"Casta velha e rara de Bordeús muito cultivada no Mèdoc no princípio do Sec.XVIII, tendo juntamente com a Cabernet Franc, criado as rerputações das suas melhores propriedades. Daurel refere que a videira é robusta e se utilizava para produzir um vinho excepcionalmente bom, mas que foi abandonada dada a sua susceptibilidade ao desavinho e às fracas colheitas resultantes desse facto.
O seu nome pode muito bem estar relacionada com a palavra ´Carmine´ e ainda hoje dá pequenas quantidades de vinho excepecionalmente encorpados e de cor carregada, podendo mesmo estar a viver, com a Petit Verdot, uma segunda vida, nomeadamente por intermédio da Carmen, no Chile, que decidiu vender a sua versão varietal com o nome de Grand Vidure ( sinónimo histórico adoptado pela adega Carmen do Chile para as suas vinhas de carmenére, identificada no inicio dos anos 90)."
in Jancis Robinson.
Antes da Filoxera chegar ao continente viníco europeu, o Chile por acção dos colonos, tinha em seu território Cabernet sauvignon, Cabernet franc e Merlot, casta que ficou na história do chile pelo modo como deu fama a Carmenére.
Os produtores chilenos na presença do Carmenére tratavam-na como sendo um clone de uma Merlot. O ampelógrafo Jean Boursiquot redescobriu a Carmenére no Chile e a mesma foi oficialmente reconhecida pelo governo chileno em 1998.
O vinho em questão tem uma óptima relação preço / qualidade e está disponível nas garrafeiras da moda em Portugal.
Púrpura, de média intensidade, fruto de película no aroma com especiado concentrado.
Ataque de boca envolvente, com textura acetinada e taninos amigos a estructurar elegantemente o conjunto deste vinho alegre e fresco, de final generoso.
quarta-feira, dezembro 30, 2009
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