terça-feira, outubro 25, 2011

Tom Cannavan "escolhas"


  • Esporão Private Selection -  Alentejo 2009
  • Fita Preta, Palpite - Alentejo 2008
  • Quinta de Sant'ana, Riesling - Mafra, Lisboa 2009
  • Herdade da Malhadinha Nova, Marias da malhadinha, Alentejo 2007
  • Herdade do Mouchão, Mouchão - Alentejo 2006
  • Lavradores de Feitoria, Meruge - Douro 2006
  • Niepoort,  Batuta - Douro 2008
  • Prats&Symington, Chryseia - Douro 2008
  • Quinta da Falorca, Lagar Reserva - Dão 2004
  • Quinta do Infantado, Reserva - Douro 2008
  • Quinta do Poeira, Poeira - Douro 2008
  • Quinta do Vale Meão - Douro 2008
  • Rui Reguinga, Terrenus, Reserva - Alentejo 2007
  • Solar dos Lobos, Grande Escolha - Alentejo 2008
  • Wine & Soul, Pintas - Douro 2008
  • Afros, Vinhão, Vinho Verde 2009
  • Luis Patp, BTT, Beiras 2009
  • Quinta dos Roques Touriga Nacional, Dão 2008
  • Quinta do Francês, Algarve 2009
  • Quinta do Ameal, Special Harvest, Minho 2007

Escolhas de Rui Falcão


VINHOS NACIONAIS:

  • blog 2009 (Alentejo) – O estranho caso de um vinho que vive numa roda viva permanente entre potência e harmonia… sobrando-lhe pureza, precisão e finura, ou a história de um vinho que envolve um punho de aço numa luva de veludo. Gigante!
  • Quinta dos Roques Reserva 2007 (Dão) – Eis como a austeridade também pode ser entendida como uma virtude, num caso raro de rigor e vigor. A força serena de quem sabe que não é preciso gritar para ser ouvido. Clássico!
  • Quinta da Manoella Vinhas Velhas 2009 (Douro) – Rigor pode rimar com fruta que pode rimar com delicadeza… que pode rimar com textura sedosa. Um vinho completo, sólido mas civilizado, matemático na precisão, melódico no ritmo. Imperial!
  • Quinta do Infantado Reserva 2008 (Douro) – Quando a grandeza consegue andar de mãos dadas com a beleza. Riqueza, subtilezas, nuances e rendilhados. Desenvoltura e firmeza, raça e sensibilidade. Notável!
  • Ultreia 2007 (Douro) – Rijo e sedoso, tenso e dócil, seco e suave, musculado e delicado. Poderá um vinho sobreviver a tantos contrastes? Poderá o Douro conseguir mostrar ainda mais uma faceta desconhecida? Poderá um vinho parecer eterno? Inquietante!
  • Ex Aequo 2008 (Lisboa) – A alto costura conduzida ao extremo da sedução. Homem, terroir, estética e substância. Ou como um vinho também pode servir como conforto da alma. Fruta limpa e cristalina, melodia e organização. Melódico!
  • Quinta de Sant’Ana Alvarinho 2010 (Lisboa) – A compensação de um risco, a alegria de ver uma aposta ganha. Quando a mineralidade se torna desmedida e elevada ao extremo. Severidade, firmeza, nervo, tensão e audácia. Eléctrico!
  • Cavalo Maluco 2008 – (Setúbal) – Um tsunami de proporções bíblicas. A apoteose do belicismo, o triunfo da potência, a vitória do músculo... sem que o equilíbrio seja beliscado. A necessidade de tempo e o conforto do descanso na garrafeira. A certeza de um futuro brilhante. Colossal!
  • Murganheira Cuvée Reserva Especial Bruto 2002(Espumante) – Nobreza e fidalguia, sedução e harmonia, alegria e dignidade. A arte do lote, o saber da experiência, a arte e fleuma para acreditar nas virtudes do tempo. Elegância, frescura e sapiência. Sedução!
  • HM Borges 40 Anos Malvasia (Madeira) – Profundidade, complexidade, tensão, frescura, riqueza e robustez num só copo. O justo equilíbrio entre doçura e frescura, entre fogosidade e formosura. Ou como um vinho consegue fintar as mazelas do tempo. Infinito e intemporal. Descomunal!



