quarta-feira, janeiro 13, 2010

MOSCATEL de 1947 JMF, o vinho perfeito



"Provado directamente do casco, a untuosidade encontra-se muito marcada devido à evaporação no casco, mostrando uma côr carregada com laivos esverdeados e um aroma muito intenso e complexo (com notas de frutos secos - amêndoa, avelãs, nozes - figo e mel )."

Observação:
São estas as sensações de quem provou este Moscatel ainda em casco. Robert parker classificou com nada menos que 100 pontos, o vinho perfeito.

Casta Moscatel graúdo:
É originária do Egipto, tendo-se expandido a partir da Alexandria, provavelmente durante o Império Romano, pelo que é uma casta muito exportada internacionalmente, tendo por isso diversas sinonímias tais como; Moscatel de Setubal, Moscatel de Alexandria, Moscatel de Málaga.

Região de distribuição:
Palmela e setúbal para vinhos generosos (Moscatel de setúbal),em vinhos de mesa brancos secos.

casta de vigor médio, elevado potencial produtivo, mas sujeita ao desavinho.
É resistente a secura, sensível ao Oídio e míldio. Maturação Serôdia, no entanto, casta de excelência para a elaboração de vinhos generosos de grande longevidade.

Clima:
Localiza-se no litoral oeste a sul de Lisboa, clima Mediterrânico, com verões quentes e secos e invernos relativamente frios e chuvosos.
solos argilo-arenosos ou franco-argilo-arenosos, calcários com ligeira alcalinidade, alguns deles compactos e fertéis.
Precipitação de 500 mm anuais. insolação elevada, mais de 2,200 horas de sol.

Do Egipto para Setubal
" A utilização da fruta da videira para consumo directo ou a sua transformação em vinho remontará a uns 10 mil anos, então pelos povos do neolítico da Transcaucásia (actuais Uzbequistão, Afeganistão e Caxemira ). migrando da região asiática no sentido ocidental, trazendo consigo propágulos da videira, foram-se introduzindo gradualmente na Mesopotâmia, Geórgia, Palestina, Trácia, Síria, Fenícia, Grécia e Egipto."

Há cerca de 5 mil anos, ou seja, 3 mil anos AC, já a cultura da vinha teria grande importância nestes últimos povos. Remontam a essa época, por exemplo,ânforas encontradas em túmulos de faraós do Egipto (Amaral, 1994).

Antes do cristianismo, cedo o vinho passa a fazer parte do culto religioso divinizados pelos deuses do vinho - Osíris dos egípcios, Dionísio dos gregos e Baco dos romanos.

Na Península Ibérica, e portanto no actual território português, o vinho e a cultura da vinha, praticada ainda de forma incipiente, terão sido introduzidas pelos Tartéssios, cerca de 200 AC...Contudo, a vitivicultura deste periodo não teria certamente a importãncia que viria a assumir mais tarde pela ocupação romana.

O comércio externo de vinho português inicia-se, contudo, a partir do Séc. XIV, a partir do Porto de Viana do castelo, com destino a Iglaterra. os primeiros vinhos a ser exportados nessa época teriam sido provenientes de Monção (certamente tintos) e outros generosos de Bastardo, de Malvásia e Moscatéis de Azoia ("Osoye"), estes da região de Setúbal, provavelmente os percursores dos actuais moscatéis de setúbal.

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