quarta-feira, novembro 18, 2009

PORTO MESSIAS ROSÉ inovador rubi leve


Saiu para o mercado um novo porto Messias, desta feita um rosé. Trata-se de um vinho do Porto de estilo ruby leve.

Processo de Vinificação:
Esmagamento e prensagem suave das uvas. Mosto fermentado a baixas temperaturas em cubas de inox, quando o mosto atinge o grau de doçura pretendido adiciona-se a aguardente viníca (77%) de modo a que a fermentação alcoólica pare com a presença de açucares residuais.

Notas de Prova:
É um vinho do Porto de estilo Ruby leve, que apresenta uma atractiva cor rosada, fruto de um contacto limitado com as películas das tradicionais castas do Douro durante a vinificação.
Este inovador vinho do porto é mais leve, redutor e muito frutado. Sirva bem fresco, é delicioso como sobremesa.

Castas: Touriga Nacional;
Touriga Franca;
Tinta Roriz;
Tinta Barroca.

Solo: Xistoso
Álcool: 19,5 % vol.

Fonte: Revista dos escanções

terça-feira, novembro 17, 2009

85 vinhos em 300, medalhados na Alemanha

85 vinhos portugueses premiados no Concurso Internacional de Vinhos "Mundus Vini 2009"na Alemanha

Foram publicados recentemente na Alemanha os resultados do grande Concurso Internacional de Vinhos “Mundus Vini 2009”, organizado pela 9ª vez pela editora alemã especializada em vinhos e bebidas alcoólicas “Meininger Verlag GmbH”.
Participaram no concurso 5729 vinhos de 44 países (em 2008: 5.300 vinhos de 41 países). O júri, composto de 275 especialistas internacionais, provou todos os vinhos conforme o regulamento da “Organisation Internationale de la Vigne et du Vin (OIV), o que faz deste evento a maior “prova cega” de vinhos no mundo.

No total, participaram no concurso cerca de 300 vinhos portugueses, dos quais 85 vinhos (em 2008 – 68 vinhos) foram premiados com medalhas.

Foi reconhecida a qualidade dos vinhos portugueses nas seguintes categorias:

Brancos: 2 Medalhas de Ouro, 13 Medalhas de Prata
Roses: 1 Medalha de Prata
Tintos: 15 Medalhas de Ouro, 46 Medalhas de Prata
Vinhos Fortificados: 4 Medalhas de Ouro, 4 Medalhas de Prata

Entre os vinhos premiados encontram-se 21 vinhos do Alentejo (vinhos DOC e regionais) e 14 do Douro, 10 da Estremadura (Lisboa) e 8 do Dão.

O êxito de vinhos portugueses neste concurso demonstra mais uma vez a qualidade e competitividade da oferta nacional nos mercados internacionais.

A Associação Alemã de Viticultura publicou recentemente os dados sobre a importação alemã de vinhos no período de Agosto de 2008 a Julho de 2009 que sublinham o acima exposto.

Conforme estes dados, a importação alemã de vinhos portugueses atingiu uma taxa de crescimento de 12,5% em valor e de 10,3% em volume, ultrapassando assim de longe o crescimento do total das importações de vinhos neste mercado (-0,1% em valor; 1,5% em volume).

Fonte: Viniportugal

o melhor do Douro (tintos), prova Revista de Vinhos

Na prova realizada pela Revista de Vinhos ficou patente a qualidade "Douro", no entanto o perfíl dos vinhos aproximam-se muito, e padronizar uma região com um micr-clima próprio e "...com a força da localização da vinha tão vincadamente importante, poder-se ia esperar mais diferenciação nos vinhos dado à prova.Se são vinhas velhas, se são de castas desconhecidas, se são de encostas viradas a norte, se são dos altos ou dos baixos, nenhuma dessas características parece estar presente na maioria destes vinhos..."

