terça-feira, setembro 29, 2009

Reserva Syrah / Castelão Vinho Regional 2008 Tinto

14º Vol. 75 cl

Ruby intenso, aroma fresco com as especificidades da casta, Baunilha, notas tostadas da barrica onde estagiou.
Apresenta-se com densidade na boca, redondo, com doçura, as notas tostadas do aroma confirmam-se na boca, Taninos firmes e secos num final prolongado.
Este regional estagiou nove meses em barricas de 300 lts (25% novas e 75% usadas), tendo repousado 6 meses em garrafa antes de ser comercializado.
No loteamento utilizou-se 75% de Syrah e 25% de castelão, as barricas utilizadas foram o carvalho americano no Castelão e carvalho francês no Syrah.
A colheita foi efectuada na Quinta do Anjo e Lau em Palmela, onde predomina o tipo de solo arenoso.

quinta-feira, setembro 24, 2009

Vinho Val dos Alhos Castelão 2008


14% VOL.
Vermelho na cor, rim de média profundidade, auréola violácea.
Frutado no aroma, fruto de película, ligeiro alicorado, abaunilhado.
Boa concentração de fruta na boca, um pouco austero, nada arrumadinho, intensidade de boca entusiasmante com secura final

Trapiche Roble malbec 2007


Vinho de altitude, de um vermelho intenso na cor. Inicialmente de aroma fechado, ganha amplitude com a oxigenação e a estabilização da temperatura nos 16º-18º.
Cereja e cacau no aroma, boa concentração. Na boca apresenta-se com fruta de boa qualidade,cereja, cacau e madeira usada a estilizar o conjunto.

quarta-feira, agosto 05, 2009

Sanguinhal 2000 tinto DOC, Óbidos


Cor aberta, anel com ausência de auréola, madeira a envolver o fruto de película, notas de evolução, tostado e envolvência de conjunto a optimizar o conjunto fenólico. Na boca apresenta-se com densidade, taninos polidos (após bom arejamento), textura envolvente, madeira presenta e final de boca de longevidade considerável, em final sedoso mas com alguns ventos.
13% Vol.Castas: Castelão, Tinta Míuda e cardigan, compôem e envolvem o lote de 2000 do Quinta do Sanguinhal.

Castelão
"Muito cultivada no sul de portugal e conhecida diversamente por Periquita da arrábida, em Palmela e no Ribatejo; João de santarém ou Santarém em partes do ribatejo, Mortágua no Oeste;e até mesmo Trincadeira preta noutras partes do país. Esta videira versátil pode produzir vinhos tintos frutados, relativamente carnudos, às vezes com um ligeiro carácter de caça, que podem ser bebidos jovens ou envelhecidos.

Tinta Míuda
Casta de produtividade média a alta, de abrolhamento tardio e ciclo longo, de vigor fraco (de evitar podas em vara longa). Tem grande tendência para o "desbagoamento", se chover durante o vingamento. É sensível à podridão cinzenta. Requer terrenos secos de encosta, terrenos quentes.
Os seus vinhos apresentam cor intensa, sendo adstringentes e encorpados, com boa capacidade de envelhecimento.

carignan
O seu vinho tem tem teores elevados de tudo-acidez, taninos, cor, amargor-excepto de sabor e encanto. Isto faz com que esta casta sofra de um inconveniente duplo: é imprópria para ser consumida cedo, e contudo é indigna de envelhecer.

Aprovado Estatuto Denominação de origem e indicação geográfica

APROVADO ESTATUTO
Denominações de origem e indicação geográfica da Região Demarcada do Douro

Foi hoje publicado o Decreto-Lei n.º 173/2009, de 3 de Agosto, que aprova o Estatuto das Denominações de Origem e Indicação Geográfica da Região Demarcada do Douro. Culmina, assim, em Decreto-Lei, este longo processo iniciado pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto (IVDP), com a participação e debate em Conselho Interprofissional, com o consenso unânime das profissões ali representadas. O documento pretende, por um lado, simplificar e unificar um conjunto diversificado de diplomas que regulam a vinha e o vinho na Região Demarcada do Douro (RDD) e, por outro lado, proceder a uma actualização da disciplina jurídica das denominações de origem («Porto» e «Douro») e da indicação geográfica («Duriense») da Região.

