.
Nos séculos XI e XII, com o domínio dos Almorávidas e Almoadas, os preceitos do Corão foram levados com maior rigor, dando-se, então, uma regressão na cultura da vinha.
Século XII a XIVBaixa Idade Média
Entre os séculos XII e XIII, o vinho constituiu o principal produto exportado. Documentos existentes, designadamente doações, legados, livros ou róis de aniversários, livros de tombos de bens, etc., confirmam a importância da vinha e do vinho no território português, mesmo antes do nascimento da nacionalidade. Conhecem-se doações que incluíam vinhas ao Mosteiro de Lorvão, entre 950 e 954.
Entretanto, já se tinha iniciado a Reconquista Cristã. As lutas dão-se por todo o território e as constantes acções de guerra iam destruindo as culturas, incluindo a vinha.
A fundação de Portugal, em 1143 por D. Afonso Henriques, e a conquista da totalidade do território português aos mouros, em 1249, permitiu que se instalassem Ordens religiosas, militares e monásticas, com destaque para os Templários, Hospitalários, Sant'Iago da Espada e Cister, que povoaram e arrotearam extensas regiões, tornando-se activos centros de colonização agrícola, alargando-se, deste modo, as áreas de cultivo da vinha.O vinho passou, então, a fazer parte da dieta do homem medieval começando a ter algum significado nos rendimentos dos senhores feudais. No entanto, muita da sua importância provinha também do seu papel nas cerimónias religiosas. Daí o interesse dos clérigos, igrejas e mosteiros, então em posição dominante, pela cultura da vinha.
Os vinhos de Portugal começaram a ser conhecidos até no norte da Europa. Consta que o duque de Lencastre, após o seu desembarque na Galiza, quando veio a Portugal em auxílio de D. João I na luta contra Castela, conhecendo já a fama dos nossos vinhos, mostrou desejo de provar o vinho de Ribadavia, tendo-o achado "muito forte e fogoso"...
Foi na segunda metade do século XIV, que a produção de vinho começou a ter um grande desenvolvimento, renovando-se e incrementando-se a sua exportação.
Século XV - XVIIIdade Moderna - Renascimento
Nos séculos. XV e XVI, no período da expansão portuguesa, as naus e galeões que partiram em direcção à Índia, um dos produtos que transportavam era o vinho. No período áureo que se seguiu aos Descobrimentos, os vinhos portugueses constituíam lastro nas naus e caravelas que comercializavam os produtos trazidos do Brasil e do Oriente.
Será talvez oportuno referirem-se aqui os vinhos de "Roda" ou de "Torna Viagem". Se pensarmos quanto tempo demoravam as viagens... Eram, na generalidade, cerca de seis longos meses em que os vinhos se mantinham nas barricas, espalhadas pelos porões das galés, sacudidas pelo balancear das ondas, ou expostos ao sol, ou por vezes até submersas na água dos do fundo dos navio... E o vinho melhorava!Tal envelhecimento suave era proporcionado pelo calor dos porões ao passarem, pelo menos duas vezes, o Equador e pela permanência do vinho nos tonéis, tornando-os ímpares, preciosos e, como tal, vendidos a preços verdadeiramente fabulosos. O vinho de "roda" ou de "torna viagem" veio assim facultar o conhecimento empírico de um certo tipo de envelhecimento, cujas técnicas científicas se viriam a desenvolver posteriormente.
Em meados do século XVI, Lisboa era o maior centro de consumo e distribuição de vinho do império - a expansão marítima portuguesa levava este produto aos quatro cantos do mundo.
Chegados ao século XVII, o conjunto de publicações de várias obras de cariz geográfico e relatos de viagens, quer de autores portugueses, quer de autores estrangeiros, permite-nos entender o percurso histórico das zonas vitivinícolas portuguesas, o prestígio dos seus vinhos e a importância do consumo e do volume de exportações.
Século XVIII a XXIdade Contemporânea
Em 1703, Portugal e a Inglaterra assinaram o Tratado de Methwen, onde as trocas comerciais entre os dois países foram regulamentadas. Ficou estabelecido um regime especial para a entrada de vinhos portugueses em Inglaterra. A exportação de vinho conheceu então um novo incremento.
No século XVIII, a vitivinicultura, tal como outros aspectos da vida nacional, sofreu a influência da forte personalidade do Marquês de Pombal.
