As previsões contaram com o importante apoio e colaboração de diversos intervenientes, destacando-se as
Comissões Vitivinícolas Regionais, IVDP, IP, Dir. Regionais de Agricultura e Pescas, IVBAM (Madeira) e DRACA
(Açores) e consideram informação recolhida até 16.08.2011.
MINHO
O ciclo vegetativo da videira iniciou-se de forma positiva e mais cedo do que o habitual. Nas áreas mais
interiores da região (Basto, Amarante e Sousa) verificaram-se focos de míldio cujo tratamento atempado
permitiu assegurar boas condições de produção. Nos casos em que os tratamentos foram mais tardios, o
míldio provocou as primeiras perdas de produção, que se agudizaram em Junho. Estas perdas
agravaram-se pelo surgimento de Black rot.
Nas áreas mais litorais e também na sub-região de Monção e Melgaço, a incidência de míldio foi menor e
o controlo mais eficaz, verificando-se um aumento de produção.
A previsão de produção aponta para um incremento de 5% (+50.000 hl) que o verificado na campanha 2010/2011.
TRÁS-OS-MONTES
As condições climatéricas instáveis que percorreram o território continental, fizeram-se sentir de igual
modo na região, tendo-se verificado focos persistentes de míldio que condicionaram a produção de uvas.
As condições climatéricas no período de vindima poderão influenciar a estimativa de produção, que se
situa numa redução de 7% face à anterior campanha.
DOURO e PORTO
As condições climáticas verificadas entre Abril e Maio, com períodos de elevadas temperaturas,
trovoadas e quedas de granizo, propiciaram ataques de míldio, oídio e também traça da uva.
Na sub-região do Baixo Corgo, a ocorrência de míldio originou perdas significativas de produção, não
obstante o adequado nível de tratamento aplicado pelos produtores às vinhas.
A previsão é de diminuição da produção em 25%, em relação ao ano anterior.
BEIRAS
As previsões apontam para evolução negativa da produção na região, que poderá atingir -21% e que
traduz uma diminuição na ordem dos 190.000 hl face à campanha anterior.
Dão
A incidência de míldio foi mais
marcante entre meados de Maio e
Junho, conduzindo em algumas
situações e principalmente em
castas mais sensíveis, a perdas
significativas da produção.
A Black rot, com intensidade
crescente face ao ano anterior,
manifestou-se essencialmente nos
finais de Junho. Estas
condicionantes fazem prever uma
diminuição de 25% da produção.
Bairrada
A ocorrência de ataques de míldio e
Black rot, conjugados com a
ocorrência de trovoadas e granizo
em algumas áreas levou à perda de
cachos, o que resulta numa
previsão de diminuição de 10% da
produção.
Beira Interior
As trovoadas e as quedas de granizo
que ocorreram de modo disperso
pela região e os efeitos do míldio nas
vinhas, causaram quebras
acentuadas nesta região, que se
estima irão conduzir à diminuição de
30% da produção face ao ano
anterior.
TEJO
Os intensos focos de míldio verificados nesta região com especial incidência em Maio, prejudicaram de
forma substancial o desenvolvimento dos cachos, o que provocou em algumas áreas a perda total da
produção.
Algumas castas mais sensíveis foram fortemente prejudicadas no seu desenvolvimento.
As evoluções climatéricas que se venham a desenvolver no período de vindima podem condicionar o
desempenho da região, que se estima vir a sofrer uma quebra na ordem dos 22%, o que significa o nível
de produção mais baixo verificado nos últimos 6 anos.
LISBOA
As condições climatéricas verificadas em Abril, Maio e início de Junho foram favoráveis ao
desenvolvimento de focos de míldio, pelo que as vinhas onde não foram efectuados os tratamentos
adequados foram bastante afectadas, com consequentes perdas de cachos.
A previsão de produção está em linha com a média verificada nesta região nos últimos 5 anos de
produção, mas com uma diminuição de 17% face à campanha anterior.
PENÍNSULA DE SETÚBAL
A ocorrência de chuvas intensas em Abril e Maio e temperaturas elevadas no mês de Maio, aliadas a um
ciclo curto de desenvolvimento do míldio, originou vários focos desta doença nas vinhas. Regista-se,
todavia, que as vinhas que foram mais acompanhadas foram pouco afectadas.
Alguns focos de black rot podem ressurgir caso se venham a verificar chuvas no período de vindimas,
devido à persistência do inóculo do fungo em algumas vinhas.
Prevê-se uma redução de 20% na produção, para um volume similar ao verificado na campanha 2008/2009.
ALENTEJO
Face às quedas de granizo que ocorreram em algumas áreas da região e os efeitos do míldio – que em
algumas vinhas originaram quebras para metade da produção esperada – estima-se uma redução
acentuada na produção de vinho na região. Apesar da redução prevista, verifica-se que o volume deverá
manter-se ao nível da média das últimas 5 campanhas.
Prevê-se uma diminuição de 18% da produção face ao ano anterior.
ALGARVE
Entre Março e Junho registaram-se períodos com temperaturas diurnas altas associadas a níveis
elevados de humidade, o que, conjugado com a elevada precipitação verificada, originou focos de oídio e
míldio na generalidade da região.
Os focos de oídio e míldio levaram alguns produtores a efectuar mais tratamentos preventivos e curativos
do que o habitual. As vinhas não tratadas sofreram perdas significativas, em alguns casos com quebras
totais da produção.
A previsão de produção aponta para uma quebra de 15% face ao ano anterior, o que significa o menor
volume de produção desde a campanha 2006/2007.
MADEIRA
Apesar de ter sido um ano com uma expectativa de produção inicial superior à do ano anterior, as más
condições climatéricas que ocorreram ao longo do ciclo vegetativo, com principal incidência nos meses
de Maio, Junho e Julho, provocaram severos ataques de míldio e atrasos no desenvolvimento das
plantas, que poderão condicionar a produção final.
Apesar destas circunstâncias, prevê-se um nível de produção alinhado com o verificado na campanha
2010/2011, que todavia foi inferior ao habitual da região.
AÇORES
Na ilha Terceira a previsão é de aumento de produção, na ordem dos 30%, que poderá ser revisto em
baixa em caso de chuvas durante a fase do “pintor”.
No Pico, as condições climatéricas foram positivas ao longo do ano, permitindo que a produção na
presente campanha tenha um nível habitual. Atendendo à forte redução verificada na campanha anterior,
estima-se que a recuperação represente um aumento de 65% face a 2010/2011.
Nas ilhas Graciosa e S. Miguel prevê-se aumento de 20 e 30 % respectivamente e, em S. Jorge, a
produção poderá crescer 80%.
A previsão global para o arquipélago dos Açores é de aumento de 65% da produção face ao ano anterior.
Fonte: Site do IVV.
sexta-feira, agosto 26, 2011
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