Este diploma teve uma gestação de cerca de 10 anos, com dezenas de reuniões, tendo-se iniciado a sua discussão no Conselho Geral da Comissão Interprofissional da Região Demarcada do Douro (CIRDD), e continuada no Conselho Interprofissional do IVDP.

Com a entrada em vigor deste Decreto-Lei, revogam-se vários diplomas (19), alguns do início do século passado, sendo de realçar, na actualização da disciplina jurídica dos vinhos e produtos vínicos da RDD, as seguintes alterações em relação ao regime anterior:

Um reforço da protecção das denominações de origem «Porto» e «Douro», atendendo, em especial, ao seu grande prestígio internacional;

No domínio da vinha (incluindo, designadamente, a reestruturação e as práticas culturais) procedeu-se à unificação da disciplina jurídica de modo a harmonizá-la com o consagrado no plano nacional e comunitário.

A necessidade de constituição de reservas de qualidade no vinho do «Porto» de modo a assegurar o envelhecimento dos vinhos, enquanto condição indispensável para que o produto apresente as características que tanto o valorizam. A única alteração actual – já com raízes em regimes anteriores – traduz-se na admissão da cedência de vinho com capacidade de venda na observância, contudo, de um conjunto de requisitos rigorosos.

A defesa das denominações de origem «Porto» e «Douro» e a inerente protecção dos consumidores, o prestígio internacional de tais denominações de origem, a garantia da qualidade e da genuinidade dos produtos com essas denominações de origem, a idoneidade da certificação do produto final exigem que só após o engarrafamento na origem, a certificação se possa considerar concluída, sendo assim efectivamente assegurada a qualidade e a genuinidade dos vinhos do «Porto» e do «Douro», bem como a grande reputação destas denominações de origem mediante este controlo das suas características particulares. Estabeleceu-se assim – em desenvolvimento do regime já anteriormente consagrado expressamente para a denominação de origem «Porto» – a obrigatoriedade do engarrafamento na origem dos vinhos com denominação de origem «Porto» e «Douro»

segunda-feira, agosto 03, 2009

Casa do Capitão-Mor, Alvarinho DOC sub-região de Monção Vinho Verde Branco 2008

Painel dos escanções de Portugal
Com aspecto límpido, boa cor citrina, aroma muito frutado, macio, fresco, elegante e final de boca apelativo, mereceu ser classificado, pelo painel de provadores, com 90 pontos. Consumir a 10ºC.
Óptimo até: 2011 P.V.P: 8,60€

Vila dos Gamas branco 2008, Vidigueira


Vinho com citrinos no aroma, palha descorado, na boca apresenta-se cordato com boa acidez. por pouco mais de 2€, é um branco que se recomenda.

terça-feira, junho 23, 2009

António Saramago e Santanita no Brasil


António Saramaga e José Santanita, no sul do Brasil, juntamente com Jean Pierre Rosier, assinam o vinho "Villaggio Grando" (Além-Mar), assinam este novo vinho brasileiro.

Produção limitada à 10,000 garrafas, comercialização no Brasil e portugal a partir de Maio de 2010. Poderá ser adquirido através da Wine academy, para um máximo de 24 garrafas por pessoa.

segunda-feira, junho 22, 2009

João Afonso, crítico de vinhos


Realizou-se no dia 17, no I.S.A, em Lisboa mais uma sessão de "Conversas à volta do Vinho".
O tema da conversa foi «Um Crítico de Vinhos confessa-se», João Afonso o convidado surpreendeu a plateia, desmistificando-se e dando-se a conhecer, como um bom vinho.

Meio a brincar meio a sério confessou detestar Fois-Gras e ser apaixonado por caracois e cerveja; gostaria que a nova classe de Enólogos dessem mais atenção às técnicas do Velho Mundo; admitiu beber mais brancos que tintos.

Olivicultor desde 1984 e Vitivicultor desde 2009; a João Afonso mais do que o vinho, fascina-lhe todos os factores que permitem que o vinho se torne num produto engarrafado, é essa paixão que o faz produzir vinho, e provado o Rogenda branco de 2000, um palha carregado de oxidação (benéfica), de aroma fantástico, frutos secos,notas fumadas, dinâmico na boca, de frescura viva e final de boca intenso, percebe-se que leva muito a sério tudo o que faz.