Classificação Revista de vinhos:

30,00€ 18,5 Poeira Douro 2007, produtor: Jorge Moreira

25,00€ 18,0 Azéo Reserva 2007
50,00€ 18,0 Pintas 2007
35,00€ 18,0 Quinta da Grincha 2007
22,00€ 18,0 Quinta das Tecedeiras Reserva 2007
22,50€ 18,0 Quinta do Infantado Reserva tinto 2007
60,00€ 18,0 Quinta do Vale de Meão 2007

35,00€ 17,5 Aneto Grande Reserva 2007
60,00€ 17,5 Batuta 2007
17,30€ 17,5 Corpus 2007
79,00€ 17,5 Duas Quintas Reserva Especial 2007
26,00€ 17,5 La Rosa Reserva 2007
12,00€ 17,5 Passagem Reserva 2007
18,00€ 17,5 Quanta Terra 2007
39,00€ 17,5 Quinta da Casa Amarela Grande Reserva 2007
21,00€ 17,5 Quinta do Portal Grande Reserva 2006
25,00€ 17,5 Quinta do Vale D.Maria 2007
30,00€ 17,5 Quinta dos quatro ventos Reserva 2006
30,00€ 17,5 Quinta da Touriga Chã 2007
40,00€ 17,5 Quinta do Noval 2007
28,00€ 17,5 Quinta do vallado reserva 2007
44,00€ 17,5 Quinta do Vesúvio 2007, produtor
24,00€ 17,5 Quinta Nova reserva 2007
20,00€ 17,5 Tapadinha Grande Reserva 2007
24,00€ 17,5 Vale do Tua 2007

20,00€ 17,0 Apegadas Quinta Velha Grande Reserva 2007
70,00€ 17,0 Borges Grande Reserva 2005,
9,00€ 17,0 Carm reserva 2007 (boa compra R.V 9,00€)
El Corte Inglês 8,70€
30,00€ 17,0 Cerro das Mouras Grande Escolha tinto 2004
25,00€ 17,0 Conceito Douro 2007
23,00€ 17,0 Crooked Vines 2007
12,50€ 17,0 Curva reserva 2006
35,00€ 17,0 Domini Plus 2007
28,50€ 17,0 Maritávora reserva 2007
16,00€ 17,0 Odisseia Reserva 2006
40,00€ 17,0 Passadouro reserva 2007
51,50€ 17,0 Quinta do Crasto Douro T.N 2006
39,40€ 17,0 Quinta da Foz 2006
15,00€ 17,0 Quinta da fronteira 2007
26,00€ 17,0 Quinta da Leda 2007
35,00€ 17,0 Quinta da Romaneira 2007
13,95€ 17,0 Quinta de Roriz Reserva 2004
25,00€ 17,0 Quinta do Tedo Savedra Grande Reserva 2007
22,50€ 17,0 Soares Duarte TTT 2006
20,00€ 17,0 Vale de Pios 2005
16,00€ 17,0 Vértice reserva 2007
25,00€ 17,0 Zimbro Grande Reserva 2006

17,00€ 16,5 Atalaya 2007
28,00€ 16,5 Brites Aguiar 2007
45,00€ 16,5 Chryseia 2007
26,00€ 16,5 D+D 2006
08,30€ 16,5 Palato Do Côa reserva 2007
32,00€ 16,5 Quinta dos Avidagos Reserva 2007
16,50€ 16,5 Quinta de Cidrô Reserva cab.S/T.Nac. 2005
23,00€ 16,5 Quinta do Couquinho Grande Reserva 2007



O ano de 2007 foi excelente e continuará a sê-lo enquanto houver garrafas com vinho guardado.
No Alentejo, em dois produtores com os quais conversei informaram que tiveram de antecipar a vindima em três semanas, O que é que isso significa?

O paínel de classificação da Revista de vinhos, obviamente que é discutivel, mas é interessante verificar que as marcas "conceituadas" fazem do preço um factor de Status.

Nos restaurantes esse "nicho" é ainda mais evidente. É importante beber o vinho ou a garrafa?
Pode ser circunstancial o motivo pelo qual se escolhe um determinado vinho, o que me apercebi é que o cliente viajado leva muito a sério o dinheiro que gasta com o vinho numa refeição: essa cultura é benéfica para o consumidor e também para o produtor. Quanto mais se democratizar o preço mais rotação terá, veremos esse mesmo vinho em ruas e becos e não só em avenidas palacianas.

