Realizou-se no dia 17, no I.S.A, em Lisboa mais uma sessão de "Conversas à volta do Vinho".
O tema da conversa foi «Um Crítico de Vinhos confessa-se», João Afonso o convidado surpreendeu a plateia, desmistificando-se e dando-se a conhecer, como um bom vinho.
Meio a brincar meio a sério confessou detestar Fois-Gras e ser apaixonado por caracois e cerveja; gostaria que a nova classe de Enólogos dessem mais atenção às técnicas do Velho Mundo; admitiu beber mais brancos que tintos.
Olivicultor desde 1984 e Vitivicultor desde 2009; a João Afonso mais do que o vinho, fascina-lhe todos os factores que permitem que o vinho se torne num produto engarrafado, é essa paixão que o faz produzir vinho, e provado o Rogenda branco de 2000, um palha carregado de oxidação (benéfica), de aroma fantástico, frutos secos,notas fumadas, dinâmico na boca, de frescura viva e final de boca intenso, percebe-se que leva muito a sério tudo o que faz.
Após a apresentação do branco, provaram-se dois tintos alentejanos e dois bairradas também tintos, o objectivo foi analisar-se vinhos da mesma Região à duas filosofias, no alentejo a inclusão de castas estrangeiras e o vinho do Alentejo pré-moderno, com castas portuguesas. Na Bairrada o debate centrou-se na legislação e na não optimização de um património chamado "Baga".

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