Assim, uma grande região beneficiou de uma série de medidas proteccionistas - a região do Alto Douro e o afamado Vinho do Porto. Em consequência da fama que este vinho tinha adquirido, verificou-se um aumento da sua procura por parte de outros países da Europa, para além da Inglaterra, importador tradicional. As altas cotações que o Vinho do Porto atingiu fizeram com que os produtores se preocupassem mais com a quantidade do que com a qualidade dos vinhos exportados, o que esteve na origem de uma grave crise.Para pôr fim a esta crise, o Marquês de Pombal criou, por alvará régio de 10 de Setembro de 1756, a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, com o fim de disciplinar a produção e o comércio dos vinhos da região, prevendo ainda a necessidade de se fazer, urgentemente, a demarcação da região, o que veio a concretizar-se. Assim, segundo alguns investigadores, foi esta a primeira região demarcada oficialmente no mundo vitivinícola.
O século XIX foi um período negro para a vitivinicultura. A praga da filoxera, que apareceu inicialmente na região do Douro em 1865, rapidamente se espalhou por todo o país, devastando a maior parte das regiões vinícolas. Colares foi a única excepção, porque a filoxera não se desenvolve nos terrenos de areia, onde as suas vinhas se cultivam, ainda hoje.Assim, para fazer face a este flagelo, logo em 1866, António Augusto de Aguiar, juntamente com João Inácio Ferreira Lapa e o Visconde de Vila Maior, foram encarregados de avaliar a situação dos centros vinícolas do país e de estudar os processos que neles se adoptavam. Este conhecimento da situação concreta da vitivinicultura portuguesa, levou António Augusto de Aguiar à nomeação de Comissário Régio na Exposição de Vinhos, realizada em Londres, em 1874. Foi justamente no âmbito da sua participação nesta exposição e da digressão científica que fez pelos países europeus produtores de vinhos, que desencadeou a análise crítica e audaz ao sector vitivinícola nacional, expressa nas famosas Conferências sobre Vinhos, proferidas por António Augusto de Aguiar, em 1875, no Teatro de D. Maria e, posteriormente, no da Trindade.
O início do século XX, foi marcado pela Exposição Universal de Paris emblematicamente inaugurada em 1900. Portugal participou activamente neste evento, dedicando especial atenção à secção de Agricultura, por todos considerada o sector mais importante da nossa representação. Deste evento, ficou-nos a obra fundamental de B. C. Cincinnato da Costa, "Le Portugal Vinicole", editada especificamente para ser apresentada na exposição.
Em 1907/1908, iniciou-se o processo de regulamentação oficial de várias outras denominações de origem portuguesas. Para além da região produtora de Vinho do Porto e dos vinhos de mesa Douro, demarcavam-se as regiões de produção de alguns vinhos, já então famosos, como são o caso dos vinhos da Madeira, Moscatel de Setúbal, Carcavelos, Dão, Colares e Vinho Verde.
Com o Estado Novo (1926/1974), foi iniciada a "Organização Corporativa e de Coordenação Económica", com poderes de orientação e fiscalização do conjunto de actividades e organismos envolvidos. Foi neste contexto que se criou a Federação dos Vinicultores do Centro e Sul de Portugal (1933), organismo corporativo dotado de grandes meios e cuja intervenção se marcava, fundamentalmente, na área da regularização do mercado.
À Federação, seguiu-se a Junta Nacional do Vinho (JNV) (1937), organismo de âmbito mais alargado, que intervinha tendo em conta o equilíbrio entre a oferta e o escoamento, a evolução das produções e o armazenamento dos excedentes, em anos de grande produção, de forma a compensar os anos de escassez.
A JNV veio a ser substituída em 1986 (D.L. nº 304/86 de 22 de Setembro) pelo Instituto da Vinha e do Vinho (IVV), organismo adaptado às estruturas impostas pela nova política de mercado decorrente da adesão de Portugal à Comunidade Europeia.Surge, então, uma nova perspectiva na economia portuguesa e, consequentemente, na viticultura. O conceito de Denominação de Origem foi harmonizado com a legislação comunitária, e foi criada a classificação de "Vinho Regional", para os vinhos de mesa com indicação geográfica, reforçando-se a política de qualidade dos vinhos portugueses.
Com objectivos de gestão das Denominações de Origem e dos Vinhos Regionais, de aplicação, vigilância e cumprimento da respectiva regulamentação, foram constituídas Comissões Vitivinícolas Regionais (associações interprofissionais regidas por estatutos próprios), que têm um papel fundamental na preservação da qualidade e do prestígio dos vinhos portugueses.
Actualmente estão reconhecidas e protegidas, na totalidade do território português,33 Denominações de Origem e 8 Indicações Geográficas.
Algumas curiosidades históricas
Moscatel de Setúbal - (1381) Nesta data Portugal já exportava grande quantidade deste vinho para a Inglaterra.
Vinho do Porto - o Tratado de Methwen (1703) assinado entre Portugal e a Grã-Bretanha, contribuiu para a popularidade deste vinho que beneficiava de taxas aduaneiras preferenciais. Durante o século XVIII, para os ingleses, vinho era praticamente sinónimo de vinho do Porto.