Os restaurantes é verdade, também não ajudam, colocam preços como se o encargo das vindimas, engarrafamento e distribuição fossem seus e com isso inflacionam a refeição do cliente, o vinho tem esse dom.

Após a leitura da classificação, muitos vinhos ou serão retirados da carta, ou serão inflacionado mais uma vez.
Eu sempre tive obsessão de ganhar muito dinheiro com o vinho que selecionava para o restaurante onde trabalhava, mas aos poucos fui-me apercebendo que a politica do preço justo é a mais correcta. o Preço justo poderá ter várias leituras, para mim é não colocar preços excessivos em vinhos, que saem muito pouco e que estão lá só para nos embasbacar, ou direi provocar?!

Perguntamo-nos, este vinho é muito bom, tem um preço fantástico, ficará muito desajustado na nossa carta se não inflacionarmos o preço, eu tive esse problema e resolvi-o, não colocando esse vinho na carta como garrafa, mas vendendo a copo e com muito sucesso, a vantagem da parcimónia nos preços dos vinhos numa carta com nivel, é que abrimos várias janelas para o cliente escolher e com isso equilibrar a carteira. Um vinho com óptima relação preço/qualidade só dignifica o sitio onde é vendido, pela pesquisa, novidade e pelo conhecimento que o cliente reconhece e agradece.

Ps - A prova cega é o lado mais humano da prova, porque nos faz rir de nós próprios, tenhámos conhecimento vínico ou mera presunção ( no fundo o defeito de qualquer mortal), a verdade que doí é aquela que se paga por ostentação, o carinho, sentimento fútil da modernidade tem o dom de valorizar o sentimento e a construção de mitos que o marketing cria. O Douro, todos sabemos que dificilmente uma garrafa possa ser vendida com lucro a menos 7,00€, Não tem a planitude do Alentejo.

É altura de começarmos a pensar que em colheitas menos bem conseguidas o preço tem de ser reajustado à presente realidade e não ao "Status" omnipresente, o património do Douro é um todo e a ética é um bem que tal como o vinho preserva a humanidade.

Há vinhos no mercado a um preço bem inferior aos mencionados no conjunto das classificações, e em relação por exemplo ao "Passadouro" como diria o meu amigo Rui Rodriges, é uma pedófilia provar um vinho "tão" jovem, não provei uma milésima parte dos vinhos provados, por exemplo pelo Aníbal Coutinho, mas sei que este vinho ao ser provado no timming certo, dará belas cartas, ao invés desta prova. Resultado, os paineis de prova, imiscuindo-me, criticam a linearidade de vinhos de "terriors" diferentes, mas colocam para prova vinhos que nasceram para serem duros como o Douro é, e com isso penalizam-nos. Como diria um grande senhor:- e esta, hein!

Por falar no Douro

domingo, novembro 15, 2009

Fraga da Galhofa Reserva 2006 Tinto

O Fraga da Galhofa Reserva 2006, é um vinho que me deu muito prazer em beber.
Vermelho intenso com auréola violácea. Fruto de película, cacau e ligeiro licorado, num todo muito elegante.

Envolvente na boca,fruta com boa presença,taninos sedosos a envolver o conjunto.
O vinho está muito agradável, o aroma pede tempo para se tornar mais complexo.

A limpidez, tanto no aroma como na boca,agradou-me positivamente, esse dado torna-se mais relevante para mim, pelo facto do vinho ter sido provado com outros tintos do mesmo ano e da mesma região,aqui não há extracção excessiva, nem notas sobremaduras.

quarta-feira, novembro 11, 2009

Tapada da Torre Reserva 2007

Em Contra-ciclo, num restaurante famoso de Lisboa, coloquei em 2006/2007 o vinho Tapada da Torre Reserva 2004 Tinto Algarve. Não tenho as notas, nem sei se evolui ou regredi desde então. O facto é que o coloquei num restaurante muito conhecido um vinho do Algarve. O estabelecimento que apesar de não ter um serviço de vinho condizente com o estatuto do mesmo e dos clientes que o frequentavam, vendia vinho a sério, mesmo muito a sério...adelante.

