terça-feira, setembro 13, 2011

Quinta do Pinto




Localizada na Aldeia Galega da Merceana, em Alenquer, encontra-se em linha recta com o mar a uma distância de 20 quilómetros. A norte a vinha é protegida pela Serra do Montejunto.
A Quinta do Anjo de seu nome, tem uma ,ligação com o vinho desde o século XVII, os vinhos mais cotados da altura na região acrescia 1 pinto, o apelido da família "Pinto" cria uma feliz analogia à história de então.

Mudou de proprietário em 2003, em 2004 procedeu-se às primeiras plantações de vinha, tintas na sua totalidade e em 2005 plantou-se 15 dos 56 hectares da vinha com uvas para a produção de brancos. Em 2006 a adega foi modernizada, mantendo contudo o seu traçado original e os seus depósitos de betão armado quem mantém quase constante a temperatura, em Bordéus muitos produtores estão a voltar a este método.

Em solo argilo-calcário, em encostas suaves com exposição a sul a Chardonnay já foi vindimada, hoje é dia das restantes seguirem o mesmo caminho. Tal é a quantidade de ensaios com as castas que dificilmente conseguimos perceber o número exacto das mesmas. Brancas: Arinto - Antão Vaz - Chardonnay - Marsanne - Roussanne - Sauvignon Blanc - Viognier - Semmillon? Nos tintos: Alfrocheiro - Castelão - Tinta Barroca - Tinta Roriz - Tinta Miuda - Touriga Nacional - Cabernet Sauvignon - Merlot - Petit verdot e Syrah.


 A vindima de Fernão Pires é automática, a estrutura do bago da uva (engaço) fica na vinha, a maquina acciona um batedor que agita as uvas, sendo em simultâneo procedido de recolha pela mesma. Um contentor frigorifico fica instalado à entrada da adega. A temperatura das uvas no seu interior é de -3 a -5, o objectivo é preservar os aromas das castas e vinificar as uvas no seu melhor. O Arinto ainda não começou a fermentar, Sauvigon Blanc já leva uma semana de fermentação, já se nota o gasoso do processo, será um Sauvignon com notas menos pesadas que a anterior edição, relva fresca e alguns aromas exóticos poderão fazer parte do perfil aromático do vinho. O Viognier em barrica está em total fermentação, sendo visível através da fotografia seguinte.




 O Míldio fustigou o país em geral, a Quinta do Anjo não foi excepção. O clima é moderado com alguma influência atlântica, a dias quentes se seguem notas frescas que permitem a maturação lenta das uvas, sendo as vindimas mais tardias que no Ribatejo e Alentejo.

A Roussanne tem tendência para amadurecer tarde, embora não precise de amadurecer totalmente para ter um aroma exuberante. Tem tendência para o Oídio e Podridão, tendo fraca resistência ao vento, que na região poderá ser um problema. O envelhecimento das casta em carvalho não foi equacionado, mas num futuro próximo poderá ser uma opção válida, a casta adaptou-se muito bem. O blend usual é com a casta Chardonnay. Nos vinhos é fortemente responsável pelo aroma e acidez.




 Fazendo por norma parceria com a Roussanne, a casta Marsanne transmite corpo ao vinho. As novas formas de vinificação diminuíram a tendência para perder frescura e vivacidade, tendo vindo gradualmente aumentando a sua importância. Tem vindo a ganhar importância como monovarietal, ligando através de loteamento com castas mais ácidas e aromáticas.

Sendo parceira de lote da Marsanne a Viognier, na Quinta do Pinto é loteada com Chardonnay ou Arinto. É propensa ao Míldio, o seu amarelo intenso transformam-se em bagos de ouro na vinha, tal a beleza e contraste com as demais castas. Possuí perfume de flores em betão, damascos e pessêgo, caracteriza-se por uma baixa acidez.

Tiago Bellegarde Machado é um jovem enólogo da Quinta do Pinto que conheci numa prova de vinhos da Adega Cooperativa de Cantanhede. A sua juventude é um contraste coma a seriedade dos seus vinhos, impressionantes. A sua marca na Quinta do Pinto será de grande qualidade e o desejo por parte do produtor de fazer vinhos com carácter de aptidão gastronómica já é uma realidade.

   


As vinhas velhas não possuem mais do que 25 anos, Touriga nacional e Periquita são os lotes mais antigos.
4000 mil cepas são o número máximo por hectare. O loteamento de castas para o topo de gama Quinta do Pinto é variável não existe uma rigidez para o lote, apenas o desejo de utilizar os melhores vinhos para a dignificação do nome que consta no rótulo.
Novas parcelas a sul foram compradas, a plantação da vinha incidirá nos brancos. Os terrenos foram drenados para evitar o deslizamento de terras. 

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