 VINHOS ESTRANGEIROS:

  • Franz Künstler Kostheim Weiß Erd Erstes Gewächs Riesling trocken 2009 (Alemanha/Rheingau) – Faísca, nervo e tensão em proporção quase agonizante. A audácia de uma mineralidade impetuosa e colérica. Brutalidade e delicadeza de braço dado. Preciso!
  • Maximim Grünhauser Herrenberg Riesling Auslese 2010 (Alemanha/Mosel) – O zénite da elegância, beleza etérea e intemporal, garbo e distinção. Frescura e limpidez, brilho e viço. A volúpia do açúcar na proporção mais que perfeita. Elegância!
  • Heymann Löwenstein Uhlen Laubach Auslese Lange Goldkapsel 2009 (Alemanha/Mosel) – Beleza mineral aliada à sensualidade e paixão de um corpo rico e untuoso. Tensão e sedução, nervo e ardor, firmeza e audácia. Pecaminoso, sensual e carnal. Lascivo!
  • Penfolds Grange 2006 (Austrália/South Australia) – Quando a sensatez e a loucura habitam na mesma casa. Alegria e contenção, vigor e suavidade, seriedade e tradição. O triunfo da razão, a combinação perfeita entre inovação e tradição. Rigoroso!
  • Nikolaihof Steiner Hund Riesling Reserve 2007(Áustria/Wachau) – Poderá um vinho ser arrancado directamente da rocha, de tão intensamente mineral? Vigor, firmeza, intrepidez, concentração, petulância e rigor num só copo. Gigante e suave. Arrepiante!
  • El Titan del Bendito 2008 (Espanha/Toro) – Alienado, brutal, opulento e decadente. A contraposição ao pensamento politicamente correcto. O fausto da fruta, o abismo da decadência, o aprumo final. Como uma receita certa para o desastre redunda num vinho esplendoroso. Desbragado!
  • Dom Ruinart 1998 (França/Champagne) – Pura poesia. Textura irrepreensível. Complexidade e opulência, finura e austeridade. Alegria e sedução. Fascinante!
  • Gosset Celebris Blanc de Blancs (França/Champagne) – O triunfo da arte do lote, a satisfação de uma educação esmerada. Musculo, finura e finesse. Como radical pode concordar com urbanidade. Impressionante!
  • Sigalas Assyrtiko 2010 (Grécia/Santorini) – Tensão e comoção, intransigência e severidade. A energia a conviver com a delicadeza. Electricidade pura, secura, pureza e loucura. Precisão e rigor. Arrepiante!
  • Gaja Barbaresco 2007 (Itália/Barbaresco) – Charme, leveza, frescura, rusticidade e nobreza. Tradição e inovação, modernidade e classicismo. Emoção e razão, segurança e vigor. A arte de mudar deixando tudo na mesma. Misterioso!

segunda-feira, outubro 03, 2011

Tinto da Talha Grande Escolha 2008

Em solos vermelhos de xisto no Redondo, encontra-se a Herdade da Madeira Nova de Cima, onde se produz  as uvas tintas para os vinhos Roquevalle. No Redondo produz-se vinhos com estrutura e robustez.