O vinho de que falei era inovador para o que se fazia na altura na região, pela estructura, pelo equilibrio, pelas castas usadas; Touriga Nacional, Alicante Bouschet e Castelão.

Hoje provei o Tapada da Torre de 2007 reserva.
Ano diferente, castas diferentes; Trincadeira, Touriga Nacional, Cabernet-Sauvignon e Syrah, o terreno é o mesmo argilo-calcário.

Inicialmente no aroma tive a percepção de cereja e àlcool, obviamente o vinho pedia mais tempo. Após oxigenar o vinho revelou-se, fechado, com o álcool menos presente. Mas lá estava a fruta madura e os tostados intensos.

Na boca, médio ataque, corpo médio e «quase vibrante»?! Fruta e tostados muito misturados a dar ao conjunto incompreensão, para mim. Final de boca razoavel com secura de boca.

Após essa prova, recorri ao "Vinhos de Portugal 2010" do João paulo martins e o final faz-me lembrar um vinho que provei ontem. A nota de João paulo martins diz o seguinte: ...Na boca nota-se um corpo médio, muita sensação quimica e uma dúvida existencial: beber ou guardar? Pelo aroma guardar, pela boca beber. E agora?

O vinho que bebi ontem foi o Dolcetto D'alba Prunotto 2003.
Pelo aroma eu percebi, estructura e tempo para evoluir, pela boca e pelo perfil do corpo e da fruta no mesmo, percebi "o oposto". aqueles quimicos na boca não pedem outra coisa senão serem bebidos já.

Nota - A casta Dolcetto, dá ao corpo do vinho uma estructura média, e as carateristicas da mesma estão presentes neste vinho.

Ps2 - vou guardar uma garrafa do Tapada da Torre e ver como estará daqui a alguns meses, se me lembrar.

Video João Nicolau de Almeida

João Nicolau de Almeida em entrevista de Kim Marcus, da Wine Spectator, fala do Douro, da sua capacidade de fazer vinhos diferentes, através do património de castas varietais existentes em portugal. No que toca ao "Terroir" fala da vantagem de se poder conjugar no caso do vinho Duas Quintas, para a feitura do lote, uvas da Quinta da Ervamoira a 150 metros de altitude ( estructura e maturação) e uvas da Quinta dos Bons Aires 1 600 metros de altitude (frescura e acidez).

terça-feira, novembro 10, 2009

Companhia das Quintas na Wine Enthusiast

Nove distinções para a "Companhia sas Quintas, na tabela de pontuações de melhores vinhos editados pela revista morte americana Wine Enthusiast.

Escolha dos Editores Editors Choice
93 Pontos Quinta de Pancas Grande Escolha Tinto 2005 (Reg.Estremadura)
92 Pontos Quinta de Pancas Touriga Nacional Reserva tinto 2005


Melhor Compra Best Buy Num máximo de 100 pontos:
92 Pontos Fronteira Selecção do Enólogo Tinto 2006 (Douro Doc)
92 Pontos Quinta do Cardo Selecção do Enólogo Tinto 2005 (Doc B.I)

90 Pontos Pegos Claros Garrafeira Tinto 2005 (Doc Palmela)
90 Pontos Morgado de Santa Catherina 2007 (Doc Bucelas)
90 Pontos Fronteira Tinto 2006 (Douro Doc)

89 Pontos Quinta de Pancas Tinto 2006 (Reg.Estremadura)
89 Pontos Prova Régia Arinto Branco 2008 (Doc Bucelas)

segunda-feira, novembro 09, 2009

Vinhos-uma festa para os sentidos de Rogerio Dardeau

Sessão de Lançamanto do livro "Vinhos-uma festa dos sentidos" na ViniPortugal, 10 de Novembro às 17 Horas.

