
"Tão bom...Tão simples...Tão barato...
Abertura rápida... assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."
Estas mensagens são a base da nova campanha da "Quinta do Côtto".
Em relação ao vinho rolhado afirmo o seguinte:
"assegura carácter, preserva juventude, evita sabor a rolha."
Em concursos internacionais em que participaram (e participam), vinhos rolhados e de abertura fácil, constactou-se a eliminação de vinhos de abertura fácil, por defeitos que o vinho tem, bem como pelo aroma de TCA, tricloroanisol, o chamado cheiro a rolha, nos vinhos rolhados.
Sabemos que um vinho rolhado tem um custo superior ao vinho de abertura fácil,e evita devoluções para o distribuidor e produtor quando é detectado o TCA.
No vinho de abertura fácil, tudo é fácil: impossível ter cheiro a rolha, preço de custo optimizado e abertura em qualquer sitio e em qualquer situação. Com a vantagem de possíveis defeitos pela acção do vedante, ser menos perceptível do que o "mofo, bafio" da rolha.
O grupo Amorim superou sempre as expectativas em exportação de rolhas, mas nunca investiu tanto em tecnologia, melhoramento e aperfeiçoamento, como num passado recente. Mas essa empenho e investigação começou com muitos anos de atraso e agora a factura paga-se caro e em português.
O vinho é prazer e quando se bebe com dedicação, carinho e reconhecimento pelo prazer que esse acto nos proporciona, tudo o que façamos na preparação desse prazer, chamamos ritual e manusear um saca-rolhas faz parte dos grandes momentos no ritual do vinho, e ele é tão válido num vinho de 4,00€ à venda numa grande distribuição como é válido numa recordação de baú.
É tudo uma questão de filosofia e do que se procura ao beber um vinho, eu não compro por comprar nem bebo por beber, pelo facto optarei sempre pelo ritual.

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