quarta-feira, dezembro 30, 2009

CONO SUR CARMENÉRE 2008 TINTO

"Casta velha e rara de Bordeús muito cultivada no Mèdoc no princípio do Sec.XVIII, tendo juntamente com a Cabernet Franc, criado as rerputações das suas melhores propriedades. Daurel refere que a videira é robusta e se utilizava para produzir um vinho excepcionalmente bom, mas que foi abandonada dada a sua susceptibilidade ao desavinho e às fracas colheitas resultantes desse facto.

O seu nome pode muito bem estar relacionada com a palavra ´Carmine´ e ainda hoje dá pequenas quantidades de vinho excepecionalmente encorpados e de cor carregada, podendo mesmo estar a viver, com a Petit Verdot, uma segunda vida, nomeadamente por intermédio da Carmen, no Chile, que decidiu vender a sua versão varietal com o nome de Grand Vidure ( sinónimo histórico adoptado pela adega Carmen do Chile para as suas vinhas de carmenére, identificada no inicio dos anos 90)."
in Jancis Robinson.

Antes da Filoxera chegar ao continente viníco europeu, o Chile por acção dos colonos, tinha em seu território Cabernet sauvignon, Cabernet franc e Merlot, casta que ficou na história do chile pelo modo como deu fama a Carmenére.

Os produtores chilenos na presença do Carmenére tratavam-na como sendo um clone de uma Merlot. O ampelógrafo Jean Boursiquot redescobriu a Carmenére no Chile e a mesma foi oficialmente reconhecida pelo governo chileno em 1998.

O vinho em questão tem uma óptima relação preço / qualidade e está disponível nas garrafeiras da moda em Portugal.

Púrpura, de média intensidade, fruto de película no aroma com especiado concentrado.
Ataque de boca envolvente, com textura acetinada e taninos amigos a estructurar elegantemente o conjunto deste vinho alegre e fresco, de final generoso.

domingo, dezembro 27, 2009

Preservação das bolhas do espumante

Um estudo recente revela que as bolhas presentes no espumante têm um papel muito mais importante do que se julga. Os resultados revelam que as bolhas não fazem apenas parte do espumante, mas que são elas que estruturam o seu sabor.

O estudo foi publicado no jornal Proceedings of the Natinal Academy of Sciences (PNAS) e teve vários autores, como Gerard Liger-Belair da universidade de Reims, em frança. Este investigador sempre foi obcecado pelas bolhas e usou um espectómetro de massa de altíssima resolução para estudar em detalhe a composição química das bolhas emanadas do espumante. No final os cientistas chegaram à conclusão de que existem 30 vezes mais sabor nas bolhas do que no resto da bebida.

De facto as bolhas fazem com que o espumante não perca o seu aroma original enquanto retém a suavidade do vinho.

In Revista de vinho

terça-feira, dezembro 22, 2009

Novo canal de vinho na internet

Novo Canal televisivo on-line dedicado ao vinho.
Desde quinta-feira 14 que se encontra online um novo canal televisivo web dedicado ao vinho, da responsabilidade de Maria João de Almeida. O canal, que pode ser visto em www.vinhotv.clix.pt.

Maria João de Almeida contou que quis que este canal fosse "dirigido não só aos profissionais mas também ao simples apreciador de vinho".

A responsável adiantou que todos os programas terão uma duração "de 3 a 7 minutos ou de 4 a 8 minutos, porque na Internet temos de transmitir a informação de uma forma rápida"

Fonte: Diário de Notícias

Vinhos mais vendidos nas garrafeiras mês de Outubro

Paulo Laureano Clássico
Alentejo tinto 2007

C.Pelletier
(França) Espumante Grand. Res. Blanc des Blancs

Messias unoaked
Douro tinto 2008

Postscriptum
Douro tinto 2007

Soberanas XS
Terras do Sado tinto 2006

Lancers
vinho de mesa Rosé

Os dados são da "Revista de Vinhos" e reportam-se a 6 garrafeiras, cuja lista acima mencionada refere-se ao 1.º lugar de cada garrafeira

quinta-feira, dezembro 17, 2009

Quinta do Côtto "abertura rápida"


"Tão bom...Tão simples...Tão barato...
Abertura rápida... assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."

Estas mensagens são a base da nova campanha da "Quinta do Côtto".
Em relação ao vinho rolhado afirmo o seguinte:
"assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."

Em concursos internacionais em que participaram (e participam), vinhos rolhados e de abertura fácil, constactou-se a eliminação de vinhos de abertura fácil, por defeitos que o vinho tem, bem como pelo aroma de TCA, tricloroanisol, o chamado cheiro a rolha, nos vinhos rolhados.

Sabemos que um vinho rolhado tem um custo superior ao vinho de abertura fácil,e evita devoluções para o distribuidor e produtor quando é detectado o TCA.
No vinho de abertura fácil, tudo é fácil: impossível ter cheiro a rolha, preço de custo optimizado e abertura em qualquer sitio e em qualquer situação. Com a vantagem de possíveis defeitos pela acção do vedante, ser menos perceptível do que o "mofo, bafio" da rolha.

O grupo Amorim superou sempre as expectativas em exportação de rolhas, mas nunca investiu tanto em tecnologia, melhoramento e aperfeiçoamento, como num passado recente. Mas essa empenho e investigação começou com muitos anos de atraso e agora a factura paga-se caro e em português.