Rogerio Dardeau, como se vê pelo sobrenome, descende de franceses. A família Dardeau
elabora vinhos, a partir de vinhedos próprios, há quatro séculos, em França, na região de Montlouis-sur-Loire. Talvez por isso, várias gerações depois, Rogerio traga no sangue grande interesse pelo vinho.
Desde o início dos anos 1970 vem estudando vinhos e, entre 1984 e 1986, teve uma formação particular com um escanção português. Embora estude e seja um apreciador de
vinhos das diferentes regiões do mundo, Rogerio tem um
cuidado especial com os vinhos brasileiros. Recentemente concluiu um estudo sobre a
vitivinicultura brasileira, sugerindo uma categorização dos produtores.
Rogerio é advogado, especializado em Direito Coletivo do Trabalho, e tem Mestrado em
Engenharia de Produção. Publicou também Vinhos... é importante lembrar (Mauad), Navegador de Liberdades (romance), Largo da Carioca (contos) e A Sociedade em Negociação (Mauad).


Editorial Estampa
Contacto: Marisa Silva
Rua da Escola do Exército, 9, R/C – Dto. – 1169-090 Lisboa
Tel.: 213555663
Fax: 213141911
E-mail: estampa@estampa.pt
Website: www.estampa.pt

domingo, novembro 08, 2009

Wine Enthusiast 100 best buys Quinta do Penedo 2007

Listagem dos 9 vinhos portugueses recomendados:

2º Quinta do Penedo 2007, Messias (88)
9º Cabriz Colheita Seleccionada 2007, Dão Sul. (90).
16º Varanda do Conde Vinho Verde branco 2008, Provam (90)
20º Grand’Arte Shiraz Estremadura tinto 2007, DFJ Vinhos (90 pontos)
28º Callabriga Douro tinto 2006, Sogrape (90)
32º Casa d’Aguiar Beiras tinto 2006, Caves Aliança (89)
41º Quinta das Arcas Vinho Verde branco 2008, Arca Nova (88)
56º Quinta da Garrida Dão tinto 2006 (90), Caves Aliança
66º Quinta do Alqueve Fernão Pires Ribatejo branco 2008 (88), Pinhal da Torre

O Quinta do Penedo é um vinho que sempre teve uma boa relação preço / qualidade, suponho que tenha sido esse o objectivo para a criação da marca "Penedo",a sua filosofia tem sido sempre o preço aliado a um bom produto.

Adorei o 2005, o 2006, talvez por ter ainda pouco tempo em garrafa, tive dificuldade em perceber o aroma.

A distinção atribuída pela Wine Enthusiast vem reforçar a qualidade evidente das Caves Messias e o trabalho sério, ano após ano.

quarta-feira, outubro 28, 2009

Time Out Especial Vinhos


Dia 21 de Outubro, semana passada, a revista Time Out editou um "Especial Vinhos". O forte do artigo foram os "Wine-Bar de Lisboa. Uns já conhecidos, outtros nem por isso.

As reportagens televisivas honraram o horário nobre com os Wine-Bar de Lisboa, foi uma azáfama, um sucesso e muito negócio para os mencionados na Revista.

Entre os citados há os com muita qualidade, os que não servem uma tabua de queijo com o minímo de apresentação e os que tendo o nome de Wine-Bar, têm apenas uma marca de vinhos com três tipos; branco, rosé e tinto, e no tinto não conte com temperatura controlada mas sim ambiente e no verdadeiro sentido da palavra.

Não sendo o objectivo fazer justiça, gostaria de vos apresentar o Melkia Bistrô do meu amigo Vasco loja:

Posso dizer que é um Wine-Bar, e dos bons. No Melkia encontro vinho a copo com controle de temperatura, tenho uma boa selecção de meias garrafas de Porto´s (alguns raros) e um aconselhamento atento e eficaz e garanto-vos que a tabua de queijos é poderosa, além da variedade prima pelo molho Chutney e com sorte uma tiras muito finas de Bacon.

lapas no forno; Roastbeef em salada com molho de semente de mostarda ou sandes do mesmo equilibradas com legumes e uma doçaria compatível com; porto´s, moscateís e demais sinergias gastronómicas.