Após a apresentação do branco, provaram-se dois tintos alentejanos e dois bairradas também tintos, o objectivo foi analisar-se vinhos da mesma Região à duas filosofias, no alentejo a inclusão de castas estrangeiras e o vinho do Alentejo pré-moderno, com castas portuguesas. Na Bairrada o debate centrou-se na legislação e na não optimização de um património chamado "Baga".

quarta-feira, junho 10, 2009

Quinta dos Carvalhais Colheita Seleccionada 2004

Aroma de muito bom perfil, fresco, exótico, no entanto algum fruto seco a marcar a evolução. Denso na boca, embora tenha perdido um pouco de volume, ganhou estatuto e complexidade, extenso na boca, como uma boa auto-estrada que se bebe com muito prazer, final com algum travo amargo no final de boca. Como estará este belo branco em 2011?

sábado, maio 30, 2009

Vinho do mês da Associação dos Escanções de Portugal

Montes Claros Reserva DOC Alentejo Tinto 2006
Adega Cooperativa de
Borba, CRL

De aspecto límpido, cor granada, aroma a
fruta madura (compota), na boca apresenta-
se alegre, moderno, carnudo, com o álcool
a destacar-se ligeiramente, tendo sido
classificado pelo painel de provadores da AEP
com 86 valores.
Para consumir a 17ºC é considerado óptimo
até: 2015 P.V.P.: €5,95

quinta-feira, maio 28, 2009

Anselmo Mendes

O conhecido Enólogo da casta Alvarinho, esteve na Antiga Biblioteca do I.S.A, nas "Conversas com o vinho".

Sendo o "Terroir" o mote das conversas, Anselmo Mendes falou do actual percurso da casta Alvarinho pelo Mundo. As qualidades da casta, associado a um conhecimento profundo sobre a mesma deixa-o expectante em relação á forma como o Alvarinho vai ser trabalhado nos países para onde emigrou e como a mesma se comportará em climas totalmente diferentes.

Defendeu o empenho do enólogos portugueses na aposta e divulgação das castas nacionais, apostando nas nossas castas, estamos a apostar na diferença. Esse mesmo ponto de vista foi defendido por Luís Pato, numa anterior palestra no I.S.A

terça-feira, maio 19, 2009

Bacalhôa conquista Ouro

Bacalhôa conquista ouro
O grupo Bacalhôa conquistou duas medalhas de ouro no International Wine Challenge, em Londres, com o Palácio da Bacalhôa 2005 e Quinta da Garrida Dão 2006. Os vinhos da Bacalhôa Tinto da Ânfora 2006, Má Partilha 2006 e Só Syrah 2006 forma premiados com a prata.
No total, o grupo Bacalhôa arrecadou 19 medalhas.
João Vinagre

Ramos Pinto Collection Douro 2006


COLLECTION 2006
O “Adão e Eva” expressa a essência do Collection 2006, os seus aromas
e frutos vermelhos paradisíacos, sensações tânicas, prazer, volúpia e
um perfeito equilíbrio sensual.
A verdadeira tentação!

VINIFICAÇÃO
Neste vinho junta-se o espírito romântico e fresco das vinhas velhas do
Bom Retiro com a madureza quente e sólida da Quinta de Ervamoira. As
parcelas que dão origem a este vinho são seleccionadas e vindimadas
manualmente em contentores de pequeno volume. As uvas foram
vinificadas em lagares de granito e em cubas de inox. Foram usados
tonéis de carvalho francês durante a fermentação maloláctica e depois
40% do vinho ficou em tonel e o restante passou a estagiar em cascos de 2 e 3 vinhos
durante 18 meses. Em Junho de 2008 foram engarrafadas 60.000 garrafas de 0,75l e 150
magnums.

NOTAS DE PROVA
Aspecto visual limpo e brilhante, a cor tinta escura, com reflexos grená.
No nariz, é expressivo e surpreendente, começando por aromas exóticos a especiarias e a
esteva que se vão transformando em aromas doces a frutos maduros, baunilha e cacau.
Na boca, entra cheio de volume e frescura, mostrando a sua complexidade aromática.
O vinho é elegante e longo, já que associa uma estrutura aveludada a um equilíbrio de
acidez.