O vinho é prazer e quando se bebe com dedicação, carinho e reconhecimento pelo prazer que esse acto nos proporciona, tudo o que façamos na preparação desse prazer, chamamos ritual e manusear um saca-rolhas faz parte dos grandes momentos no ritual do vinho, e ele é tão válido num vinho de 4,00€ à venda numa grande distribuição como é válido numa recordação de baú.
É tudo uma questão de filosofia e do que se procura ao beber um vinho, eu não compro por comprar nem bebo por beber, pelo facto optarei sempre pelo ritual.

quinta-feira, dezembro 10, 2009

Esta competição apreciada pelo Júri, em prova cega, atribuiu 2 Golden Winner, um deles como o melhor vinho da competição, ao vinho Solar dos Lobos “Grande Escolha 2007”, do Alentejo, da enóloga Susana Esteban e um Golden Winner ao vinho Nau Antiga “Escolha 2007”, do Douro, do enólogo Virgílio Loureiro.

Mais dois vinhos portugueses foram também premiados, o "Novo Mundo", um Dão da Enopor e o "José de Sousa", um Alentejo da José Maria da Fonseca.

Foram atribuídos um total de 10 prémios, tendo Portugal conquistado 50% dos mesmos e arrebatado os três prémios de ouro.

Estiveram presentes nesta Feira, para além dos chamados produtores do velho mundo, com relevo para a Espanha, França, Itália e Portugal, fortes representações dos produtores de vinho do chamado novo mundo com uma grande presença da África do Sul, Austrália e Chile.

Fonte: Portugal Global / Viniportugal
Todos os anos o International Wine & Spirit Competition premeia empresas e personalidades que contribuem de forma excepcional para o mundo dos vinhos. Para tal, é necessário preencher exigentes parâmetros de excelência. Um reflexo de qualidade, variedade, valor e informação, agora ao alcance dos consumidores de vinhos e bebidas espirituosas.

Este prémio vem reforçar o já enorme prestígio das marcas detidas pela Madeira Wine Company - Blandy’s, Cossart Gordon, Leacock’s e Miles - alcançado pelos inúmeros prémios ganhos até hoje.

Destaque para as medalhas de ouro ganhas em provas cegas internacionais e para os prémios de “Enólogo do Ano” para vinhos generosos ganhos pelo enólogo Francisco Albuquerque, durante três anos consecutivos (2006, 2007 e 2008).
Fonte: AICEP Portugal Global / Viniportugal

Cerejeiras Colheita Seleccionada V.R.Lisboa, 2007 Tinto


Escolha do mês, da Associação de Escanções de Portugal, na relação preço / Qualidade.

"Bela cor, aroma cheio, prolongado, fruta vermelha, mentolados, belo volume de boca com persistência balsâmica."

Foi considerado o vinho do Mês com 90 pontos.

ASARA WINE STATE BLANC CABERNET SAUVIGNON 2008


Prova Cega em inicio de Novembro.
Cor: Límpido, citrino, aroma frutado e fresco.
Boca: médio corpo, frutado com sensações de Pêra, acidez refrescante com final de boca médio.
Vinho simpático de perfil jovem para consumo imediato.

Asara Wine State, é um "blanc de noir" do estado de STELLENBOSCH, Africa do Sul.
É um vinho interessante pelo estilo, ninguém na prova cega, por alguma vez teve a percepção de que estaria na presença de um Cabernet sauvigon, pelo facto, pela surpresa e por ser um vinho bem feito e agradável, foi uma boa surpresa.

terça-feira, dezembro 08, 2009

CARM RESERVA BRANCO 2008 DOURO

Um palha atenuado na cor com brilho intenso, mineral e citríco, nota de fruto seco e discreta madeira.
Volumoso na boca com boa estructura, fruta citríca e tostados ligeiros. Final de boca de sensação longa.
Vinho de perfil moderno, com Battonage mais ligeira do que em edições anteriores.

domingo, dezembro 06, 2009

Quinta do Vale da Raposa 2002 Tinto Douro

2002 Não foi um grande ano para os vinhos em Portugal, muito chuvoso, mesmo tendo como vantagem vindimas mais rápidas que as demais zonas do país, o Douro e Alentejo também tiveram os seus contratempos.

O Vale da Raposa de 2002 do Alves de sousa, é um vinho composto por cinco castas: Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta barroca e touriga nacional.
A quinta donde provêm as castas tem de nome "Encostas da gaivosa", e dista de santa Marta de Penaguião, 4 kilometros. As castas têm uma idade compreendida entre os 20 e os 60 anos e uma exposição: sul poente, solo xistoso.

Normalmente a vinificação é feita por desengace total, com suave fermentação com pelicula, raramente com maceração,4-6 meses em barricas novas e de segundo ano de carvalho francês, minímo de 3 meses em garrafa.

Prova:
Limpido, cor de média intensidade, granada atenuado com nuance acastanhada.
aroma com frutos confitados, baunilha e resina, ligeiro fumado, nada muito exuberante.
na boca, melhor: médio ataque de boca, corpo redondo, fruto de pelicula com maturidade e ligeiro liquorice, boa acidez a dar frescura ao conjunto, taninos polidos, todos os elementos estão muito bem interligados com rusticidade. O final de boca é agradável com secura final.
O vinho foi comprado em finais de dezembro no continente por aprox: 5,00€
Beber agora, não evoluí mais.

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Tinta Grossa 2006 Tinto Alentejo

Tinta grossa é o mais recente vinho lançado por Paulo Laureano,em homenagem à desconhecida casta alentejana, proveniente da Vidigueira.

Este vinho "Tinta Grossa" deslumbra-nos pelo exotismo do aroma, finura e elegância, balsâmico commadeira totalmente integrada no conjunto.
A evolução no copo é fantástica com notas de pimenta verde quase explosiva.

Na boca apresenta-se com bom volume, elegante e estruturado, com taninos suaves mas firmes, acidez adequada à estrutura do vinho.

O vinho deverá rondar os 20€ na prateleira de uma garrafeira, altamente recomendável decantação, copos e temperatura.