Muffin´s salgados, empadas indo-portuguesas, de galinha, de espargos verdes e tudo feito diariamente. Vinhos franceses também há mas a primazia é o nacional, do bom a preços cordatos.

As refeições são ligeiras, as sopas mágicas. E a pedido pode se surpreender muito mais o cliente que como todos se transformam em amigos, aquecendo em calor humano e afectos o espaço onde a qualidade é uma prioridade e o atendimento uma certeza de que valeu a pena experimentar este espaço em Telheiras, que sendo telheiras não deixa de ser Lisboa.

Classificação Vintage 2007


O ano de 2007 será num futuro proximo um ano de grandes e belas recordações, nele estão os alicerces dos Vintage 2007 e com isso a divulgação de Portugal a nível mundial.

Aqui está uma síntese da classificação das duas revistas mais importantes do sector; A Revista de Vinhos e a Wine:

Wine
19,5 - Dow`s Vintage 2007
19,5 - Fonseca Vintage 2007

19,0 - Graham´s Vintage 2007

18,5 - Taylor's Vintage 2007
18,5 - Warre´s Vintage 2007
18,5 - Niepoort Vintage 2007
18,5 - Quinta do Noval Vintage 2007

18,0 - Nieeport Pisca Vintage 2007
18,0 - Quinta do Vesúvio Vintage 2997

Revista de Vinhos
19,0 - Fonseca Vintage 2007
19,0 - Quinta do Vesúvio Vintage 2007

18,5 - Graham´s Vintage 2007
18,5 - Quinta do Noval Vintage 2007
18,5 - Taylor´s Vintage 2007

18,0 - Dow´s Vintage 2007
18,0 - Quinta da Romaneira Vintage 2007

17,5 - Croft Vintage 2007
17,5 - Ferreira Vintage 2007

As diferenças entre os paineis das revistas são notórias, no entanto há uma base que interliga e fundamenta as semelhanças no seu todo.

Há empresas que vendem sistema de análise para detectar o padrão de gosto do fazedor de opinião. Como? Analisando os vinhos que ele classifica.

Em recente leitura do livro de Aníbal Coutinho "Guia popular de Vinhos", verificou-se alterações, no tocante as classificações dos melhores vinhos, Aníbal coutinho em vez de classificar com notas optou por corações. Podem afirmar que a classificação não deixa de estar lá, mas para mim é uma evolução, uma postura e a percepção de um profissional que sente o peso da responsabilidade de dar e tirar vendas.

Na revista de vinhos João paulo Martins escreve e passo a citar:"-fica, claro aqui a célebre dúvida: seria este o vinho ideal para acompanhar este prato? Este tema que fará as delícias dos jovens turcos recém-chegados a estas temáticas, não me preocupou minimamente. O meu interesse estava focado no vinho e o arroz cumpriu a sua função de acompanhante. Seguramente que ambos me souberam bem e, nestes casos, não adianta muito elaborar grandes teorias sobre a perfeita combinação da textura gelatinosa das línguas com a macieza tânica do vinho..."

Em relação ao Porto Vintage na ligação com os puros,J.P.M diz preferir o Porto Colheita, mas que isso são gostos. É esse gosto, pessoal ou profissional que afirma o carácter de quem o tem, e todos temos o nosso "gosto". Podemos discutir o sexo dos anjos mas, é importante disfrutar mais e sofrer menos, na procura da descoberta do fruto silvestre, do alcaçuz, o cerébro mata o prazer. E como afirma Luís lopes "...a opinião mais importante é sempre a sua".

domingo, outubro 04, 2009

Richard Mayson e os Vintage de 2007

" Um vintage único". É com este titulo que o crítico Richard Mayson começa o seu artigo sobre os Porto Vintage de 2007. Porquê o "único"? Bem porque, diz ele, "nesta fase, os (Vintage) 2007 possuem uma vivacidade, dinâmica e pureza de fruto como nunca vi". E continua: "As palavras 'elegância' e 'distinção' aparecem com frequência nas minhas notas de prova, especialmente com os melhores vinhos, que mostram um equilíbrio perfeito e são suportados por taninos finos e redondos". Outra frase emblemática: "Muitos já se bebem com muita satisfação"(...)mas os melhores vinhos "têm todos os componentes para durarem 20 anos ou mais". Mayson indica que a razão está no clima peculiar de 2007, mais fresco no Verão que o normal e com uma época de vindima que deu tempo para tudo.