Vinhos da Bairrada - No Reinado de D. Maria I (1734/1816) os vinhos portugueses adquiriram grande projecção, tendo-se iniciado a exportação de vinhos, com destaque para os desta região, que foram exportados para a América do Norte, França, Inglaterra e, em especial, para o Brasil, onde eram muito apreciados.
Vinho de Bucelas - Com as Invasões Francesas (1808/1810) este vinho começou a ser conhecido internacionalmente. Wellington apreciava-o de tal maneira que o levou de presente ao então príncipe regente, mais tarde Jorge III de Inglaterra. Depois da Guerra Peninsular, este vinho tornou-se um hábito na corte Inglesa.No tempo de Shakespeare (1564/1613) o vinho de Bucelas era conhecido por "Lisbon Hock" (vinho branco de Lisboa) (1564/1613).
Vinho de Carcavelos - (1808/1810) foi bem conhecido das tropas de Wellington que o levaram para Inglaterra, tendo sido, durante largos anos, exportado em grandes quantidades.
Vinho da Madeira - (1808/1810) Considerado um dos vinhos de maior requinte nas cortes europeias, tendo chegado mesmo a ser usado como perfume para os lenços das damas da corte. Na corte inglesa este vinho rivalizava com o vinho do Porto. Shakespeare (1564/1613) referiu-se ao vinho da Madeira como essência preciosa, na sua peça "Henrique IV".O duque de Clarence, irmão de Eduardo IV (séc. XV) deixou o seu nome ligado a este vinho quando, ao ter sido sentenciado à morte na sequência de um atentado contra o seu irmão, escolheu morrer por afogamento num tonel de Malvasia da Madeira.Mas para além da Inglaterra, também a França, a Flandres e os Estados Unidos o importavam.Francisco I (1708/1765), orgulhava-se de o possuir e considerava-o "o mais rico e delicioso de todos os vinhos da Europa". As famílias importantes de Boston, Charleston, Nova Iorque e Filadélfia disputavam umas às outras os melhores vinhos da Madeira.
Vinho do Pico - Açores - (Séc. XVIII) foi largamente exportado para o Norte da Europa e até mesmo para a Rússia. Depois da revolução (1917), foram encontradas garrafas de vinho "Verdelho do Pico" armazenadas nas caves dos antigos czares.
quarta-feira, janeiro 10, 2007
Arinto (Perdernã) :
" Casta disseminada por todo o país. De abrolhamento e maturação a meio da época, tem uma acidez natural elevada. Muito afamada em Bucelas, esta casta é descrita aromaticamente por riqueza cítrica, ligeiro floral e frutos tropicais intensos, sobretudo o ananás. "
Aníbal Coutinho
Os Melhores 225 vinhos...
terça-feira, janeiro 09, 2007
domingo, janeiro 07, 2007
" a lista dos cem melhores vinhos de 2006 da prestigiada revista norte-americana Wine Spectactor inclui quatro vinhos da Região Demarcada do Douro. O «Quinta do Vale Meão de 2004», o vinho nacional mais bem classificado, ocupa o 18º lugar, seguindo-se o «Reserva Old Vines 2004» da Quinta do Crasto (47º), o «Churchill Estates 2004» (69º) e o «Altano Reserva 2003» (97º).

O Natal passou. No entanto ficam em memória olfactiva e gustativa as descobertas provenientes de compras mais ou menos estudadas e fundamentadas, tanto em função do orçamento bem como das cábulas que nos permitem com uma certa segurança e alguma pouca margem de erro, fazer de cada compra, uma compra segura, no que se refere ao vinho.
Entristeceu-me descobrir tão tarde ( mas, mais vale tarde que nunca), o « Herdade porto da Bouga» do enólogo António Saramago. Chegado a prateleira expositora do " Pingo Doce" deparei-me com produtos que, em função do preço me despertaram uma certa curiosidade, exitei duas vezes antes de retirar o " Bouga " da prateleira. Chegado a casa e tendo o vinha à uma temperatura de 17/18 graus abri o mesmo, servi no copo, e não o incomodei durante dez minutos. Fruta madura, madeira presente sem marcar excessivamente (madeira usada). Na boca, boa densidade, intensidade média mais, àcidez a dar vivacidade ao conjunto, acompanhada de taninos polidos, a sensação de potência, elegância e envolvência é derivado de um trabalho, do saber e do fazer. António Saramago, parabens.
O " Bouga " é um vinho com qualidade, como tantos outros, a forma que me leva a escrever tão positivamente sobre o citado é o preço, oscilando entre 4,35 / 4,75 euros.