GASTRONOMIA & GUARDA
Este vinho acompanha bem a refeição, pois a sua acidez e expressividade conferem-lhe
grande elegância. Casa especialmente bem com pratos de carne, estufados, assados,
grelhados e queijos fortes.

Temperatura de consumo entre os 16º e os 18º C.
Guardar a garrafa deitada em local fresco, seco e ao abrigo da luz.

DETALHES TÉCNICOS
Castas: 30% Touriga Nacional Álcool 14,5%vol
30% Touriga Franca Acidez Total 4,9 g/l
40% Mistura pH 3,6
Contém sulfitos

Nota: o que mais me seduziu neste vinho foi o seu aroma muito Douro e balsâmico, bem como o seu vigor e frescura na boca.

A Tinta Barroca, é uma das castas que integram os "40% de mistura". Não tem sinonímia
Região de distribuição- Originalmente, só na região do Douro, constituíndo uma das principais castas do seu encepamento tinto. Actualmente, é recomendado nas DOC de Alenquer, Torres Vedras e ribatejo, e noutras regiões para vinhos regionais.
Dados Vitícolas e enológicos- Potencial produtivo alto. Muito sensível a temperaturas elevadas e ao stresse hidrico, entrando rapidamente em sobrematuração, o que se traduz por perdas significativas da produção e da qualidade. Requer terrenos fundos e exposições orientadas ao quadrante SE.
Casta geralmente de lote, para DOC Douro ou Douro Porto. Quando vorrectamente madura, origina vinhos suaves e harmoniosos, com aromas de acesso lento, mas aveludado e delicados.
In Tratado de Viticultura, Nuno Magalhães

segunda-feira, maio 18, 2009

Denominação de Origem e zonagem vitívinicola


O tema está na ordem do dia, move muitos interesses e toda a gente do sector opina facilmente sobre ele. É, por isso, muito polémico, prestando-se a farta discussão e bastante controvérsia. Uma perspectiva histórica das denominações de origem, desde o tempo dos faraós, a definição e exemplificação do conceito de terroir e uma proposta de zonagem vitícola para Portugal serão alguns dos pontos fortes da “conversa”, que pretende contribuir para ajudar a racionalizar o actual panorama – algo caótico – da legislação sobre as actuais denominações de origem portuguesas. Os vinhos estarão em cima das mesas e alguns dos seus criadores mediáticos, como Anselmo Mendes e Vasco Penha Garcia, darão testemunho da sua experiência no tema.

domingo, maio 17, 2009

Araujo disse...

Simples e concisa apresentação Mex, mas plena de verdade, isto para quem o bebeu contigo á mesa. Agora, convido todos a acompanhar este néctar com um bife quatro pimentas, mal passado, molho sedoso e marcante(qb),enriquecido com batata chips doce e um belo esparregado de nabiças. Como se não chegasse este Monte Cascas 2007,fica fantástico a terminar a refeição com um cheesecake de frutos silvestres e morangos, esqueçer outros digestivos. Experimentem e comentem, Abraços, Araújo.

sábado, maio 16, 2009

Monte Cascas 2007 Tinto Doc, Douro


Touriga Franca em 65%, Touriga Nacional em 25% e 10% de Tinta Roriz.
O vinho tem aroma intenso, especiado. Na boca apresenta-se redondo, limpo de arestas e com boa frescura. Um vinho com muita piada, feito de um modo sério.
O preço, está abaixo dos 6,00€, é muito agradável poder saborear um vinho correcto, por menos de 6 euros, uma óptima proposta da loja de vinhos Wine O'clock das Amoreiras.