(...)Como os vinhos no geral estão bebíveis agora (coisa que já tinha acontecido em 2003), levantou-se a dúvida se os produtores não estarão a fazer vinhos com menos longevidade. Numa coluna anexa, o jornalista Richard Woodard pergunta se os produtores não estarão a mudar o estilo do Vintage? Três homens do Porto respondem à questão, negando modificações na adega. No geral, fica a ideia que os vinhos são bebíveis mais cedo porque são de facto melhores, fruto de aperfeiçoamento em vinha e enologia.

19,5 Valores
Quinta do Vesúvio Vinha da Capela
Quinta de Vargellas Vinha Velha

19,0 Valores
Dow´s
Graham´s

18,0 Valores
Warre´s
Niepoort
Quinta do Vesúvio

14,5 Valores
Sandeman
Quinta de Roriz
Vale de Meão

terça-feira, setembro 29, 2009

Reserva Syrah / Castelão Vinho Regional 2008 Tinto

14º Vol. 75 cl

Ruby intenso, aroma fresco com as especificidades da casta, Baunilha, notas tostadas da barrica onde estagiou.
Apresenta-se com densidade na boca, redondo, com doçura, as notas tostadas do aroma confirmam-se na boca, Taninos firmes e secos num final prolongado.
Este regional estagiou nove meses em barricas de 300 lts (25% novas e 75% usadas), tendo repousado 6 meses em garrafa antes de ser comercializado.
No loteamento utilizou-se 75% de Syrah e 25% de castelão, as barricas utilizadas foram o carvalho americano no Castelão e carvalho francês no Syrah.
A colheita foi efectuada na Quinta do Anjo e Lau em Palmela, onde predomina o tipo de solo arenoso.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Vinho Val dos Alhos Castelão 2008


14% VOL.
Vermelho na cor, rim de média profundidade, auréola violácea.
Frutado no aroma, fruto de película, ligeiro alicorado, abaunilhado.
Boa concentração de fruta na boca, um pouco austero, nada arrumadinho, intensidade de boca entusiasmante com secura final

Trapiche Roble malbec 2007


Vinho de altitude, de um vermelho intenso na cor. Inicialmente de aroma fechado, ganha amplitude com a oxigenação e a estabilização da temperatura nos 16º-18º.
Cereja e cacau no aroma, boa concentração. Na boca apresenta-se com fruta de boa qualidade,cereja, cacau e madeira usada a estilizar o conjunto.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Sanguinhal 2000 tinto DOC, Óbidos


Cor aberta, anel com ausência de auréola, madeira a envolver o fruto de película, notas de evolução, tostado e envolvência de conjunto a optimizar o conjunto fenólico. Na boca apresenta-se com densidade, taninos polidos (após bom arejamento), textura envolvente, madeira presenta e final de boca de longevidade considerável, em final sedoso mas com alguns ventos.
13% Vol.Castas: Castelão, Tinta Míuda e cardigan, compôem e envolvem o lote de 2000 do Quinta do Sanguinhal.

Castelão
"Muito cultivada no sul de portugal e conhecida diversamente por Periquita da arrábida, em Palmela e no Ribatejo; João de santarém ou Santarém em partes do ribatejo, Mortágua no Oeste;e até mesmo Trincadeira preta noutras partes do país. Esta videira versátil pode produzir vinhos tintos frutados, relativamente carnudos, às vezes com um ligeiro carácter de caça, que podem ser bebidos jovens ou envelhecidos.