O Tinto da Talha, é parcialmente fermentado em talhas. Este processo foi iniciado pelos fenícios e divulgada pelos romanos há mais de 2000 anos.
As talhas ou se quisermos, "dolias", são recipientes de barro cozido, geralmente com capacidade de 1000 litros, revestidos no seu interior por pez, que não é mais do que uma substância resinosa, para que o vinho não entre em contacto com o barro. Empresas familiares faziam uma mistura de "pez", em função do estilo de vinho que o produtor pretendesse, pisteiros é o nome dessa profissão. O município de Borba informa de que o Alentejo é a única região do mundo onde se realiza esta prática, e no sentido de a perpetuar, juntamente com a Adega Cooperativa de Borba, será produzido mais uma vez este ano, vinho através deste método.

O Tinto da Talha de 2008 é feito de Aragonês e Alicante Bouschet. Possuí um aroma horizontal e fresco, frutos vermelhos, essencialmente cereja, balsâmico, apontamentos de barro. Ataque de boca médio, estrutura modelar para o volume de boca, equilibrado, com a acidez a transportar os aromas especiados e de terra molhada para o retronasal, prolongando o final de boca.

Vinho Ameal Entre os 50 Melhores Vinhos Portugueses de 2010 no Reino Unido



Entre os 50 Melhores Vinhos Portugueses de 2010 no Reino Unido e com presença na lista de vinhos de mais de seis restaurantes com estrelas Michelin na Inglaterra e na Escócia
29 Set 2011 < Início < Notícias
Um vinho que o seu produtor, Pedro Araújo, classifica de «fantástico! Muito complexo mineral e com uma das melhores integrações de madeira feito até agora em todas as edições deste vinho único, criado pela Quinta do Ameal», cuja primeira produção foi o Ameal Escolha 2000.
De referir ainda que este foi o primeiro Loureiro feito em Portugal, fermentado e estagiado em barricas de carvalho francês devidamente seleccionadas para esta casta e para criar este perfil de vinhos.
Entre os 50 Melhores Vinhos Portugueses de 2010 no Reino Unido e com presença na lista de vinhos de mais de seis restaurantes com estrelas Michelin na Inglaterra e na Escócia, estes vinhos, apenas brancos e produzidos em Ponte de Lima, têm estado regularmente entre o top dos brancos com notas de prova dos mais reputados críticos internacionais, como Robert Parker, Jancis Robison, Charles Metcalfe, Sarah Ahmed, Marcelo Copell, Tom Cannavan e Tom Marthinsen, entre outros.
Mais recentemente, os vinhos Ameal foram os vencedores deste ano do Concurso de Vinhos da Wine Society - o principal e mais cotado clube de vinhos do Reino Unido, como passaram a integrar a lista do Northcote Restaurant/Hotel, também ele com estrelas Michelin.

Ficha Técnica Ameal Escolha
Região de produção - Sub-região do Lima
Uvas produzidas de forma biológica certificada.
Nota de prova - Límpido e cor citrina. Aromas florais, flor de laranjeira. Frutado, bem combinado com o abaunilhado e fumado resultante do estágio em carvalho francês novo de Nevers. Estágio durante 6 meses em barricas especialmente seleccionadas em França para a casta Loureiro. O final de boca é longo e complexo próprio de um grande vinho.
Produção - 8.000 garrafas/ano.

Quinta do Ameal
Nos 12 hectares da Quinta do Ameal, a escassos quilómetros de Ponte de Lima, os vinhos brancos são produzidos com cuidados extremos e produções muito reduzidas, não utilizando nos tratamentos da vinha, da Quinta do Ameal, qualquer produto químico, uma produção inteiramente ecológica.
Uma paixão de Pedro Araújo, que desde muito novo desenvolveu a sensibilidade e o gosto pelo mundo dos vinhos, também pela sua ligação familiar a Adriano Ramos Pinto, seu bisavô e fundador da empresa com o mesmo nome
Pedro Araújo é actualmente produtor da Quinta do Ameal, onde são produzidos apenas vinhos brancos e cuja estratégia assenta fundamentalmente na criação e divulgação de vinhos de qualidade a partir da casta Loureiro, alargando desde 2006 também para a casta Arinto.