Touriga-Franca
Até muito recentemente era designada por Touriga-francesa, sem que haja qualquer conotação com qualquer casta francesa.
Sinónimo regional (Douro)-Flor do Douro, sendo também designada erradamente por Mourisco de Semente nalguns locais da RDD.
É uma casta de ciclo médio, mas exigindo solos pouco férteis e elevadas insolação e temperatura, para atingir o grau desejável.
São de evitar, por isso, altitudes elevadas e posições ao quadrante norte. Origina vinhos geralmente de lote, mas raramente monovarietais, de grande intensidade corante e alguma complexidade aromática.
É actualmente uma das castas mais representada no Vinho do Porto.

terça-feira, maio 12, 2009

Esteva 2002 Tinto, Douro



O Vinho Esteva de 2002, custaria quanto em 2003/2004? 1,50/2,00€? Suponho que sim. Perante a desconfiança de ser um vinho menor da Ramos Pinto um senhor exitou na aceitação da sugestão. O vinho aberto e o copo servido realçou o galanteador que este vinho é. Após evolução no copo, tudo se conjugou, o aroma não defraudou o sabor, os taninos estavam todos muito bem arrumados, sem arestas, o conjunto primou pelo equilibrio, transmitindo até ao final da boca de média intensidade alguma secura, normal, num vinho com 7 anos. "2002 foi um ano de muita chuva, mas no Douro parece que correu menos mal, não é o primeiro vinho que bebo de 2002 (o Montevalle 2002 está óptimo), o trabalho de enologia foi muito bom e a evidência aí está. quando se tem qualidade e se utilizam castas que fazem sentido numa determinada região os resultados são evidentes e todos ficam a ganhar, o produtor prestigio e o cliente qualidade e com sorte podemos tropeçar em vinhos com alguma idade, baratos que nos despertarão grandes emoções a preço de bilhete de cinema.

quinta-feira, maio 07, 2009

Prova Régia Arinto Doc, 2007 Branco



Provado em 2009, este Bucelas apresenta-se bastante bem.
Aroma muito frutado acompanhado por uma frescura que nos direciona para o exotismo.
Na boca toda a fruta e acidez proporcionada pela casta Arinto.
Arinto é uma casta conhecida na Região dos vinhos Verdes como Pedernã, tendo como sinónimos regionais-Azal Galego, Branco Espanhol; Azal Espanhol (Amarante), Pé de Perdiz Branco (cabeceira de Basto), Rabo de Ovelha (Lousada), Chapeludo (Castelo de Paiva, Cinfães e Vale de Sousa) e Perdigão (Mondim de Basto).

Regiões de distribuição-Vinhos Verdes e Bucelas. Com menos significância e importância no Douro.
É uma casta de vigor alto, requerendo cuidados em conduções de elevada expressão vegetativa. Em situação de maior vigor é muito sensível à podridão cinzenta dos cachos, em particular devido à elevada compactibilidade dos cachos, cujos bagos, aumentando de volume e pressionando uns contra os outros, provocam o seu destaque pela base, na parte média do cacho.

Casta base dos vinhos de Bucelas, acompanha o Loureiro nos Vinhos Verdes, sendo de maturação mais tardia, conferindo uma boa acidez. Casta com alguma fruta cítrica, por vezes com algum mineral e personalidade, evolui bem com o envelhecimento nos vinhos de Bucelas.

segunda-feira, maio 04, 2009

Quinta Foz de Arouce branco 2006, Beiras


Vinho Regional Beiras, de solo xistoso. Vinificado em meias barricas novas de carvalho francês, com batônage, cinco meses de estágio.
Açucares redutores: 4 g/lt; acidez total 6 g/lt, àlcool 13% vol.

Nota do produtor: "Cor de palha, aroma complexo com notas de lima e laranja, mel e funcho.
Boa estrutura e acidez equilibrada, suave com baunilha e notas fumadas. longo final de boca."
O vinho está delicioso. Provado a solo preencheu pela sua qualidade todas as possibilidades existentes em possiveis ligações gastronómicas, reforçando a maxima "para um bom vinho apenas necessitamos de um bom copo". A componente citrica no aroma é evidente. Na boca apresenta uma boa textura, todo ele é sensação, o equilibrio está presente e o final é longo.
"...A casta Cercial, é uma casta de bago pequeno, de forma ovóide. Epiderme verde-amarela. Película média a forte espessura. polpa mole, suculenta e de sabor simples.
Origina vinhos com elevada acidez, bons para correcção de lotes de Docs Douro ou porto, com grande capacidade de envelhecimento nos vinhos generosos Madeira, em que por vezes surge na forma monovarietal."
In tratado de Viticultura, Nuno Magalhães.