Tinta Míuda
Casta de produtividade média a alta, de abrolhamento tardio e ciclo longo, de vigor fraco (de evitar podas em vara longa). Tem grande tendência para o "desbagoamento", se chover durante o vingamento. É sensível à podridão cinzenta. Requer terrenos secos de encosta, terrenos quentes.
Os seus vinhos apresentam cor intensa, sendo adstringentes e encorpados, com boa capacidade de envelhecimento.

carignan
O seu vinho tem tem teores elevados de tudo-acidez, taninos, cor, amargor-excepto de sabor e encanto. Isto faz com que esta casta sofra de um inconveniente duplo: é imprópria para ser consumida cedo, e contudo é indigna de envelhecer.

Aprovado Estatuto Denominação de origem e indicação geográfica

APROVADO ESTATUTO
Denominações de origem e indicação geográfica da Região Demarcada do Douro

Foi hoje publicado o Decreto-Lei n.º 173/2009, de 3 de Agosto, que aprova o Estatuto das Denominações de Origem e Indicação Geográfica da Região Demarcada do Douro. Culmina, assim, em Decreto-Lei, este longo processo iniciado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), com a participação e debate em Conselho Interprofissional, com o consenso unânime das profissões ali representadas. O documento pretende, por um lado, simplificar e unificar um conjunto diversificado de diplomas que regulam a vinha e o vinho na Região Demarcada do Douro (RDD) e, por outro lado, proceder a uma actualização da disciplina jurídica das denominações de origem («Porto» e «Douro») e da indicação geográfica («Duriense») da Região.

Este diploma teve uma gestação de cerca de 10 anos, com dezenas de reuniões, tendo-se iniciado a sua discussão no Conselho Geral da Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD), e continuada no Conselho Interprofissional do IVDP.

Com a entrada em vigor deste Decreto-Lei, revogam-se vários diplomas (19), alguns do início do século passado, sendo de realçar, na actualização da disciplina jurídica dos vinhos e produtos vínicos da RDD, as seguintes alterações em relação ao regime anterior:

Um reforço da protecção das denominações de origem «Porto» e «Douro», atendendo, em especial, ao seu grande prestígio internacional;

No domínio da vinha (incluindo, designadamente, a reestruturação e as práticas culturais) procedeu-se à unificação da disciplina jurídica de modo a harmonizá-la com o consagrado no plano nacional e comunitário.

A necessidade de constituição de reservas de qualidade no vinho do «Porto» de modo a assegurar o envelhecimento dos vinhos, enquanto condição indispensável para que o produto apresente as características que tanto o valorizam. A única alteração actual – já com raízes em regimes anteriores – traduz-se na admissão da cedência de vinho com capacidade de venda na observância, contudo, de um conjunto de requisitos rigorosos.

A defesa das denominações de origem «Porto» e «Douro» e a inerente protecção dos consumidores, o prestígio internacional de tais denominações de origem, a garantia da qualidade e da genuinidade dos produtos com essas denominações de origem, a idoneidade da certificação do produto final exigem que só após o engarrafamento na origem, a certificação se possa considerar concluída, sendo assim efectivamente assegurada a qualidade e a genuinidade dos vinhos do «Porto» e do «Douro», bem como a grande reputação destas denominações de origem mediante este controlo das suas características particulares. Estabeleceu-se assim – em desenvolvimento do regime já anteriormente consagrado expressamente para a denominação de origem «Porto» – a obrigatoriedade do engarrafamento na origem dos vinhos com denominação de origem «Porto» e «Douro»

segunda-feira, agosto 03, 2009

Casa do Capitão-Mor, Alvarinho DOC sub-região de Monção Vinho Verde Branco 2008

Painel dos escanções de Portugal
Com aspecto límpido, boa cor citrina, aroma muito frutado, macio, fresco, elegante e final de boca apelativo, mereceu ser classificado, pelo painel de provadores, com 90 pontos. Consumir a 10ºC.
Óptimo até: 2011 P.V.P: 8,60€

Vila dos Gamas branco 2008, Vidigueira


Vinho com citrinos no aroma, palha descorado, na boca apresenta-se cordato com boa acidez. por pouco mais de 2€, é um branco que se recomenda.